20
Nov 13
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Nov 13

Docentes gastam centenas de euros em viagens e estadia para fazer prova de avaliação

Muitos professores de escolas portuguesas nas ilhas e no estrangeiro vão gastar centenas de euros para fazer a prova de avaliação e continuam sem garantia de que as faltas às aulas serão justificadas, alertou o sindicado.

O aviso de abertura da Prova de Conhecimentos e Capacidades para educadores de infância e professores do básico e secundário não integrados na carreira docente foi publicado na terça-feira em Diário da República, dando informações como as localidades onde se poderá realizar a prova.

Nos Açores, serão feitas em apenas três das nove ilhas: na Terceira (na Praia da Vitória), Faial (Horta) e S. Miguel (Ponta Delgada). Os professores das restantes ilhas terão de fazer a viagem para poder estar a 18 de dezembro numa daquelas três cidades.

"Existem várias situações graves de dificuldade de realização da prova. Desde logo nas ilhas, porque a concentração só em algumas ilhas faz com que os candidatos tenham que pagar do seu bolso as viagens e alojamentos, porque isto implica sempre mais do que um dia. São dois ou três dias de deslocação e é preciso que não haja tempestades que impeçam as viagens", lembrou o secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva.

Ainda mais grave é o caso dos professores colocados no estrangeiro: "Estão obrigados a vir realizar a prova a Portugal pagando do seu bolso a deslocação e as estadias necessárias", disse o sindicalista, dando exemplos de docentes que estão na África do Sul, Estados Unidos, Namíbia, ou nas escolas portuguesas em Maputo, Luanda, 
Alemanha, Luxemburgo ou Suíça.

Para muitos, o custo de realizar a prova, cuja inscrição custa 20 euros, irá facilmente ultrapassar uma centena de euros, entre viagens e estadia.

"A própria distribuição geográfica das localidades onde as provas se vão realizar faz com que os candidatos mesmo da região do continente tenham que percorrer grandes distâncias para realizar a prova", acrescentou Dias da Silva.

Os professores queixam-se também de não terem justificação para, em caso de necessidade, faltar às aulas e às reuniões de avaliação, uma vez que a prova se realiza no final do primeiro período de aulas.

A FNE critica também o facto de o aviso definir que não será devolvido o dinheiro da inscrição da prova a quem falte por motivo que lhes seja imputável. "Mas, para além do valor que é a inscrição na prova, as mulheres que nesse dia estiverem em situação de parto e que, por esse motivo, não puderem realizar a prova como é que se revolvem o problema? E quem tiver tido um acidente e estiver hospitalizado?", questionou Dias da Silva.

Para a FNE, é ainda uma "injustiça flagrante" o facto de a norma ter sido concebida de forma a impedir as pessoas de concorrer no próximo concurso de colocações caso não realizem a prova.

As inscrições para a realização da prova estão abertas a partir de hoje e durante uma semana no site da Direção Geral da Administração Escolar, estando previsto para quinta-feira a divulgação do guia da prova.

 fonte:http://economico.sapo.pt/

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16
Nov 13
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Nov 13

Professores marcam greve para 18 de Dezembro

A FNE, Federação Nacional dos Sindicatos da Educação, aprovou este sábado a realização de uma greve no dia 18 de Dezembro.
 
A data coincide com o dia definido pelo Ministério da Educação para a realização da prova de avaliação de competências dos professores contratados e que deverá abranger cerca de 11 mil docentes.

O Conselho Geral da FNE, reunido hoje em Évora, aprovou ainda várias concentrações de docentes, em diversas cidades do país, a realizar entre o fim deste mês e o início de Dezembro. Dia 25, em Coimbra, 27 em Lisboa, Évora no dia 28 e no Porto, a 2 de Dezembro. 

Já na próxima semana, a Federação de Professores  da UGT, liderada por João Dias da Silva, quer mobilizar o maior número de professores envolvidos  para que façam sentir junto da provedoria de Justiça a irracionalidade, inutilidade e desconsideração que a prova implica.

A FNE vai ainda contactar as outras organizações sindicais do sector  para se associarem às suas iniciativas.

fonte;:http://rr.sapo.pt/i

publicado por adm às 19:38 | comentar | favorito
12
Nov 13
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Nov 13

Universidades não serão obrigadas a reduzir massa salarial

Nuno Crato recua e garante que vai permitir que as universidades contratem livremente, desde que não aumentem a actual despesa.

