28
Out 12
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Out 12

FENPROF alerta para cortes "insuportáveis" no ensino superior

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, alertou este sábado para a possível rutura financeira em universidades e politécnicos do país devido aos cortes previstos para o setor no Orçamento de Estado de 2013.

O responsável da FENPROF falava à agência Lusa no final de uma reunião do seu Conselho de Departamento do Ensino Superior e Investigação, onde foi feito o ponto da situação por cerca de 30 docentes e investigadores de universidades e institutos politécnicos de todo o país.

No encontro, "alguns reitores alertaram que a situação já é muito complicada e há uma possibilidade real de rutura no funcionamento de algumas instituições", cujos cortes no orçamento vão atingir, segundo Mário Nogueira, entre os sete e os doze por cento nas universidades, "e até mais no caso dos politécnicos".

Nas contas do secretário-geral da FENPROF, o corte no setor do ensino superior vai atingir 57 milhões de euros em 2013, "sendo que, globalmente, desde 2005, há um acumulado de perda que ronda os 200 milhões de euros", avaliou.

Por outro lado, alertou que estas entidades "não podem subir mais as propinas para obter receitas porque já são elevadas e os alunos têm vindo a desistir do ensino superior".

Questionado sobre se existem números sobre essas desistências, Mário Nogueira estimou que os números que têm sido falados são da ordem dos 5.000 a 6.000 alunos.

Face a este balanço, de "momento dramático da vida do país e do ensino superior e da ciência em particular, com redução de orçamentos de funcionamento, redução de salários, e despedimentos", a FENPROF emitiu uma resolução em que defende "um sobressalto cívico em defesa" do setor.

"Todos os docentes e investigadores e toda a sociedade portuguesa devem unir-se em defesa do ensino superior e contra esta proposta de Orçamento de Estado do Governo", apelou o responsável, "independentemente da sua cor partidária".

A FENPROF adianta que vai participar na manifestação nacional marcada para 31 de outubro, às 15.30 no Marquês de Pombal, em Lisboa, iniciativa da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública.

fonte:http://www.jn.pt/P

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27
Out 12
27
Out 12

Procura por cursos de jornalismo supera 10 vezes as vagas

A procura pelos cursos de ciências da comunicação e jornalismo continua a aumentar, apesar da crise que atinge os media tradicionais, chegando o número de candidatos a superar em dez vezes as vagas existentes.

Isto é, por exemplo, o que sucede na licenciatura em jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS) em Lisboa, onde no presente ano lectivo 2012/13 houve uma procura, na primeira fase, de 783 estudantes para 60 vagas.

«Tivemos mais candidatos que no ano passado e cerca de 76% dos alunos (46 estudantes) dos que cá ficaram escolheram esta escola como primeira opção, sendo a nota da última entrada de 15,55 valores», disse à Lusa o presidente da ESCS, Jorge Veríssimo.

Realidade idêntica vive o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) no curso de ciências da comunicação, onde para as mesmas 72 vagas nos dois últimos anos, a procura passou de 766 no ano lectivo de 2011/12 para 780 em 2012/13.

«Muitos dos que são colocados em outras licenciaturas acabam por pedir transferência para Ciências da Comunicação, engrossando o número de alunos no 2.º e 3.º ano desta licenciatura», explicou a coordenadora da unidade de Ciências da Comunicação/Comunicação, Paula Cordeiro.

Jorge Veríssimo conta também que «há uma fuga» de estudantes «de outras áreas, como psicologia e sociologia, para publicidade, relações públicas e multimédia, onde acaba por haver trabalho».

Questionado sobre se os alunos têm em conta a actual crise nos media tradicionais no momento da escolha do curso, o vice-presidente executivo do departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, Jorge Rosa, afirmou: «Ainda não acontece, continua a haver bastante procura e a média do último aluno a entrar foi 16,75 valores».

Jorge Rosa afirma que à partida a grande maioria quer seguir jornalismo, mas muitos mudam, entretanto, de ideias e acabam por virar-se para áreas, como relações públicas e cinema.

«Alguns vão tendo essa noção [da crise], mas muitos continuam a batalhar por um estágio e procuram diferentes saídas, por exemplo na imprensa regional», disse.

Os responsáveis destas universidades são unânimes em considerar que o jornalismo está a atravessar «uma fase negativa com um mercado saturado», mas acreditam numa reinvenção do mesmo.

