29
Mai 12

Novo Estatuto do Aluno chega ao Parlamento esta semana

O novo Estatuto do Aluno vai chegar à Assembleia da República esta semana, revelou o ministro da Educação Nuno Crato.

"A proposta do Governo vai para além do Estatuto do Aluno e vai ter em conta normas éticas da organização da escola", disse o governante na comissão para a Educação.

Na mesma comissão, o secretário de Estado da administração escolar João Casanova de Almeida esclareceu que o novo estatuto vai assentar em três ideias chave: o reforço da autoridade do professor, através da especial protecção prevista na legislação e no código penal dos crimes praticados aos professores no exercício da sua função; eeconhecimento e respeito da autoridade do professor pelos encarregados de educação e o respeito da autoridade do professor pelo aluno.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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Ministro não sabe quantos docentes vão ficar no desemprego em Setembro

O ministro da Educação, Nuno Crato, disse hoje no Parlamento que não faz ideia de quantos professores contratados ficarão fora do ensino no próximo ano lectivo.

Confrontado com os números avançados pela Fenprof, que estima que cerca de 20 mil docentes não serão contratados no próximo ano lectivo, o ministro diz ser um cenário "fantasioso" os receios de que sejam "dezenas de milhares".

Falando numa audição na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, Nuno Crato disse que "é arriscado adiantar um número porque depende de várias variáveis", entre as quais os horários das escolas e o número alunos que se vai matricular.

No entanto, o membro do Executivo diz que "há uma redução do número de alunos que estão em idade de escolarização" e recordou as palavras que disse em Agosto do ano passado: "naturalmente haverá bastantes professores não contratados e é possível que haja muitos com horário zero, é difícil, mas é inevitável".

Questionado sobre a ignorância destes números, a dias de as escolas terem de começar a pensar na organização do ano escolar, pela deputada bloquista Ana Drago, o ministro afirmou que "há uma redução do número de alunos em escolarização, modificações geográficas e outros factores que tornam altamente difícil" prevê-los.

Quanto aos professores do quadro que serão postos em mobilidade especial por falta de horários, Nuno Crato afirmou que o objectivo do governo é que "nenhum" fique nessa situação.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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Pequeno-almoço gratuito nas escolas arranca na próxima semana

O programa do pequeno almoço gratuito nas escolas vai arrancar na próxima semana adiantou o secretário de Estado da administração escolar, João Casanova de Almeida.

Ao falar na comissão para a Educação, que está a decorrer no Parlamento, o responsável explicou que o programa vai arrancar ainda durante uma experiência de fase piloto em 80 escolas de todo o país, "abrangendo alguns milhares de alunos".

"Todos os alunos do primeiro ciclo ao 9º ano que chegam à escola em jejum vão poder tomar pequeno-almoço gratuito nas escolas", afirmou, frisando que "a iniciativa vai para além dos alunos abrangidos pelo serviço de acção social escolar e o universo vai ter como base levantamento feito por directores de escolas".

João Casanova de Almeida afirmou que, para começar o programa, o executivo teve reuniões com "as maiores empresas do ramo alimentar" e com a Associação Nacional de Municípios Portugueses, que terá a seu cargo o transporte dos alimentos das superfícies comerciais para as escolas.

À saída da comissão parlamentar, Nuno Crato revelou ainda que a iniciativa vai contar com a contribuição voluntária de empresas locais.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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29
Mai 12

Matrículas anuladas subiram 0,7 por cento em relação a ano passado - Ministério

Dados do ministério da Educação e Ciência indicam um aumento de 0,7 por cento nas matrículas no ensino superior anuladas este ano em relação a 2010-2011.

Durante uma audição na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, o ministro Nuno Crato afirmou que este ano houve "mais 31" matrículas anuladas este ano do que no ano passado.

A assessoria do ministro entregou aos jornalistas números segundo os quais em 2010-2011 houve 4.468 matrículas anuladas, enquanto este ano letivo o número de anulações subiu para 4.499.

fonte:http://www.destak.pt

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28
Mai 12

Três escolas de negócios entre as melhores do mundo

Se há área onde Portugal se está a sair bem é na formação de executivos, com três universidades nos ‘rankings’ do Financial Times: Católica, Nova e Porto.

