31
Dez 13
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Dez 13

Fenprof denuncia 1500 irregularidades na prova de docentes

A Fenprof já recebeu mais de 1500 denúncias de professores contratados que fizeram a prova de avaliação docente, dando conta de irregularidades cometidas, em alguns casos, pela própria Inspeção-Geral de Educação e Ciência, acusações que o ministério rejeita.

 

De acordo com o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira são mais de 1.500 os relatos recebidos até ao momento, mas apenas 150 preencheram todos os campos de identificação e dados pedidos pela federação sindical.

O Ministério da Educação e Ciência, em resposta enviada à agência Lusa, refuta as alegadas irregularidades, indicando que a Inspeção-Geral de Educação e Ciência se pautou pelo "estrito cumprimento da legalidade", e que "a IGEC estranha e rejeita com veemência qualquer acusação com este teor".

Segundo o líder sindical, as denúncias mais frequentes prendem-se com o incumprimento de horários, "nalguns casos com atrasos muito grandes para o início da prova", a existência de apenas um professor vigilante, ou a realização do exame em salas grandes, violando o número máximo de professores por sala.

No entanto, as denúncias mais graves recebidas pela Fenprof são de irregularidades cometidas pela própria IGEC, com professores a denunciarem pressões indevidas sobre as direções as escolas.

"Havia um manual que dizia o que tinha que ser feito. O que tinha que ser feito não foi feito em muitos casos, e em alguns deles, há vários professores que relatam isso, por imposição da própria IGEC. Quando a direção da escola considerou que não havia condições para que a prova se realizasse foi a própria inspeção presente nas escolas que pressionou no sentido de que, à margem das regras do manual, a prova se realizasse", disse à Lusa Mário Nogueira.

A título de exemplo o líder da Fenprof referiu o caso de uma escola onde para as 10 salas onde iria decorrer a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades (PACC) dos docentes havia apenas, inicialmente, oito professores vigilantes.

Segundo os relatos recebidos pela Fenprof, depois de pressões da IGEC sobre a direção da escola conseguiram reunir-se 18 professores vigilantes, ainda assim abaixo dos 20 necessários para cumprir o requisito de dois professores por sala.

"Foi a própria inspeção que fez pressão para que isso acontecesse, o que é mau, porque o estatuto da IGEC não é de fazer de fiscal do ministério. Não é de forma alguma a polícia do ministro. Quando os comportamentos da IGEC vão no sentido de imporem a qualquer custo decisões, medidas ou procedimentos, isso está mal", frisou Mário Nogueira, que ressalvou que a federação sindical está ainda a apurar as queixas que vão chegando.

Em resposta às acusações, o ministério refere que a intervenção da IGEC visou "zelar pelo cumprimento da legalidade e contribuir para que todos os candidatos pudessem realizar a prova em condições de equidade".

E garante que "nenhum diretor ou qualquer outro interveniente na prova (incluindo vigilantes ou candidatos) apresentou qualquer queixa referente à atuação dos inspetores da IGEC, junto da própria IGEC ou do Júri Nacional da Prova".

A Fenprof conta ter concluído em janeiro "um apanhado" das denúncias, as quais depois deverão traduzir-se em queixas junto da própria IGEC, do ministério e dos grupos parlamentares.

"Depois veremos se há aqui situações que justifiquem mais do que isso. Se são apenas coisas do foro disciplinar, ou se há indício de haver alguma ilegalidade que possa consubstanciar crime e permitia um encaminhamento para a Procuradoria-Geral da República", concluiu Mário Nogueira.

fonte:http://www.jn.pt/P

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19
Dez 13
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Dez 13

Alguns alunos do recorrente vão ter de concorrer de novo ao superior ou mudar de curso

Os alunos do recorrente que entraram no ensino superior sem realizar exames nacionais vão ter de voltar a candidatar-se ou mudar de curso, de acordo com decisões transitadas em julgado que o Ministério da Educação está a executar. 

No início da legislatura foram denunciadas irregularidades no acesso ao ensino superior por parte de alunos que concluíram o 12.º ano em externatos, pela via do ensino recorrente, dispensando assim os exames nacionais ou optando por não usar a nota obtida na prova nos termos a que estavam sujeitos os colegas do ensino regular. 

O Ministério da Educação determinou uma averiguação e decidiu, então, proceder a uma alteração à lei para que todos os alunos fiquem obrigados a aceder ao ensino superior nas mesmas condições, realizando os exames nacionais. Centenas de alunos que já haviam feito as matrículas quando saiu a legislação decidiram recorrer aos tribunais e as sentenças agora transitadas em julgado estão a ser executadas pela tutela. 