Paula Cordeiro considera que «hoje só deveria seguir a especialização em jornalismo quem, de facto, seja apaixonado pela área» e que «ser jornalista não é uma profissão, é um modo de vida».

Apesar de acreditar que «continuará a haver espaço para recém-licenciados que queiram ser jornalistas», Paula Cordeiro é peremptória: «Haverá, certamente, mais espaço ainda para aqueles cujo perfil se enquadre mais num produtor de conteúdos, gestor de conteúdos e gestor de comunidades».

Jorge Veríssimo salienta que «há uma série de áreas onde podem trabalhar, como os gabinetes de comunicação de empresas, 'sites', órgãos de comunicação social regionais e área dos conteúdos».

«Se fosse eu, fazia uma pesquisa nos sites das empresas, ia entrevistá-los e aos clientes e propunha uma periodicidade de produção de conteúdos», exemplificou Jorge Veríssimo, salientando que «é necessário ser-se empreendedor».

Também Jorge Rosa sublinha «a aposta no percurso individual», dando o exemplo de um ex-aluno, que sendo surfista «tentou canalizar todo o seu percurso para o 'surf' ao longo da licenciatura e acabou por ficar a colaborar com uma revista da área».

fonte:Lusa/SOL

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26
Out 12
26
Out 12

Custo por aluno do ensino público inferior ao do particular

O Tribunal de Contas recomenda ao Governo que avalie a continuidade dos contratos de associação com as escolas particulares e cooperativas. Um conselho que consta do memorando de entendimento.


O documento assinado com a troika já recomendava a redução das transferências para as escolas com contrato de associação. Mas o Governo manteve este ano letivo a verba por turma (85288 euros), salvaguardando esses contratos dos cortes generalizados na Educação. A recomendação do TC - feita no relatório divulgado hoje sobre o custo médio por aluno no ensino público e escolas com contrato de associação - reforça a diretriz do memorando.

Tanto Mário Nogueira, líder da Fenprof, como Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, louvam a recomendação. Para ambos, a rede de ensino pública assegura a oferta a todos os alunos, pelo que reprovam o Estado pagar a escolas particulares que só deviam ser contratualizadas quando os alunos não têm oferta a quatro quilómetros de casa.

Já para Rodrigo Queirós e Melo, diretor executivo da Associação dos Estabelecimentos do Ensino Privado (Aeep), a duplicação da rede é pontual e se o Governo extinguir os contratos terá de assumir "que obriga" os pais a matricular os filhos na escola pública.

O JN tentou obter uma reação do Ministério da Educação mas não recebeu qualquer resposta em tempo útil.

Diferentes leituras

O relatório conclui que o custo médio por aluno nas escolas com contrato de associação é de 4522 euros. No ensino público, o TC apurou dois valores médios: 3890 euros com base na execução orçamental dos agrupamentos; e 4415 euros se aos orçamentos forem somadas as despesas com as escolas artísticas, contratos de execução com os municípios e Fundo Social Municipal. O valor no público só é menor graças ao custo médio no 1º ciclo (2299,80), que as escolas com contrato de associação não lecionam. A comparação, frisa Rodrigo Queirós e Melo, deve por isso ser feita com o custo médio apurado para os restantes ciclos que é de 4648 euros. "Logo, mais caro 126 euros por aluno", reage, multiplicando, de imediato, esse valor pelos "53 mil alunos" abrangidos pelos contratos de associação. "O Estado pode poupar seis milhões de euros".

Mário Nogueira alerta, no entanto, que o custo superior resulta das ofertas alternativas que existem no público e não nas particulares, nomeadamente os cursos profissionais, artísticos ou os alunos com necessidades educativas especiais.

De acordo com o relatório, 89% dos alunos abrangidos pelos 93 contratos frequentam o ensino regular.

fonte:http://www.jn.pt/


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25
Out 12

Universidade Algarve sem dinheiro para funcionar e pagar salários em 2013

O reitor da Universidade do Algarve (UAlg) admitiu hoje que em 2013 não haverá dinheiro para o normal funcionamento da instituição e para pagar salários, caso sejam executados os cortes orçamentais previstos pelo Governo nas universidades.

Em causa está a proposta de um corte médio na transferência de verbas do Orçamento de Estado (OE) para as universidades na ordem dos 10 por cento e que, no caso da UAlg, supera os 12%, disse hoje João Guerreiro aos jornalistas. 