Três universidades portuguesas estão no "Financial Times" (FT)  por muito boas razões: Católica, Nova e Porto figuram nos ‘rankings' do prestigiado jornal britânico relativos à formação de executivos. A proeza não é nova. Em 2011, Portugal já integrava as listas e repetiu o feito este ano: três escolas nacionais aparecem nas listas anuais da formação de executivos do jornal de económico.

As ‘business schools' portuguesas firmam assim posições entre as melhores escolas de negócios de todo o mundo, fazendo a marca Portugal conquistar terreno internacional na área do ensino. Enquanto a Católica-Lisbon School of Business and Economics surge no ‘ranking' pelo sexto ano consecutivo - foi a primeira portuguesa a chegar lá -, conseguindo, em 2012, o 46º lugar, a Nova School of Business and Economics, que entrou no ano passado, sobe 11 lugares, para a 47ª posição. Já a EGP-University of Porto Business School permanece no ‘ranking' dos cursos à medida das empresas - onde se estreou o ano passado - ficando no 64º lugar.

Para Fátima Barros, que dirigiu nos últimos oito anos a Católica-Lisbon SBE (e foi substituída, na semana passada, por Francisco Veloso), estar no ‘ranking' do FT pelo sexto ano consecutivo, prova "a consistência" do trabalho que tem vindo a ser feito. A responsável destaca a boa classificação da escola - que comemora, em 2012, 40 anos de existência e 20 anos de formação de executivos - nas parcerias internacionais. 

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28
Mai 12

Doze mil professores sem trabalho

O desemprego dos professores do ensino secundário e superior cresceu 136% no espaço de um ano. Por sua vez, entre os profissionais do nível intermédio de ensino o desemprego sofreu um agravamento de 56%, revelam os dados divulgados este mês pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

 

A perda de trabalho entre os profissionais do ensino, em que o Estado é a principal entidade empregadora, atinge valores que não têm paralelo em qualquer outro grupo de profissões. No conjunto das diferentes áreas laborais, o desemprego cresceu 20%, entre Abril de 2011 e Abril deste ano. Nas contas do IEFP, Portugal passou de 517 mil desempregados em 2011 para 623 mil em Abril último. Na área da Educação, os desempregados praticamente duplicaram, passando de 6187 para 12 071.

As elevadas taxas de desemprego nos professores são acompanhadas pela destruição de 22 mil postos de trabalho nas escolas. Segundo divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE), a população activa ligada ao ensino era de 384 800 funcionários no primeiro trimestre de 2011, tendo caído para 362 mil no primeiro trimestre deste ano.

Por dia, há 16 profissionais da educação que ficam desempregados. As estruturas sindicais dizem que o desemprego atinge "proporções alarmantes".

PREVISTAS ENTRE 200 A 300 VAGAS PARA CIENTISTAS

No próximo ano serão abertas 200 a 300 vagas para investigadores da Fundação para a Ciência e para Tecnologia, revelou a secretária de Estado de Ciência, Leonor Parreira. Recorde-se que no concurso deste ano, que já encerrou, foram disponibilizadas 80 vagas, às quais se candidataram 1200 investigadores . O objectivo do ministério, referiu Leonor Parreira , "é manter entre mil a 1200 investigadores no sistema científico e tecnológico todos os anos".

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/


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27
Mai 12
27
Mai 12

Portugal foi o país que mais cortou no superior

Estudo da Associação Europeia das Universidades mostra Portugal no grupo de países que cortou 20% no financiamento público do superior.

Portugal está no grupo de países que mais cortou no financiamento do ensino superior na sequência da crise económica. A conclusão foi apresentada por Thomas Estermann, responsável pela Unidade de Governo, Autonomia e Financiamento da Associação Europeia das Universidades (EUA) no seminário a "Autonomia Universitária na Europa", que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian segunda-feira passada. Um corte de 20% no financiamento das instituições que afectou também Grécia, Hungria, Itália, Letónia e Espanha.