As universidades vão deixar de estar obrigadas a reduzir 3% da massa salarial, em 2014. Desta forma, o ensino superior junta-se à saúde como excepção ao congelamento das contratações na administração pública, durante o próximo ano, imposta pelo Orçamento do Estado.

Em causa está o artigo 56º da proposta do OE/14, que proíbe as contratações no ensino superior "se as mesmas implicarem um aumento superior a 97% do valor total das remunerações dos trabalhadores docentes e não docentes" em relação à massa salarial deste ano.

Os deputados da maioria anunciaram hoje no Parlamento - durante a discussão do Orçamento para a Educação - que vão apresentar uma proposta de alteração ao artigo em causa, de forma a manter as regras actuais, que permitem contratações sem acréscimo de despesa - Lei do Equilíbrio Orçamental.

Nuno Crato diz estar "receptivo" a esta alteração, que considera ser "razoável".

Esta era uma regra que, segundo os reitores, priva as instituições de contratarem docentes convidados, "pondo em causa o funcionamento de todas as faculdades", em especial as de Medicina. "Vamos ser incapazes de renovar os contratos para os convidados do ciclo clínico de todas as faculdades de medicina portuguesas" - que ascendem a 50% do corpo docente destes cursos - avisou recentemente o presidente do Conselho de Reitores, António Rendas.

 fonte:http://economico.sapo.pt/no

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11
Nov 13
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Nov 13

Crato tem 19,4 milhões para o ‘cheque ensino'

Nuno Crato tem 19,4 milhões de euros para dar apoio directo às famílias que escolham os colégios privados para colocar os seus filhos.

Segundo o Orçamento por Acções do Ministério da Educação, esta será a verba para os contratos simples de apoio às famílias - o chamado cheque ensino - que vem alterar a forma de financiamento aos alunos do privado e que vai arrancar, num projecto-piloto, em Setembro de 2014. 

O apoio para cada aluno vai depender do rendimento ‘per capita' do agregado familiar e ainda vai ser definido em portaria, mas não deverá ultrapassar o custo médio anual por aluno da escola pública, que ronda os 4.011 euros. Este montante vai ser transferido directamente pelo Estado para os colégios onde o aluno está inscrito e caso o estudante mude de escola o estabelecimento perde a verba transferida. Desta forma, fica assegurado que o apoio é aplicado para financiar os estudos dos jovens. Caso o apoio não cubra a totalidade da propina do colégio, cabe à família pagar a verba remanescente.

Esta é uma alteração aos contratos simples, que existiam desde os anos 80, e que permite que seja a família a receber o apoio e não o colégio, como definido até aqui. Este apoio directo às famílias vem permitir uma maior liberdade de escolha das famílias entre as escolas públicas e as do sistema de ensino privado, defende o ministro, que amanhã vai ao Parlamento apresentar o Orçamento da Educação para 2014. 

A medida foi aprovada em Conselho de Ministros no início de Setembro, faz parte do programa de Governo e está inscrita no Guião da Reforma do Estado coordenado por Paulo Portas.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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09
Nov 13

FENPROF critica rankings das escolas

A FENPROF considera que a divulgação de “rankings” de estabelecimentos de ensino "redutora, injusta e perversa", reflectindo um "ataque à escola pública".

O sindicato de professores explica que os “rankings” divulgados comparam escolas, públicas e privadas, "sem atender aos desequilíbrios do país e a factores que a investigação comprova que influenciam fortemente os resultados dos alunos".

Os “rankings”, que só se baseiam nas médias de exame e não nos dados de contexto, "não servem para avaliar escolas, mas servem para difundir uma imagem negativa das escolas públicas, que, afastadas do topo da tabela, são apontadas como ineficazes e ineficientes", salienta a Federação Nacional dos Professores (FENPROF).

O sindicato diz que os rankings “põem a jogar no mesmo campeonato escolas privadas que seleccionam criteriosamente os seus alunos com escolas públicas a que todos (justamente) têm acesso, escolas públicas em que a maioria dos alunos beneficia de acção social escolar com escolas privadas com mensalidades que vão até 656 euros".

Outras questões que justificam a posição da organização sindical relacionam-se com o facto de a análise comparar da mesma forma escolas do interior com aquelas dos grandes centros urbanos, estabelecimentos em que os alunos frequentam exclusivamente cursos orientados para o prosseguimento de estudos com outros em que a maioria frequenta cursos profissionais.