O reitor da UALg falava à margem da sessão de lançamento do projecto “Algarve 2020 - Uma Proposta Jovem”, que hoje à tarde decorreu na Faculdade de Economia da UAlg. 

Segundo o reitor da instituição, trata-se de cortes “insustentáveis”, que não permitirão o normal funcionamento das universidades nem o pagamento de salários, obrigando as instituições a cair numa situação de incumprimento quase generalizado. 

“As universidades não são caixas de elástico ou caixas de borracha que podem ser comprimidas a belo prazer”, contesta João Guerreiro, afirmando que quer acreditar que a Assembleia da República (AR) vai alterar a proposta. 

De acordo com o reitor da UAlg, tem de haver uma avaliação muito rigorosa das necessidades das universidades, “de forma a admitir que há limites”, uma vez que “o limite na proposta de orçamento foi francamente superado”. 

“Não é possível às universidades funcionarem com esses cortes”, sublinha, lembrando que já foi feito entre 2011 e 2012 um corte de 8,5%, ao qual se somam cortes mais moderados nos anos anteriores. 

João Guerreiro refere ainda que está a ser fornecida informação à comissão especializada e aos deputados, no sentido de tentar inverter o conteúdo da proposta de lei. 

fonte:http://www.publico.pt/

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Universidade de Aveiro tem curso de Medicina em risco

A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) decidiu não homologar o Mestrado Integrado de Medicina (MIM) a funcionar desde o ano passado na Universidade de Aveiro e que envolve um total de 38 alunos.

A universidade admite o fracasso deste projecto, constituído em parceria com o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto, e revela que já está à procura de um novo parceiro para prosseguir com esta aposta formativa.
À semelhança do que acontece na Universidade do Algarve, o MIM de Aveiro é dirigido a alunos licenciados e tem a duração de quatro anos (em vez dos seis anos do "modelo tradicional"). A sua entrada em funcionamento foi aprovada em Dezembro de 2009 pelo então ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, que deu a "luz verde" na condição de ser estabelecido um consórcio entre a UA e o ICBAS. E é nesta parceria que parece estar a raiz dos problemas agora detectados pela A3ES.
A agência responsável pela certificação dos cursos de ensino superior público e privado a funcionar em Portugal refere, entre outros motivos, que "o corpo docente da Universidade de Aveiro é insuficiente para assegurar a implementação e o desenvolvimento do plano de estudos e seus conteúdos, não tendo sido garantido o empenhamento do ICBAS na participação neste projecto, considerada essencial desde o início do mesmo".
"O programa não satisfaz os requisitos necessários para um programa médico no que respeita a vários critérios essenciais: empenhamento das instituições, recursos humanos e qualidade do programa", conclui a A3ES.
Contactado pelo PÚBLICO, o reitor da UA lembra o "compromisso ao mais alto nível" que esteve na origem do MIM e não hesita em afirmar que o projecto falhou porque "o ICBAS, mais expressamente o seu director, não honrou esse compromisso". "Tudo fizemos da nossa parte para que este projecto fosse um sucesso", lamenta Manuel Assunção.
Alunos com futuro incerto
O reitor assegura mesmo que a aposta neste modelo de formação dirigido a alunos licenciados não será abandonada e que a UA está já à procura de outro parceiro. "Este casamento com o ICBAS acabou. Teve o seu tempo. Já estamos à procura de outro consórcio", disse ao PÚBLICO. Sobre o futuro dos 38 alunos que agora frequentam o segundo ano do MIM - e que resultam de uma selecção entre mais de mil candidatos -, Assunção assegura que ainda está em curso o diálogo que vai permitir "salvaguardar os seus melhores interesses", admitindo que, entre outras opções, os estudantes possam requerer uma transferência para outra escola médica.
"Uma parceria exige o cumprimento das duas partes. Excedemos bastante a parte que nos era exigida", responde António Sousa Pereira, director do ICBAS, recusando qualquer responsabilidade neste falhanço. O responsável sublinha o argumento da A3ES que aponta para a insuficiência do corpo docente da UA e nota ainda que nunca houve um currículo e uma opção pedagógica aprovados.
"Ainda assim, a UA decidiu levar o curso avante, esperando que o ICBAS desse cobertura. Tínhamos de assegurar metade do curso e fizemos mais do que isso. Assim, não", reage António Sousa Pereira.
No início deste ano, a Associação Nacional de Estudantes de Medicina pediu o encerramento urgente do curso da UA. A Ordem dos Médicos também se pronunciou várias vezes contra este modelo de formação.

fonte:http://www.publico.pt/E

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Ministério da Educação vai rever legislação sobre creditação profissional

O Ministério da Educação e Ciência anunciou, esta quinta-feira, que vai rever a legislação sobre a creditação profissional, tanto em matéria que contribua para evitar "práticas abusivas" como no que se refere ao limite de créditos a conceder por esta via.

