28
Abr 12
28
Abr 12

Universidades fazem ultimatos para recuperarem milhões de propinas em atraso

Dezenas de recém-licenciados podem ver os seus graus anulados por causa da existência de propinas em atraso. As universidades estão a fazer um esforço para recuperar milhões de euros de dívidas existentes. Nas últimas semanas, enviaram cartas aos antigos alunos dando-lhes uma última oportunidade para regularizarem a situação. Caso não a resolvam, podem ser alvo de penhoras ou, em último caso, ver cancelados os actos curriculares relativos a esses anos lectivos.

Nas três instituições que disponibilizaram os valores em dívida, a verba chega aos 3,6 milhões de euros. Na Universidade do Minho, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Coimbra há mais de 4500 antigos alunos em incumprimento. As universidades estão a cobrar uma taxa de juro de mora, aplicável às dívidas ao Estado, e cujo actual quadro legal fica em 1% ao mês, até um máximo de 7%. A Associação Académica de Coimbra defendeu um perdão de juros, mas a reitoria da universidade mais antiga do país recusa essa possibilidade.

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26
Abr 12

Portugal foi o segundo país da Europa que mais estudantes perdeu entre 2003 e 2008

Portugal foi o segundo país, entre os 47 que compõem a Área Europeia do Ensino Superior (EHEA, na sigla em inglês), que mais estudantes perdeu entre os anos lectivos de 2003/04 e 2008/09.

De acordo com o relatório de implementação do Processo de Bolonha, que a Agência Europeia da Educação (Eurydice) acaba de divulgar, Portugal tinha um total de 373.002 alunos a frequentar o ensino superior em 2003, um número que baixou 5,6% cinco anos depois. No relatório a única justificação avançada é o "declínio demográfico" que o país tem vindo a sofrer. A quebra só foi ultrapassada pela Hungria (-5,8%), que no ano de partida deste balanço tinha 397.679 estudantes no ensino superior.

A Espanha foi o terceiro país que mais estudantes perdeu (2,1%) no período em análise, seguido pela Letónia (1,8), Suécia (-1,6) e a Finlândia (-1,1).

O país com a maior subida foi a Albânia, que tinha 242.590 estudantes em 2003/2004, e registou um aumento de 128,8% cinco anos depois. A Eurydice destaca ainda os acréscimos verificados na Roménia (+60,2), Chipre (48,6), Turquia (48,2), Eslováquia (42,7) e Liechtenstein (41,7). Ainda assim, este último país continua a ser o que menos estudantes tem em termos absolutos em toda a EHEA: 754.

O país com o maior número de alunos é a Rússia (9,9 milhões). Os russos sozinhos têm mais de 25% do total da população estudante da Área Europeia do Ensino Superior. 

O relatório refere ainda que os estudantes dos cinco países com o maior número de alunos no ensino superior (Rússia, Turquia, Ukrânia, Alemanha e o Reino Unido) representam mais de 50%. A França, Polónia, Itália e Espanha têm mais de 1,5 milhões. Por outro lado, há 14 países com menos de 200 mil estudantes.

fonte:http://www.publico.pt/

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Ministério admite desistências de programa Erasmus por dificuldades financeiras

O secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró, admitiu nesta quinta-feira que há estudantes a desistir de programas como o Erasmus por dificuldades económicas, mas sublinhou que não há alterações sensíveis de anulação de matrículas.

A 23 de Abril, o representante do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Sobrinho Teixeira, informou que os politécnicos portugueses estavam a registar “uma quantidade anormal” de desistências de alunos dos programas de mobilidade, como o Erasmus, devido a dificuldades financeiras. 

“Pode haver menos aproveitamento dos programas de mobilidade que têm uma despesa adicional. Um estudante que quer ir para um programa Erasmus tem uma despesa adicional, porque a bolsa que tem não cobre as despesas, e portanto não me admira que isso aconteça”, declarou João Queiró, à margem do IV Congresso do Ensino Superior Politécnico. O Secretário de Estado do Ensino Superior admitiu que é “mais uma preocupação, mas não tão preocupante do que um eventual abandono do próprio ensino superior por motivos económicos”.