Mas, também são listadas escolas em que as habilitações académicas dos pais chegam a uma média de 15 anos de escolaridade com outras em que não vão além de oito, ou unidades que levam um número reduzido de alunos a exame com outras que levam largas centenas ou mesmo milhares.

A FENPROF critica os órgãos de comunicação social que, considera, "catalogam as escolas como ‘boas’ e ‘más’, 'melhores' e 'piores', em função do lugar relativo que ocupam no ranking, [o que] é de uma enorme leviandade e falta de rigor".

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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Raparigas superam rapazes em todos os anos

Eles até conseguem superá-las por escassas décimas nas médias de alguns exames como Matemática (no 1.º, 2.º e 3.º ciclos), História A, Física e Química e Geografia A, no Secundário, mas elas são melhores nas classificações à frequência e batem-nos nas médias gerais, em todos os anos, no ensino privado ou público.

Comecemos pelos mais novos. Tanto no Primeiro Ciclo, como no 6.º ou 9.º ano, eles só as conseguem superar nas médias dos exames de Matemática. De resto, elas dominam as notas internas dadas pelas escolas, os exames de Português e acabam por conseguir melhores médias gerais. Por exemplo, no Segundo Ciclo, elas conseguiram uma média nos dois exames de 51,99, e eles 49,57. É, aliás, a prestação delas a Português neste ciclo que permite uma média geral positiva nas provas. É que elas tiveram uma média de 54,63 e eles de 49,22.

No Secundário, elas estão em maioria e batem-nos nas classificações internas das oito disciplinas com mais alunos inscritos em exame. Mas nas provas, eles devem conseguir manter-se mais calmos porque as conseguem ultrapassar nas médias de História, Física e Geografia.

fonte:http://www.jn.pt/D

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Privados dominam disciplinas que dão acesso a medicina

Os oito rankings referentes aos exames do Secundário com mais alunos inscritos são liderados por colégios. Mas, olhando-se para os 50 melhores resultados em cada uma dessas disciplinas verifica-se que os privados dominam nos três exames que dão acesso a Medicina: Biologia, Física e Química e Matemática A - e no Português. As escolas públicas revelam melhor desempenho na área das Humanidades, como Filosofia, Geografia ou História.

Os piores resultados do ensino público são a Biologia e Física e Química - os únicos exames em que não aparece nenhuma Secundária nos primeiros dez lugares. João Oliveira, dirigente da Associação de Professores de Biologia e Geologia, desvaloriza o domínio dos privados nos exames que dão acesso a Medicina, por considerar que não há escolas melhores mas "com projetos educativos diferentes".

Já a presidente da Associação de Professores de Matemática admite que os privados podem dar prioridade aos cursos com médias mais altas de acesso ao Superior, como Medicina. "É uma formação dirigida para o sucesso, enquanto o ensino público dá uma formação global, mais equilibrada", resume Lurdes Figueiral.

O Colégio Nossa Senhora do Rosário lidera a lista de Matemática A, com 16,2 valores de média. A primeira escola pública ficou em 9.º lugar - é a Secundária Engenheiro Dionísio Auguso Cunha (Viseu), com média de 14,1. A média do exame voltou a descer. A classificação dos alunos internos foi de 9,73 valores. Há 20 públicas no "top 50".

Português é liderado pela Academia de Música de Santa Cecília (Lisboa), com 15,6 valores. A melhor pública é a Secundária Monte da Ola (Viana do Castelo) que teve a sexta melhor média (13,2). Há mais 13 públicas no "top 50", menos três do que em 2012. A disciplina é a terceira em que o ensino público tem pior desempenho.

As escolas públicas ocupam mais de metade dos 50 melhores resultados em seis das dez listagens (Filosofia, Matemática Aplicada às Ciências Sociais, Economia, História, Geografia e Geometria). E, a Matemática A (12.º ano), há 20 secundárias entre as 50 com melhores médias. É em Filosofia que as públicas têm melhor desempenho. Apesar do ranking ser liderado pelo Colégio Nossa Senhora do Rosário (Porto), com uma média de 15,6 valores, o "pódio" é partilhado com as secundárias Arco-Irís (Loures) e Tomaz Pelayo (Santo Tirso). Há 40 públicas no "top 50".