De acordo com uma nota do Ministério da Educação e Ciência (MEC), o ministro da Educação e o secretário de Estado do Ensino Superior assinaram quarta-feira dois despachos dando sequência aos relatórios elaborados pela Inspeção Geral da Educação e Ciência, como conclusão da auditoria determinada em julho à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

Após concluída a auditoria, o Ministério decidiu aplicar uma advertência formal à Universidade Lusófona pelo não cumprimento das recomendações feitas em 2009 pela Inspeção Geral a respeito dos procedimentos de creditação profissional.

No comunicado enviado às redações, o MEC salienta "a importância insubstituível do contacto com a cultura e com a ética de rigor académico".

Em causa está o Decreto-Lei n.º 74/2006, que não define o número de créditos que se podem atribuir pela experiência profissional, especificando que "os procedimentos a adotar para a creditação são fixados pelos órgãos legal e estatutariamente competentes dos estabelecimentos do Ensino Superior".

No despacho assinado quarta-feira, o ministro Nuno Crato refere que, "apesar de se verificar a existência de recentes decisões dos órgãos da Universidade Lusófona de Humanidades e tecnologias, no sentido de corrigir procedimentos anteriores, é manifesta a necessidade de alterar urgentemente todos os procedimentos que haviam, desde 2009 [data da anterior inspeção à universidade], sido qualificados como deficitários e que, não obstante, foram mantidos".

"A dignidade de todo o labor universitário e a correspondente confiança que as famílias, os estudantes e o país nele depositam não são consentâneos com a morosidade na mudança de atitude quanto à clareza e rigor dos atos universitários, designadamente no que se refere à certificação de competências profissionais", acrescenta Nuno Crato.

Segundo o despacho, a Universidade tem agora 60 dias para reanalisar os processos de creditação de competências profissionais.

"No caso de não haver fundamentação suficiente para a creditação profissional ou existindo registo de conclusão de unidades curriculares, deve a ULHT disso extrair todas as consequência legais, incluindo a possível declaração de nulidade de certificações atribuídas, sem prejuízo de os estudantes em causa poderem retomar o percurso académico de forma a obter o grau", reforça Nuno Crato.

A Lusófona tem ainda 90 dias para cumprir todas as recomendações constantes no relatório da auditoria ao funcionamento da ULHT, feito em 2009, e que não foram cumpridas.

São elas: dotar de regulamentos internos os órgãos/unidades orgânicas que ainda não os elaboraram e aprovaram, promover o controlo do cumprimento da periodicidade das reuniões dos órgãos científicos e pedagógicos das várias unidades orgânicas, aplicar medidas relativas à organização dos registos das reuniões dos órgãos que garantam a sua validação, preservação e inviolabilidade e desenvolver mecanismos criados no âmbito da creditação de competências, exercendo controlo de forma a garantir que os processos sejam aprovados por deliberações de órgão competentes.

De acordo com o despacho assinado pelo secretário de Estado do Ensino Superior, a Lusófona deve ainda, entre outras medidas, aprovar o relatório anual pelos órgãos competentes e proceder à sua divulgação, sob pena de incorrer em processo de contraordenação, proceder à devida fundamentação dos requerimentos com vista à alteração das classificações, garantir que as pautas arquivadas sejam sempre as originais, devidamente assinadas pelos professores responsáveis pelas classificações nelas inscritas, e incluir no acervo do arquivo da documentação fundamental os livros de atas dos órgãos de governo da instituição que se reportam a datas já muito recuadas.

No primeiro semestre de 2013, haverá ação de verificação do cumprimento destas recomendações.