O estudo revela que Inglaterra, Estónia, Islândia, Irlanda e Holanda aplicaram reduções de 15% nas verbas para as universidades. A maioria dos países europeus cortou cerca de 10% no financiamento. Áustria, Bélgica e França, por exemplo, cancelaram o reforço dos investimentos que estavam previstos. Apenas a Noruega e a Alemanha continuam a aumentar as verbas que colocam nas instituições de ensino superior.

Com maior ou menor impacto, os cortes que estão a afectar a maioria das universidades europeias poderão ter consequências graves.

"A Europa está a criar cicatrizes irrecuperáveis. Os efeitos de subfinanciamento podem demorar anos a recuperar" afirmou António Barreto, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, durante a sessão.

Mas como compensaram as instituições estes cortes? Algumas conseguiram "substituir os cortes com receitas próprias", mas em quase todas, esse dinheiro não foi substituído, afirmou Thomas Estermann.

O drama é que está a ser pedido às universidades que respondem a três desafios que são incompatíveis, afirmou Howard Newby, vice-chaceller da Universidade de Liverpool. Que assegurem a" massificação" de frequência do ensino superior recebendo mais alunos, que mantenham a "garantia de qualidade" e que "custem menos dinheiro aos contribuintes".

Mas a redução de fundos públicos teve um maior impacto em Portugal se contarmos com os cortes salariais. Nos últimos seis anos as instituições tiveram uma redução de quase 45% no financiamento público, afirmou durante o encontro Cruz Serra, reitor da Universidade Técnica de Lisboa. O mais grave é que " sem utilizar os saldos de gerência as universidades não "conseguem continuar abertas", acrescentou. Para António Cruz Serra a crise "está a afectar catastroficamente a autonomia universitária".

Durante a sessão Thomas Estermann da EUA referiu casos de países em que uma das soluções utilizadas foi permitir às instituições que "contraíssem dívidas à banca". Uma medida que, no entender do reitor da UTL não serve para as universidades portuguesas. "Em Espanha já há uma instituição que deve quase cem milhões de euros à banca" e não sabe como vai pagar.

Para o responsável pela unidade de financiamento da EUA "há países em que os empréstimos são uma forma de financiar projectos, mas nunca poderão ser utilizados para substituir financiamento público".

As tendências do financiamento
Para este especialista da Associação Europeia de universidades está assistir-se em toda a Europa a "mudanças do modelo de financiamento". Uma das tendências é a criação de fundos competitivos, que exigem co-financiamento e em que a taxa de sucesso é um dos critérios na fórmula ", sublinhou. Depois há cada vez mais fundos que são atribuídos com um determinado objectivo. Nos critérios de atribuição de verbas pesam cada vez mais a performance e os ‘outputs' das instituições de ensino superior.

No final do encontro Helena Nazaré, presidente da EUA, afirmou que está a ser pedido cada vez mais às instituições. "Se no passado as universidades eram consideradas torres de marfim, hoje são vistas como poços de petróleo. Os governos pensam que podem encontrar nas universidades o remédio para todos os seus problemas". Para Marçal Grilo a solução passa por criar um modelo em que as instituições tenham dois orçamentos: o que provêm do OE, sobre o qual prestaram contas ao Ministério das Finanças; um outro orçamento em que as verbas são arrecadadas pelas instituições e não podem ser cativadas pelas Finanças. No encerramento, o administrador da Fundação Calouste Gulbenkian alertou que "temos que nos preparar para tempos mais difíceis".

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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26
Mai 12

Governo reforçou poderes de directores e professores

Mais poder para os directores e um conselho pedagógico mais profissionalizado, ou seja, constituido só por professores, são as principais alterações ao diploma de autonomia das escolas.

O conselho de ministros desta quinta-feira aprovou finalmente o diploma sobre autonomia e gestão das escolas. Em conferência de imprensa, o ministro da Educação e Ciência Nuno Crato diz que o texto foi feito de acordo com negociações com todos os parceiros, das autarquias aos sindicatos e representantes dos pais.

