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Abr 14
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CDS-PP quer punir praxes "humilhantes e degradantes"

O CDS-PP quer criminalizar as praxes académicas violentas, humilhantes ou degradantes, propondo a criação de um regime sancionatório num projeto de resolução que será debatido, na quarta-feira, em plenário no parlamento.

O texto do grupo parlamentar centrista recomenda ao Governo "um conjunto de medidas de combate a todas as formas de violência escolar", entre elas o agravamento do quadro sancionatório "aplicável aos crimes cometidos em ambiente escolar e estudantil, ou nas suas imediações, envolvendo a comunidade escolar".

A pensar no caso concreto das praxes académicas no ensino superior, o CDS-PP propõe a criação de "um regime sancionatório aplicável sempre que alguém leve outrem, [de forma] voluntária ou involuntária, à prática de atos humilhantes ou degradantes".

No final de fevereiro o Parlamento aprovou uma resolução da maioria PSD/CDS-PP que propunha uma campanha contra a "praxe violenta", e chumbou uma iniciativa do Bloco de Esquerda para criar uma rede nacional de apoio a estudantes vítimas de práticas abusivas.

A resolução do PSD/CDS-PP, aprovada por unanimidade, propunha a realização de uma "campanha institucional de sensibilização pela tolerância zero à praxe violenta e abusiva".

Recordando esse processo, o texto do projeto de resolução agora apresentado pelos centristas sublinha que "já nesse debate, contudo, os signatários assumiram a necessidade de ir mais longe no atual quadro legislativo".

"Não há, certamente, dúvidas de que se têm verificado, sob o pretexto da integração no meio estudantil e académico, fenómenos que vão desde a simples falta de bom senso e educação ao desrespeito pela urbanidade, pelas regras básicas da sociedade e, no limite, a práticas degradantes e atentatórias da dignidade humana", lê-se no documento.

"A propósito das praxes surgem, por vezes, manifestações em que os alunos mais velhos, valendo-se de uma pretensa superioridade decorrente do conhecimento do meio académico, ou de um suposto prestígio decorrente da experiência nesse meio, impõem aos alunos recém-chegados comportamentos e penalizações reprováveis", acrescentam os deputados do CDS-PP, acrescentando que "é fundamental" que "fique clara a separação entre aquilo que é a receção aos caloiros e a praxe".

Seis estudantes da Universidade Lusófona morreram no dia 15 de dezembro de 2013, na praia do Moinho de Baixo. Os seis, tal como um outro que sobreviveu, terão sido surpreendidos por uma onda. Até hoje não foram esclarecidas as circunstâncias da morte dos estudantes. O caso está a ser investigado pelo Ministério Público.

O caso motivou um debate alargado na sociedade sobre as praxes académicas, a sua legitimidade e o enquadramento legal aplicável a casos de abusos.

O Ministério da Educação e Ciência promoveu reuniões com associações de estudantes e federações académicas, para além de instituições que representam as universidades e politécnicos, públicos e privados, para discutir a questão das praxes, tendo essas reuniões contado com a presença do ministro Nuno Crato.

fonte:http://www.jn.pt/Pa

publicado por adm às 22:44 | comentar | favorito
02
Abr 14
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Abr 14

Crato admite a criação de cursos profissionais para o mar

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, admitiu hoje em Cascais a criação de cursos profissionais virados para a área do mar, no âmbito da proposta de alargamento dos limites da plataforma continental apresentada nas Nações Unidas.

Nuno Crato considerou que a aposta no mar, para além dos impactos imediatos em termos curriculares, "pode vir a desenvolver-se em escolas determinadas, como as escolas quiserem, com ofertas mais vocacionadas, mais profissionalizadas".

O ministro acompanhou Assunção Cristas, ministra da Agricultura e do Mar, à Escola Básica e Jardim de Infância Rómulo de Carvalho, em Matos Cheirinhos, São Domingos de Rana, para afixar o primeiro de 100.000 mapas "Portugal é Mar" a distribuir pelas escolas do país.

O mapa delimita a actual zona económica exclusiva e a nova área limite da Plataforma Continental apresentada em 2009, no âmbito da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

A ministra Assunção Cristas salientou, perante os alunos de uma sala de aula da escola Rómulo de Carvalho, que "a parte do mar é 18 vezes mais do que a parte da terra e quando a proposta for aprovada a zona marítima será 42 vezes mais". Para a ministra, a distribuição dos mapas visa "sensibilizar as novas gerações" para as potencialidades do mar, de modo a que possam estudar o aproveitamento futuro dos recursos marinhos.

"Em alguns casos vamos poder pescar mais, noutros vamos pescar menos e noutros não vamos poder pescar", respondeu Assunção Cristas, à questão de uma aluna sobre se o alargamento levará ao aumento da pesca, chamando a atenção para outras "riquezas", como as algas e minerais.

Nuno Crato, questionado sobre a proposta ainda não estar aprovada, destacou a importância pedagógica do tema e mostrou-se confiante de que os limites, mesmo com ajustes, não deverão ser muito diferentes.