A agência Lusa contactou a administração da Lusófona, mas não foi possível até ao momento obter qualquer comentário a este assunto.

fonte:http://www.jn.pt/P

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25
Out 12

Governo admite que sejam anuladas licenciaturas atribuídas na Lusófona

O ministro da Educação admitiu esta quinta-feira que a Universidade Lusófona venha a anular graus de licenciatura ou outros que tenha atribuído, se ficar comprovado que houve ilegalidades no processo de atribuição de creditações a alunos.

"É possível que em alguns casos se detetem" irregularidades, mas será a própria universidade a fazer esse trabalho, supervisionado pelo Ministério da Educação, afirmou Nuno Crato à agência Lusa.

Essas irregularidades implicarão a anulação dos graus académicos atribuídos a alunos.

O Ministério da Educação e Ciência divulgou esta quinta-feira dois despachos onde sanciona com uma "advertência formal" pelo não cumprimento de recomendações feitas em 2009 acerca do reconhecimento de créditos a alunos da instituição.

As dúvidas sobre o processo de creditações na Universidade Lusófona surgiram quando foi conhecido que o ministro Miguel Relvas se licenciara na instituição, que lhe reconheceu 160 créditos no ano letivo 2006/2007.

"Detetaram-se algumas insuficiências no processo" das creditações e "decidimos fazer uma advertência formal", que é a sanção mais baixa que poderia ser atribuída, acrescentou Nuno Crato, à margem de um Colóquio realizado hoje pela Sociedade Portuguesa de Matemática no Instituto para a Investigação Interdisciplinar da Universidade de Lisboa.

O Ministério da Educação deu agora 60 dias à Universidade Lusófona para "rever todos os processos de creditação de competências", acrescentou o governante, manifestando "esperança e convicção" de que a instituição "corrija" eventuais irregularidades que tenha cometido.

"Queremos preservar a dignidade das instituições e o serviço que prestam" e que os "procedimentos menos claros e menos formais que foram seguidos sejam corrigidos", afirmou o ministro.

fonte:http://www.jn.pt/Pa

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23
Out 12
23
Out 12

Descubra os cursos que garantem emprego

Engenharia, informática e sector da saúde são as licenciaturas com maior empregabilidade.

Os cursos de engenharia informática e a saúde continuam a garantir maior facilidade de entrada no mercado de trabalho. Esta é apenas uma das conclusões do estudo "Empregabilidade e Ensino Superior em Portugal", realizado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), a que o Económico teve acesso, que analisa o emprego dos diplomados e a forma como actuam as instituições de ensino superior (públicas e privadas) na hora de colocar os seus alunos no mercado de trabalho. Para isso, analisam-se os dados oficiais das instituições, a dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) e do ministério.

O estudo revela a lista de cursos com maior e menor taxa de desemprego. Na tabela dos dez cursos com mais facilidade de inserção no mercado de trabalho, a Universidade do Porto marca presença com três (duas licenciaturas de Ciências de Engenharia e o mestrado de Ciências Farmacêuticas).

Segundo o documento, todos os alunos que se diplomaram nestes cursos estão a trabalhar. Também a Universidade de Lisboa tem duas licenciaturas nesta tabela: a de Estudos Básicos de Ciências Farmacêuticas e a de Medicina. Mas também há instituições privadas entre os cursos com total empregabilidade. É o caso do curso de Informática na Universidade Portucalense Infante D. Henrique.

Apesar dos dados "lisonjeiros" para a Universidade do Porto, a vice-reitora daquela instituição com o pelouro da Formação e Organização Académica, Maria de Lurdes Fernandes, considera que "a questão da empregabilidade é demasiado complexa para ser analisada apenas sob este prisma" e que é necessária uma reflexão sobre "a qualidade do emprego, da satisfação dos estudantes e da adequabilidade do curso à carreira profissional que merecem reflexão quando se analisa a empregabilidade dos diplomados do Ensino Superior".

No fim da lista nos cursos com mais desemprego surgem os cursos de Economia, Design e Psicologia.

Pela negativa, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) destaca-se com mais que resultam em maior taxa de desemprego entre diplomados. O estudo da A3ES aponta que esta instituição tem três licenciaturas no topo da tabela da maior taxa de desemprego. É o caso da licenciatura de Recreação, Lazer e Turismo, com 39% de desempregados, Ciências da Comunicação com 30% e Economia com 28%. O que pode também indica que as instituições localizadas em regiões com maiores dificuldades económicas são as que menos conseguem emprego para o seus diplomados.