João Queiró afirmou que se tem mantido em “contacto regular” com os presidentes do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e do CCISP para tentar avaliar a situação do abandono do ensino superior. “O que me dizem refere-se ao indicador de anulação de matrículas e, não se nota uma alteração sensível em relação aos anos anteriores”, acrescentou João Queiró, classificando, todavia, de “extremamente preocupante” haver estudantes com dificuldades em manter-se no ensino por dificuldades económicas. 

“A informação actualizada que vou obtendo é que não se nota aumento sensível da anulação de matrículas, mas este indicador não é o mesmo que o abandono por motivos económicos e que é mais “silencioso” e “difícil de avaliar neste momento”, referiu. 

O representante dos politécnicos portugueses defendeu na terça-feira uma mudança de paradigma do ensino naquelas instituições, com cursos mais direccionados às pequenas empresas, mas o secretário de Estado do Ensino Superior escusou-se a comentar, referindo que não tem “dados estatísticos” sobre o assunto. 

“O país não pode estar, apenas e só, a preparar pessoas para as grandes empresas. Não vai ser a partir daí que nós vamos conseguir dar o salto económico”, considerou o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos Portugueses.

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26
Abr 12

Fenprof defende alteração de lei que contribui para “segregação”

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) defendeu na Assembleia da República alterações à lei que regula a Educação Especial, que considera contribuir para a “segregação” e elevadas taxas de abandono e insucesso.

Em declarações à agência Lusa após uma audição no grupo de trabalho da Educação Especial da Comissão Parlamentar de Educação, a sindicalista Ana Simões afirmou que a Fenprof defende “alterações para o seu melhoramento ou mesmo a revogação” do decreto-lei 3/2008.

A Fenprof considera que a actual lei teve motivos “economicistas” por trás da sua aplicação, desde logo porque significou que “três mil professores foram afastados da Educação Especial” e “mais de vinte mil alunos deixaram de ter educação especial”.

“Isto representou um recuo da educação inclusiva, considerou Ana Simões, indicando que se passou a aplicar obrigatoriamente a Classificação Internacional de Funcionalidade, Capacidade e Saúde para determinar que alunos têm direito à Educação Especial.

Assim, os alunos cegos, surdos ou com deficiências mentais profundas, como o autismo ou a trissomia 21 podem entrar na Educação Especial e ser apoiados, enquanto as deficiências mentais ligeiras e as dificuldades de aprendizagem ficam agora de fora.

Ana Simões salientou que muitos alunos cegos ou surdos nem sequer têm necessidades educativas especiais, apenas necessitam de meios adequados, como recurso a materiais em Braille ou língua gestual.

Por outro lado, a criação de “escolas de referência” a nível distrital ou regional significou que muitos alunos têm que se deslocar por vezes centenas de quilómetros para ter a educação de que necessitam.

“No caso do Porto, há uma escola de referência que serve os distritos à volta e recebe até crianças de Bragança. Muitas vezes, os pais não têm recursos para os pôr nessas escolas e o Ministério da Educação diz que não pode garantir que tenham acesso” à educação especial em outros estabelecimentos de ensino.

Isto, indicou Ana Simões, significa “taxas elevadas de insucesso e abandono”, lamenta a Fenprof.

fonte:http://www.publico.pt/

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23
Abr 12

Universidades obrigadas a divulgar empregabilidade dos cursos

As universidades portuguesas, públicas ou privadas, vão ser obrigadas a disponibilizar num portal informações sobre a empregabilidade dos seus cursos, a remuneração média auferida pelos alunos um ano após terem concluído o curso ou ainda o valor das propinas que cobram.

O objetivo desta medida, que vem hoje publicada no Diário da República, é permitir aos alunos cruzar dados e fazer um ranking pessoal dos cursos e instituições, na hora de se candidatarem.

A concretização deste “contrato de transparência”, irá permitir aos alunos candidatos ao ensino superior ficar a par das características gerais de cada estabelecimento de ensino (como o número de vagas, procura, corpo docente, existência de departamentos de investigação), assim como dos critérios de empregabilidade e formação.