Há muito que as escolas esperavam por este diploma, de maneira a poder aplicar as principais alterações previstas na preparação do próximo ano lectivo, que começa em Setembro.

O diploma prevê que as escolas tenham autonomia para flexibilizar planos curriculares próprios, informa. "Maior autonomia" para os estabelecimentos de ensino, faz questão de sublinhar o governante.

Em breve, o ministério dará conta de mais pormenores sobre como é que se vai traduzir esta autonomia, mas Nuno Crato levanta o véu: as escolas poderão decidir os horários das disciplinas e organização dos tempos lectivos; bem como terão liberdade para definir créditos horários e gerir o tempo dos docentes.

Para tudo isso, haverá um reforço da figura do director de escola, acrescenta Nuno Crato. Os directores serão eleitos pelo conselho geral – orgão da escola onde está representada toda a comunidade – o que lhes dará "maior legitimidade". Além disso, deverá ter formação em gestão escolar. "O que queremos é que, progressivamente, o corpo de directores do país tenha maior formação específica em aspectos que têm a ver com gestão e não directamente com a docência", explica o ministro. O director não tem de ser um professor do agrupamento, mas poderá ser escolhido fora da escola.

Também o conselho pedagógico terá um "carácter mais profissional", diz o governante. "O director em articulação com os professores são as peças fundamentais e estamos a reforçar o papel do professor no conselho pedagógico", sublinha.

Quanto ao conselho geral continuará a ter os diferentes intervenientes. Será aí que os pais e encarregados de educação estarão representados.

fonte:http://www.publico.pt/

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26
Mai 12

Pais e professores antecipam catástrofe nos resultados do 9.º ano a Matemática

Os resultados do teste intermédio de Matemática do 9.º ano elaborado pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave) confirmam as piores expectativas e estão a assustar alunos, pais e professores.

Escolas do topo do ranking registam quebras de 20 a 30% nas notas e no país há turmas com apenas uma ou duas positivas. A menos de um mês do exame nacional do 9.º, a presidente da Associação de Professores de Matemática (APM) – que denunciou a desadequação do teste ao programa –, diz que "o Ministério da Educação está a deitar a perder o esforço de promoção do gosto pela disciplina". Os pais falam em "catástrofe".

Ontem, Rui Martins, da Confederação Nacional Independente de Associações de Pais (Cnipe), enviou mensagens escritas, por telemóvel, para outros encarregados de educação de jovens do 9.º ano de diferentes pontos do país. Pouco depois, as respostas começavam a cair, "assustadoras": "Na turma da minha filha só houve uma positiva, se o exame for assim é uma catástrofe." "O meu filho teve a primeira negativa na sua vida escolar." "O melhor aluno da turma, de nível 5, teve 45%."

Há duas semanas, Elsa Barbosa, dirigente da APM, e Raquel Azevedo, da Associação Nacional de Professores (ANP), denunciaram a "completa desadequação" do único teste intermédio do 9.º ano ao programa que está a ser ministrado na maioria dos estabelecimentos de ensino. 

Na altura, o Gave assegurou – e reiterou esta semana – que a prova está "inteiramente de acordo" com o anunciado em Janeiro, quando foi dito que aquela teria "por referência os conteúdos/objectivos comuns aos dois programas de Matemática que estão a ser aplicados no corrente ano lectivo". As professoras mantêm, contudo, que, se os conteúdos são comuns, a abordagem (que assenta nas capacidades transversais, de resolução de problemas, de raciocínio matemático e de comunicação matemática) corresponde ao programa que apenas está a ser aplicado em escolas-piloto.

O prazo para a entrega dos resultados das provas ao Gave termina dia 31, mas uma sondagem feita pelas direcções das duas associações de professores e por associações de pais confirma "as piores expectativas", diz Elsa Barbosa. 

Quebras de mais de 20%l

Aparentemente, a quebra é geral. "Se aqui os resultados foram menos bons, como terá sido noutros lados?", comenta Maria da Glória Cordeiro, directora de um dos colégios privados que encabeçam o ranking dos estabelecimentos com melhores notas a Matemática no ensino básico, o Rainha Santa Isabel, de Coimbra. Ali, as classificações "caíram cerca de 20%" em relação ao ano passado. 

