30
Mar 14
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Mar 14

Estudantes adultos no ensino superior reduzidos a "verbo-de-encher"

A abertura das universidades e institutos politécnicos aos novos públicos está reduzida, neste momento, a um “enchimento”. A crítica é feita pelo investigador José Pedro Amorim, na sua tese de doutoramento, defendida na Universidade do Porto no final do ano passado. O autor detecta uma desvalorização da presença de estudantes mais velhos no ensino superior que, em vez de reconhecer a sua experiência, os reduz a “verbos-de-encher”.

Estes estudantes “são quase sempre designados e descritos pela negativa”, nota Amorim na sua tese. Os adultos são sempre descritos como alunos “não tradicionais” e na educação “não formal”, expressões que “escondem uma existência de experiências”, defende. O autor expõe que a abertura a novos públicos se ficou a dever a dois factores: por um lado a influência e exemplo de outros países e de organizações internacionais como a Unesco e a OCDE, e, por outro, a escassez de públicos tradicionais.

“O número de candidatos ao ensino superior vai diminuindo e as instituições de ensino superior vão-se voltando para outros públicos”, resume Joaquim Coimbra – que foi co-orientador do doutoramento de Amorim em conjunto com o antigo secretário de Estado do Ensino Joaquim Azevedo. Isto “nota-se mais no privado do que no público, mais no politécnico do que no universitário e mais no interior do que no litoral”.

A quebra do número de adultos no ensino superior parece também contrariar o que tem sido o discurso das instituições, que têm sublinhado a intenção de captar novos públicos e multiplicado as acções de comunicação para atrair estudantes por outras vias além do concurso nacional de acesso. O presidente do Conselho Coordenador dos Politécnicos recusa essa ideia. “Temos de prosseguir o esforço de captação de alunos”, diz Joaquim Mourato, lembrando que Portugal “continua a precisar da população activa mais qualificada”.

“A riqueza que os adultos são e trazem consigo tem de ser reconhecida”, defende José Pedro Amorim, abrindo a possibilidade disso ser feito sob a forma de dispositivos formalizados que impliquem a creditação desses saberes, seja enquanto princípio fundamental da relação que se estabelece entre professor e aluno. O investigador sublinha a existência de uma “desvalorização mais ou menos ostensiva da experiência e da identidade de cada um”. “O que os professores dizem aos alunos adultos é que esqueçam que tenham uma história de vida e finjam que têm 18 anos”, afirma Joaquim Coimbra.

 “A abertura das instituições de ensino superior a novos públicos” é o título da tese de doutoramento de José Pedro Amorim, defendida no final do ano passado. No documento é traçado um perfil destes alunos: altamente motivados por razões pessoais e culturais, sociais e cívicas e/ou profissionais, extremamente competitivos e muito responsáveis. Além disso, o investigador salienta ainda aquele que considera ser o aspecto “mais significativo” da pesquisa realizada: o efeito do ensino superior na identidade dos estudantes adultos: “O ensino superior deixa uma marca indelével nestes estudantes, por boas ou por más razões”. Esta investigação concluída no final do ano passado procurou também conhecer as dificuldades dos estudantes adultos no ensino superior. Os testemunhos “dão conta de que a grande dificuldade é mesmo a falta de tempo e o cansaço, pelo facto de acumularem responsabilidades”, escreve José Pedro Amorim na sua tese. 

fonte:http://www.publico.pt/s

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27
Mar 14
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Mar 14

Alunos sobrecarregam rede de internet das escolas

A Internet nas escolas fica, muitas vezes, sobrecarregada, porque muitos alunos só tem acesso à rede nas escolas e aproveitam o serviço wireless para ligar os seus telemóveis e tablets, explicou a associação de professores de informática.

Desde o início do ano, a Direção Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC) detetou vários ataques que fizeram diminuir a qualidade do serviço de acesso e velocidade à internet nas escolas.

Num dos dias, chegou mesmo a registar-se uma "saturação de 50,16 % da largura de banda", segundo o e-mail enviado pela DGEEC para os diretores escolares a anunciar a limitação de acesso a determinadas redes sociais e aplicações, como o Youtube, o Facebook ou o Instagram.

De acordo com os dados da DGEEC, a hora de maior tráfego de uso da internet é logo de manhã, perto da hora em que começam as aulas.

"O Ministério da Educação (MEC) explicou-nos que este problema se deve ao facto de os alunos se ligarem à internet quando chegam à escola. Os seus telemóveis e tablets começam logo a fazer atualizações de aplicações através da rede wireless", contou à Lusa Fernanda Ledesma, presidente da Associação Nacional de Professores de Informática (ANPI).

A Lusa contactou o MEC para confirmar esta situação, mas não obteve qualquer resposta até ao momento.

Para Fernanda Ledesma, por detrás deste fenómeno poderá estar a situação financeira de muitas famílias que tiveram de acabar com o serviço de internet em casa. Os alunos podem continuar a ter os telemóveis e os tablets, mas já não têm como aceder à rede, a não ser quando chegam à escola, defendeu.

"No início, era meia dúzia de alunos, os que tinham equipamentos com acesso à internet. Hoje em dia são milhares de alunos em milhares de escolas", lembrou Fernanda Ledesma.

O Ministério da Educação recordou que a pressão sobre a rede estava relacionada com o acesso a determinados sites e aplicações que, de um modo geral, não tinham um carácter pedagógico.

Entre os serviços mais utilizados durante a manhã estão as redes sociais Facebook e Instagram (uma aplicação gratuita que permite tirar fotos, aplicar um filtro e partilhá-la em várias redes sociais), o Youtube e o Tumblr (uma plataforma que permite publicar textos, imagens, vídeo, links, citações e áudio).