Contactado pela agência Lusa, o Ministério da Educação informou que existem várias situações e que alguns alunos, agora no segundo ano, terão mesmo de voltar a candidatar-se, mas que estes não serão a maioria. Neste caso estão os alunos que não realizaram os exames nacionais. 

Há outros casos de alunos que fizeram exame, mas optaram por não usar a nota para a média. Estes podem ter de trocar de curso, para outro para o qual tenham média, contabilizada a nota do exame. 

Os alunos podem ainda requerer a certificação de disciplinas já concluídas como "unidades curriculares isoladas". 

Caso venham a ter essas disciplinas noutro curso podem usá-las como concluídas, explicou à Lusa fonte do Ministério da Educação e Ciência (MEC).

fonte:http://rr.sapo.pt/

publicado por adm às 22:59 | comentar | favorito
03
Dez 13
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Dez 13

Alunos portugueses melhoraram resultados na Matemática

Um dos maiores relatórios de Educação, realizado pela OCDE, revela que Portugal foi um dos 25 países a melhorar os resultados na Matemática.

Portugal é um dos 25 países que melhorou os resultados na Matemática. De acordo com o 5º estudo da OCDE que analisa os resultados dos alunos de 15 anos nas áreas da Leitura, Ciências e Matemática, o PISA, Portugal está na 31ª posição (com 487 pontos) dos melhores resultados em Matemática. Posição que ocupa numa tabela de 64 países, liderada pela China, e numa escala que pode chegar até aos 669 pontos.

Um resultado que traduz uma subida de 21 pontos desde 2003, na disciplina com a taxa mais alta de reprovação entre os alunos. Mas apesar desta melhoria e da subida consecutiva dos resultados nos últimos dez anos, os alunos portugueses ainda têm resultados abaixo da média dos países da OCDE, que regista os 494 pontos. Nesta edição participaram 5.722 alunos portugueses que frequentam desde o 7º do básico ao 11º ano de escolaridade. Destes, a maioria (60,5%) são do 10º ano do secundário.

Mas o relatório quadrienal que este ano se centra na Matemática revela ainda que os alunos portugueses também melhoraram os resultados na Leitura e nas Ciências. Na leitura os alunos portugueses tiveram um resultado médio de 488 valores, o mesmo valor registado pelos espanhóis, os húngaros e os luxemburgueses. Pontuação que traduz uma subida de 18 pontos em relação ao ano 2000 e que garantiu a 33ª posição na tabela dos melhores resultados.

Nas ciências, os resultados dos alunos colocam o país na 36ª posição com 489 valores, abaixo dos italianos ou dos croatas mas acima dos russos e dos gregos que não ultrapassaram os 467 valores.

fonte:http://economico.sapo.pt/no

publicado por adm às 22:05 | comentar | favorito
02
Dez 13
02
Dez 13

Mais de 22 mil professores contratados dispensados da prova

A FNE estima que vão ser cerca de 15 mil os professores que vão a exame. A UGT desconvocou a greve.

O Governo anunciou hoje que os professores contratados com mais de 5 anos de serviço vão ser dispensados de realizar a prova de acesso à profissão. De acordo com a FNE cerca de 22 mil docentes estão assim dispensados de realizar esta prova, assim apenas 15 mil  vão a exame.

O anúncio da dispensa de prova de acesso à carreira docente dos professores com 5 ou mais anos de carreira, foi feito pelo próprio ministro da Educação em directo para as televisões, após uma reunião com a UGT. Nuno Crato garantiu que esta medida será para repetir nos anos 
seguintes. "Tivemos ainda em conta o recente pedido de ponderação do Provedor de Justiça, pedido que acentuou a possibilidade de isentar da prova os professores experientes", afirmou o ministro da Educação.

Perante a garantia da tutela em dispensar estes professores contratados da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades, a UGT, liderada por Carlos Silva, comprometeu-se a desconvocar a greve à prova, marcada para 18 de Dezembro.

Para o secretário-geral da UGT, trata-se do "acordo possível" para dar "paz social" ao setor. Carlos Silva adiantou que os sindicatos do setor da Educação, afectos à central sindical, se comprometeram a desmobilizar das ações de protesto anteriormente convocadas, nomeadamente da greve à prova.

 

 fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 20:25 | comentar | favorito