Bolonha falhou na empregabilidade e desemprego dos licenciados tem vindo a subir
O estudo alerta ainda para o facto de não se estar a cumprir a meta de aumentar a empregabilidade dos diplomados prevista no Processo de Bolonha, deixando a recomendação de que sejam revistas as "expectativas irrealistas" deste objectivo. "A obtenção de empregabilidade no final de cada ciclo de estudos é um objectivo de difícil alcance", sublinha-se. Factor que se deve a uma "inadequação da formação obtida face às necessidades do mercado de trabalho". Segundo esta análise, a taxa de desemprego entre os licenciados tem vindo a crescer, assim como o fenómeno de migração dos mais qualificados. Há "uma tendência de aumento deste fenómeno, sendo transversal aos diversos graus de ensino superior", lê-se no documento. No entanto, em tempos de crise ainda compensa apostar na formação avançada. Isto porque, além da taxa de desemprego dos diplomados "não ter aumentado tanto como a dos não diplomados", o estudo refere que aqueles que possuem "graus mais elevados tendem a registar taxas de desemprego inferiores". Conclui-se, assim, que o mercado de trabalho continua a "valorizar as qualificações adicionais".

Mil vagas a que pode concorrer na Europa
Quinta e sexta desta semana pode concorrer a cerca de mil empregos disponíveis em empresas de países europeus, que vão estar presentes na feira Dias de Emprego no Centro de Congresso da Fil em Lisboa. Durante os dois dias poderá contactar as cerca de 40 empresas presentes, conhecer as suas necessidades de recrutamento, sobretudo nas áreas das Engenharias, Tecnologias de Informação, Saúde, Hotelaria e Restauração, "Customer Service" e Construção Civil. O dia 25 de Outubro será exclusivamente dedicado às áreas das Engenharias e Tecnologias de informação. O dia 26 de Outubro será dedicado a outras áreas profissionais. Durante o evento terá ainda oportunidade de conhecer as condições de trabalho de 15 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Noruega, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça.

Trabalho publicado na edição de 22 de Outubro de 2012 do Diário Económico

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20
Out 12
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Out 12

Universidades sem dinheiro para pagar salários

A proposta de Orçamento do Estado aumenta em 5% a dotação total para o ensino superior, mas quem já fez contas garante que as transferências não vão sequer chegar para pagar os recursos humanos.


As instituições foram informadas no verão de que iriam sofrer um corte na ordem dos 2,5% mas a proposta de Orçamento do Estado, entregue esta semana, contém uma surpresa que reitores e presidentes de institutos não esperavam: o aumento de 15 para 20% nas transferências para a Caixa Geral de Aposentações (CGA). Além disso, as verbas são insuficientes para cobrir a reposição de um subsídio.

fonte:http://www.jn.pt/P

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19
Out 12
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Out 12

Universidade Técnica de Lisboa em risco de encerrar

Todas as faculdades da Universidade Técnica de Lisboa (UTL) estão em risco de encerrar por falta de verbas, assegurou ao Diário Económico o reitor António Cruz Serra.

Em causa, está o corte de 10% nas verbas transferidas pelo Estado para esta instituição de ensino superior, previsto no Orçamento do Estado para 2013.

Para além do corte médio de 2,5% nas transferências para as universidades (anunciado pela tutela durante o Verão) Isto porque o Governo não está a repor a totalidade do valor dos subsídios de Natal - no caso da UTL menos um milhão de euros - e segundo a proposta do OE/2013 as universidades vão sofrer um aumento de 5% nas transferências para a Caixa Geral de Aposentações, passando esta contribuição para 20%, à semelhança de todos os institutos públicos.

Com todas estas alterações as universidades "vão ver os seus orçamentos reduzidos em 50% nos últimos seis anos, atingindo níveis de 60% abaixo de 2006", revela António Cruz Serra.

"É imprescindível que o Governo reponha as verbas dos subsídios e da Caixa Geral de Aposentações", alerta o reitor da UTL, que diz que caso Nuno Crato não o faça "já não é possível gerir a universidade".

Em risco estão, portanto, a Faculdade de Medicina Veterinária, o Instituto Super de Agronomia, o Instituto Superior de Economia e Gestão, o Instituto Superior Técnico, o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, a Faculdade de Motricidade Humana e a Faculdade de Arquitectura.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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