Uma situação semelhante à verificada na secundária José Falcão, que, em 2011, ocupou um lugar de destaque entre as escolas públicas com melhores resultados à disciplina. "Caímos dos 63% para uma média negativa. Se isto é uma amostra do exame, vai ser lindo...", lamenta o director Paulo Ferreira. Na Escola Secundária da Sé, na Guarda, que também está entre as que conseguiram melhores classificações no último exame, as quebras "são de mais de 20%", confirma a representante do grupo da disciplina, Filomena Paixão. 

Nas escolas que não são "de topo", o panorama é "desolador", diz Elsa Barbosa. A responsável também coligiu resultados que, frisa, são apenas indicadores. Aponta como exemplo uma escola "com três turmas de 9.º ano e um total de 77 alunos, dos quais zero com níveis 5 e 4; quatro com nível 3; e 73 negativas, das quais 39 de nível 1". 

Noutra, relata, as turmas que no ano passado tiveram média de 46,5% no teste intermédio do 8.º ano viram agora, no do 9.º, "a média baixar para 27,6% e a taxa de sucesso cair de 43% para 12,5%". Raquel Azevedo, da ANP, reuniu e tratou dados de 14 escolas do Litoral Norte, cada uma com cerca de 160 alunos no 9.º ano: numa escala de zero a 100, a média da classificação do teste intermédio é de 33%, concluiu.

 

"Só agora os encarregados de educação começam a aperceber-se da dimensão do problema", explica Albino Almeida, dirigente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap). "Quando uma criança aparece com uma negativa, alguns de nós pensamos que ela não estudou o suficiente. Depois percebemos que aconteceu a toda a turma e, finalmente, o desastre é nacional. Mas o que é que se passa? Como é que é possível que depois do enorme investimento feito no ensino da Matemática isto aconteça?", questiona Rui Martins.O responsável da Cnipe sublinha o desalento dos alunos e dos pais. Já Albino Almeida antevê "o completo descalabro nos exames".

Numa altura em que o exame de Matemática, marcado para dia 21 de Junho, já estará feito, a APM destaca, num parecer sobre o teste, os efeitos deste tipo de situação: "Cria um sentimento de incapacidade perante a disciplina e um desânimo que em nada contribuem para a melhoria das aprendizagens dos alunos".

Não contar para nota

O Ministério da Educação reiterou, através do gabinete de imprensa, que, "em caso de acentuada disparidade" entre a classificação interna e a nota dos testes intermédios, as escolas devem "privilegiar apenas uma cuidada análise dos resultados por item, com os alunos, identificando razões dos possíveis insucessos e ajudando-os a superar as suas dificuldades".

O uso das notas do intermédio de Matemática – que em muitas escolas está previsto desde o início do ano lectivo – tem sido discutido por professores e pais, dada a quebra generalizada dos resultados. 

"É compreensível que um docente que considera o teste desadequado ao que ensinou não valorize o resultado, mesmo que tal estivesse previsto", defende a presidente Elsa Barbosa.

fonte:http://www.publico.pt/

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19
Mai 12
19
Mai 12

Ensino recorrente é prioridade na formação de adultos

O ensino recorrente vai voltar a ser uma prioridade na formação de adultos.

O ensino recorrente que praticamente desapareceu das escolas públicas vai voltar a ser uma prioridade na formação de adultos já a partir do próximo ano lectivo. A informação foi avançada hoje pela secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário, Isabel Leite, durante a apresentação das conclusões da avaliação do Programa Novas Oportunidades, em Lisboa

Esta foi uma das decisões já tomadas na sequência da nova avaliação feita aos programa Novas Oportunidades. Esta foi realizada por uma equipa do Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa (IST/UTL).

A avaliação coordenada por Fernando Lima, do IST/UTL, conclui que a modalidade mais popular das Novas Oportunidades, os processos de reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC) praticamente não têm impacto na futura empregabilidade dos participantes. E que o seu efeito no aumento das remunerações destes é nulo.