Alexandre Sá , presidente da Associação de Professores de Filosofia, recebeu com "naturalidade" estes resultados, devido à "larga tradição no currículo", desempenhada pela disciplina. Depois, sublinhou ao JN, "desde que o exame foi reposto, as provas foram equilibradas e sem dogmatismos estranhos ao programa".

fonte:http://www.jn.pt/D

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Professor acusado de ser "demasiado exigente" meteu a escola no top

Nélson Carneiro, professor há seis anos na Escola Básica do Corpo Santo, Matosinhos, expõe a lógica do alcance da sua escola, que é a 50.ª num ranking nacional de 4621 instituições e a mais bem classificada das escolas públicas do Porto: "Não houve desempenhos excecionais, mas houve, isso sim, uma aplicação efetiva".


É deste professor de 38 anos, "um transmontano que um dia veio cá à bola e por cá ficou", boa parte da responsabilidade naquele lugar cimeiro - exatamente porque em 2012 viu cair sobre si uma torpe acusação: era "demasiado exigente a Matemática". Houve protesto de pais de três alunos, houve celeuma e consequência: os três alunos saíram e entraram na privada.

O professor vai dizê-lo: a contestação à "exigência" foi vingada e a escola do Corpo Santo, que tem 95 alunos do 1.º ao 4.º ano, garantiu também a melhor posição do Porto a Matemática (66.º) na lista de 4621 escolas do 1.º Ciclo.

"São os resultados da "guerra": 0% de negativas a Matemática e 5% a Português", diz o docente. "Claro que a distinção é o maior reconforto que posso ter por essa polémica".

Cristiano Rosa e Raquel Guedes, os melhores alunos da escola, ele a Português, ela a Matemática - agora estão no 5.º ano e na EB 2/3 de Leça, uma escola que parece das do cinema, inclusiva e amena, com gigantes janelas e belos pátios -, sabem atestar do "excesso" do professor, apesar dos seus 10 anos: "Sim, puxa muito, mas dá bom resultado, não?", diz ela, que quer ser designer de moda; "eu agora gosto de ler e leio mais do que aquilo que sou obrigado a ler", diz ele, que quer ser DJ ("é por causa da fama e do dinheiro").

Mais do que a modernidade das sete escolas que gere, o diretor Jorge Sequeira, 51 anos, diz que o sucesso está na evidência. "É a estabilidade do corpo docente". E revela a raridade: "Temos professores que estão aqui há 30 anos. Há casos, vários, em que o mesmo professor ensinou os pais e agora os filhos. Isso, se pensarmos bem, faz mesmo toda a diferença".

fonte:http://www.jn.pt/D


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09
Nov 13

Mais de dois terços das escolas no vermelho

A média geral já era negativa, mas voltou a cair este ano: 2,58 (2,89 em 2012). O número de escolas abaixo de 50 valores é cada vez maior: são agora 70% (67% em 2012). E todos os distritos ficaram abaixo da linha de água (Coimbra ficou acima em 2012). Um cenário negro revelado pela análise aos resultados dos exames nacionais do 9.º ano de 2013.


Se a média geral desce um pouco mais de quatro décimas, quando se analisam as duas disciplinas sujeitas a exame percebe-se que o trambolhão foi maior na Matemática (a descida foi de 2,93 para 2,50) do que no Português (de 2,86 para 2,66).

Nem tudo é negativo, no entanto. Quando se distinguem resultados por sexo e se manipula a pontuação obtida nos exames (0 a 100), percebe-se que pelo menos entre as raparigas há uma exceção positiva: 50,2 pontos a Português. Da mesma forma, quando se distingue resultados das escolas públicas e privadas percebe-se que nestas últimas a média é positiva (56,2).

O topo do ranking continua por isso, e sem surpresa, a ser dominado pelos colégios privados. No top 100 só é possível encontrar 15 escolas públicas. A melhor colocada é a Eça de Queiroz, na Póvoa de Varzim (32.0º lugar). A pior escola pública é a Básica Integrada da Apelação, em Loures (1307.0º lugar). O que as separa não é apenas a média (68 contra 17), mas o contexto socioeconómico e cultural. Basta ter atenção a um "detalhe": no agrupamento a que pertence a escola da Póvoa, quase um terço dos alunos (30%) depende do apoio da Ação Social Escolar; na escola de Loures são três quartos dos alunos (74%).

fonte:http://www.jn.pt/D


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