"Não tenho comentários a fazer", respondeu o ministro da Educação e Ciência em relação à manifestação de estudantes do ensino superior agendada para hoje à tarde.

Os estudantes deverão concentrar-se pelas 15h00 no Largo do Carmo, de onde seguirão em desfile até à Assembleia da República.

Nuno Crato escusou-se também a comentar os resultados conhecidos do “Atlas da Educação - Desempenho e potencial de sucesso e insucesso escolar por concelho".

O estudo da Associação EPIS - Empresários Pela Inclusão Social, em parceria com o CESNOVA - Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova, foi coordenado pelo presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), e ex-ministro da Educação, David Justino.

O documento salienta que 35% de alunos já chumbaram pelo menos uma vez ao longo do seu percurso escolar, o que deve ser entendido como um indicador de que o sistema de ensino nacional "não está concebido para promover o sucesso e a equidade".

Os custos para o país da taxa de 35% de chumbos, tendo por base um custo médio por aluno no ensino básico e secundário de 4000 euros, pode traduzir-se num "desperdício" que "nunca será inferior a 250 milhões de euros por ano".

O ‘Atlas da Educação’ refere ainda uma "manifesta contradição" entre o alargamento da escolaridade obrigatória para o 12.º ano - o que corresponde, regra geral, a um percurso escolar até aos 18 anos - e a legislação laboral, que permite começar a trabalhar aos 16 anos de idade. Uma das soluções seria regulamentar "o trabalho a tempo parcial entre os 16 e os 18 anos de forma a conciliar a frequência escolar e uma integração progressiva no mercado de trabalho".

fonte:Lusa/SOL

publicado por adm às 20:30 | comentar | favorito
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Abr 14
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Estudantes portugueses com dificuldades em aplicar a Matemática à vida real

Os alunos portugueses têm dificuldade em resolver problemas de matemática aplicados à vida real, tendo ficado ligeiramente abaixo da média dos 44 países da OCDE envolvidos num novo relatório, agora divulgado, do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), elaborado com base nos resultados obtidos em 2012.

 

"Resolução de Problemas Criativos: Capacidades dos Estudantes em Resolver Problemas da Vida Real" é a designação do novo estudo, que envolveu 85 mil estudantes em 44 países e economias da Organização para o Desenvolvimento e Cooperação Económico (OCDE).

Para obter bons resultados neste estudo sobre as competências criativas na resolução de problemas, os estudantes devem mostrar-se abertos a explorar a novidade, tolerar as dúvidas e incertezas e atreverem-se a usar a intuição para poderem chegar a uma solução.

Portugal colocou-se em 24.º lugar, com 494 pontos, quando a média da OCDE é de 500 pontos. A liderar a listagem está Singapura (562 pontos), seguida da Coreia (561) e Japão (552). Mais quatro economias do este asiático estão entre o 4.º e 7.º lugares: Macau, Hong-Kong, Xangai e Taipé.

Países como o Canadá, Austrália, Finlândia, Reino Unido, Estónia, França, Holanda, Itália, República Checa, Alemanha, EUA e Bélgica ocupam lugares acima da média da OCDE, mas abaixo dos referidos países asiáticos.

Nos países melhores colocados, os estudantes de 15 anos podem implicar-se no estudo sistemático de situações moderadamente complexas para encontrar uma solução.

Na Coreia e em Singapura, por exemplo, 56% dos estudantes (contra 31% dos estudantes nos países da OCDE, próximos da média) podem resolver um problema no qual um aparelho desconhecido funciona mal. Os estudantes conseguem compreender como os diferentes elementos do problema se relacionam entre si, podem planear por antecipação os passos que têm de realizar para encontrar uma solução e ajustar os seus planos à luz dos dados, conhecimento e informações que vão descobrindo à medida que vão explorando o problema; também podem formular hipóteses sobre por que razão um aparelho funciona mal e descrever como comprovar o funcionamento do dispositivo.

Em contrapartida, nos países com menor classificação (como é o caso de Portugal) os estudantes apenas conseguem resolver problemas muito simples que não requerem um pensamento por antecipação e estão contextualizados em situações familiares.

O relatório conclui que os resultados do PISA sobre a resolução de problemas mostram que professores e escolas podem promover as competências dos estudantes para enfrentar - e resolver - todos os tipos de problemas que se encontram diariamente na vida do século XXI.

O estudo PISA foi lançado pela OCDE, em 1997. Os resultados obtidos nesse estudo permitem monitorizar, de uma forma regular, os sistemas educativos em termos do desempenho dos alunos, no contexto de um enquadramento conceptual aceite internacionalmente. Mede as capacidades dos alunos em domínios como a literacia matemática, científica, resolução de problemas e literacia em leitura.

O PISA 2012 foi o quinto estudo PISA realizado desde 2000 e envolveu mais de 60 países participantes. O estudo repete-se a cada três anos. Os resultados de 2012 provam que, no caso dos estudantes portugueses, houve uma melhoria do desempenho nas áreas da leitura, matemática e ciências, muito embora Portugal continue abaixo da média da OCDE.

fonte:http://www.jn.pt/P

publicado por adm às 22:43 | comentar | favorito