Os processos RVCC visam dar a equivalência ao nível do ensino básico (1.º, 2.º ou 3.º ciclo) ou secundário (12.º ano). Duram em média entre cinco e dez meses, têm na base a experiência de vida dos candidatos e podem ser concluídos "sem implicar a aquisição de novos conhecimentos". A maior parte dos mais de 400 mil adultos que já obteve certificação escolar no âmbito do programa Novas Oportunidades fê-lo através daqueles processos.


EFA com maior impacto

A avaliação ao programa feita pelo IST/UTL dá conta que, ao contrário do que se passa com os participantes nos RVCC, os que optaram por modalidades com maior componente formativa, como são os casos dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) e das formações modulares, registaram maiores impactos futuros. 

Analisando o período entre no 1.º trimestre de 2005 e o 2.º trimestre de 2011, os avaliadores concluíram que, no caso dos EFA, “quando se mede o impacto da participação após a conclusão do curso, a probabilidade de transição do desemprego para o emprego aumenta em 14% para os homens e 2% para as mulheres”. Já no que respeita às formações modulares, com menos horas, este aumento é de 3% para os homens e 1% para as mulheres. 

Por outro lado, acrescenta o estudo, a conclusão de um curso EFA levou a aumento em 4% da remuneração auferida, no caso dos homens, tendo como comparação a altura em que se encontravam desempregados. A avaliação feita aponta para que a maioria dos participantes do programa Novas Oportunidades estavam em desvantagem no mercado de trabalho por comparação a outros que não recorreram à iniciativa, tanto no que respeita à percentagem de desempregados, como à duração do desemprego ou às remunerações auferidas.

Neste programa foram investidos mais de 1.800 milhões de euros, indicou Isabel Leite, frisando que apenas se alcançou um “objectivo estatístico”. “Vamos investir no que tem efeito”, prometeu, dando prioridade aos cursos de dupla certificação, às formações modulares e ao ensino secundário recorrente. O ensino recorrente para a conclusão do ensino secundário em três anos praticamente desapareceu das escolas públicas devido ao insucesso de muitos dos seus alunos (têm de ter idade igual ou superior a 18 anos), que passaram a ser desviados para os EFA.

Isabel Leite defendeu que a nova aposta no ensino recorrente, cuja oferta passara a ser dado “por um grupo seleccionado de escolas”, se justifica por ser esta a modalidade de formação de adultos que permite “uma aprendizagem mais consistente”. Já quanto aos EFA, que integram as modalidades de dupla certificação, vão ser revistas as suas tipologias de modo a garantir “uma melhor aprendizagem e qualificação”. Os processos RVCC pelo seu lado deverão funcionar “como pontos de partida para processos de formação adicional”, acrescentou a secretária de Estado.

 

Os Centros Novas Oportunidades passarão a designar-se Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional e o seu número (actualmente existem cerca de 300) será redimensionado por regiões, em função do número de jovens com ensino básico concluído e do número de adultos com baixas qualificações nessas zonas. Para o antigo responsável pelas Novas Oportunidades, o sociólogo Luís Capucha, as medidas hoje anunciadas vão traduzir-se na destruição da formação de adultos, contrariando as experiências que estão a ser desenvolvidas em muitos outros países. "Qualificar as pessoas é uma aposta determinante para Portugal, mas não para este Governo", acusou em declarações ao PÚBLICO. 

Especialista em avaliação, Capucha põe também em causa as competências da equipa do IST para avaliar o programa lançado em 2005. "Não há uma única pessoa na equipa que tenha trabalhado na área da qualificação e formação", aponta. Capucha considera estranha também que a avaliação das aprendizagens efectivas dos participantes da iniciativa esteja "completamente ausente" do estudo hoje apresentado. "É extraordinário. Era principal cavalo de batalha destes radicais de direita. Dizerem que as Novas Oportunidades se limitavam a certificar e não a promover as aprendizagens. E agora não avaliam esta dimensão, mas apenas o desempenho dos adultos em matéria de emprego”, frisa.

fonte:http://www.publico.pt/

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