Em janeiro e fevereiro a DGEEC registou cinco ataques na rede das escolas e, até meados de março, outros três ataques. No e-mail enviado para as escolas, a DGEES diz que "não foi possível realizar a atribuição do ataque a algum grupo ou individuo específicos".

O MEC garante que os ataques não provocaram danos, mas "apenas dificuldades de acesso nos períodos em que ocorreram".

Numa tentativa de melhorar a qualidade de acesso à Internet, a DGEEC decidiu tornar inacessível durante toda a manhã o Facebook, o Tumblr, o Instagram e as lojas Android e Apple.

Durante a tarde, aquelas aplicações e redes sociais passam a estar acessíveis, mas com acesso limitado, assim como o Youtube que passou a estar limitado a uma utilização máxima durante todo o dia.

O MEC sublinha que estas são "restrições permanentes, em vigor para todos os utilizadores".

A DGEEC, que monitoriza o acesso à rede de internet nas escolas públicas, lembrou a largura de banda total disponível deverá quase duplicar em breve: "Quando a PT começou a fornecer o serviço, em 2008, a largura de rede era de 1Gb. Atualmente é de 6Gb".

 

fonte:http://www.jn.pt/P

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25
Mar 14
25
Mar 14

Coimbra vai cobrar propina de sete mil euros a alunos internacionais

Estatuto do Estudante Internacional dá liberdade às intituições para cobrar propinas mais elevadas a alunos não lusófonos e de países não europeus.

Os estudantes internacionais que a partir do próximo ano queiram tirar uma licenciatura ou mestrado na Universidade de Coimbra vão pagar uma propina anual de sete mil euros.

Este foi o valor aprovado em Conselho Geral desta universidade que, em Setembro, deverá cobrar aos alunos portugueses a propina máxima: 1068,92 euros anuais.

A aprovação do estatuto do aluno internacional dá liberdade às instituições para cobrar propinas mais elevadas aos alunos não lusófonos e de fora da União Europeia. Além disso, estes alunos vão ter regras e vagas próprias para o acesso às universidades portuguesas públicas e privadas.  

 fonte:http://economico.sapo.pt/

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18
Mar 14
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Mar 14

Cursos superiores de dois anos arrancam já no próximo ano

Podem candidatar-se os alunos que terminem o secundário, mas também os estudantes que tenham feito todas as disciplinas do 10º e 11º anos.

Apesar das fortes críticas dos politécnicos, os novos cursos superiores de curta duração vão mesmo arrancar a partir do próximo ano lectivo.

Os cursos técnicos superiores profissionais têm a duração de dois anos e os alunos vão pagar uma propina que não pode ultrapassar os 1.068 euros anuais. Vão ter uma componente de formação geral e científica, uma de formação técnica e ainda um estágio.  

O decreto-lei, publicado em "Diário da República" esta terça-feira, estabelece, por outro lado, o fim progressivo dos cursos de especialização tecnológica em instituições de ensino superior.

Caberá aos politécnicos definir as condições de ingresso. Todos os cursos terão "120 créditos e a duração de quatro semestres lectivos".

Podem candidatar-se a estes novos cursos os alunos que terminem o ensino secundário, mas também os que estudantes que tenham feito todas as disciplinas do 10º e 11º anos.

As instituições de ensino superior têm liberdade para criar os cursos, que só podem começar depois de um registo prévio na Direcção-Geral do Ensino Superior.

O registo do curso pode ser cancelado caso haja uma avaliação externa desfavorável ou se durante dois anos lectivos consecutivos não houver inscrição de alunos.

fonte:http://rr.sapo.pt/

publicado por adm às 21:34 | comentar | favorito
01
Mar 14
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Mar 14

Mais de 2.600 professores pediram para rescindir com o Estado

Prazo do programa de rescisões de mútuo acordo para os professores foi estendido até dia 30 de Junho, final do ano lectivo.

Foram mais de 2.600 os professores que, até ontem, pediram para rescindir com o Estado. Segundo o Ministério da Educação (MEC) foi este o número de pedidos que chegaram aos serviços desde 15 de Novembro tendo havido um aumento durante o mês de Fevereiro. Razão que levou o MEC e as Finanças a estender o programa de rescisões de mútuo acordo para os educadores de infância e professores do básico e secundário até 30 de Junho, final do ano lectivo, tal como avançou hoje o Diário Económico. O prazo inicial terminava hoje.     

Para os professores pertencentes aos quatro grupos de recrutamento em maior risco de ficarem sem componente lectiva - EVT, ET, do 1º ciclo e do Pré-Escolar - estão previstas compensações superiores às oferecidas aos demais grupos de recrutamento. Para este grupo de professores está prevista a indemnização de 1,5 salários por cada ano de serviço, para os que têm menos de 50 anos, e os que têm entre os 50 e os 59 anos vão receber 1,25 salários. Ainda assim, "a bonificação máxima para os professores é igual à bonificação máxima para a demais função pública", sublinha o MEC.

Os professores fora destes grupos disciplinares e que tenham menos de 50 anos vão receber como compensação 1,25 salários por cada ano de serviço. Caso o professor tenha entre 50 e 59 anos recebe um salário.

Para os professores sem componente lectiva (sem turma atribuída) a rescisão por mútuo acordo produzirá efeitos a partir do primeiro dia do mês seguinte ao da notificação. Para os professores que tenham componente lectiva atribuída a rescisão produz efeitos a partir do dia 1 de Setembro de 2014.

Com o programa de rescisões para os professores, segundo o Orçamento do Estado, o Governo tinha uma poupança estimada na ordem os 93,4 milhões de euros. 

 

 

 fonte:http://economico.sapo.pt/not

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