 Em relação aos critérios da empregabilidade, os estabelecimentos do ensino superior terão de disponibilizar no portal informação sobre o número de alunos formados na instituição que estão empregados há seis meses, um ano e três anos após a conclusão da formação e qual a remuneração média que estão a auferir um ano e três anos após a conclusão do curso.

O "contrato de transparência" deve ainda permitir ais candidatos ao ensino superior ficar a saber quantos dos alunos saídos de determinado curso estão a trabalhar na sua área de formação e quantos conseguiram empregar-se através dos serviços de colocação das instituições de ensino.

Além disto, há toda uma série de dados sobre os cursos e a própria instituição que terão também de constar online, conforme estabelece a resolução da Assembleia da República, hoje publicada. O estabelecimento terá, assim, desde logo de referir se é público ou privado e qual o valor da propina cobrada. O número de vagas por curso é outra informação que fará parte deste “contrato de transparência”, sendo ainda de destacar se as vagas foram preenchidas nos dois ano letivos anteriores e qual a duração média dos alunos para completarem a formação.

A formação do corpo docente, o número de professores, o rácio de aluno por professor, a existência de centros de investigação e as parcerias institucionais e internacionais (como o Erasmus), são outros dos dados obrigatórios.

Neste portal, os candidatos ficarão ainda a saber quais os serviços de ação social da instituição, nomeadamente no que diz respeito a alojamento, bolsas, alimentação e outros apoios.

Esta resolução do Parlamento a recomendar ao Governo que crie as condições para a concretização do contrato da transparência não tem data para estar concluída, mas prevê-se que o plano de calendarização deve ser elaborado desde já para que o "contrato da transparência" fique operacional e disponível proximamente.

Caberá ao Governo garantir a fiabilidade dos dados provenientes das instituições de ensino superior

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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Funcionários públicos com descontos de 80% nas propinas

Treze das melhores escolas de negócios portuguesas oferecem descontos em cerca de 200 cursos de formação de executivos para os profissionais do sector público.

São 13 instituições de Ensino Superior. 650 vagas. E mais de 200 cursos com reduções de 80% nas propinas a pagar pelos estudantes. Tudo para promover a excelência da gestão e da prestação do serviço de Administração Pública, esclarece o Ministério das Finanças, que anunciou a criação da APEX - Aliança para a Promoção da Excelência na Administração Pública.

Esta é, na prática, uma parceria entre várias universidades e escolas de negócios portuguesas e o Governo que permitirá aos quadros da Administração Pública acederem aos melhores programas de formação de executivos, ao lado de quadros privados, mas a preços reduzidos. Uma iniciativa que partiu do director da AESE - Escola de Direcção e Negócios, que desafiou as restantes instituições (Católica Lisbon School of Business and Economics, Católica Porto Business School, EGP - UPBS, Faculdade de Economia da Universidade do Porto, INDEG/ISCTE, ISEG-IDEFE, Instituto Superior de Gestão, ISCSP, ISLA Campus Lisboa, Nova School of Business and Economics e Universidade Lusíada) a unirem-se nesta iniciativa, que é inovadora não apenas por "em salutar competição, colaborarem em pé de igualdade, sem protagonismos", mas ainda por "colaborarem de forma mecenática com a Administração Pública", como justifica o director da AESE, Ramalho Fontes.

A criação desta aliança contou ainda com o apoio de Filipe Simões de Almeida, sócio da Deloitte e responsável pelo Prémio das Boas Práticas da Administração Pública e, no fundo, traduz-se em descontos de 80%na maioria dos programas que fazem parte deste acordo.

Como Ramalho Fontes disse ao Diário Económico, "a iniciativa não poderia contar com o apoio do orçamento do Estado", pelo que os quadros da Administração Pública que façam estes cursos terão apenas de pagar o equivalente a 20% do custo do programa e a escola assumirá o restante.

As opções são muitas: entre escolas públicas e privadas de economia e gestão são mais de 200 os programas que fazem parte desta aliança. Apenas uma pequena diferença nas escolas públicas, como é o caso da Faculdade de Economia do Porto ou o curso de negociação da Nova School of Business and Economics, cujo desconto fica pelos 20%.

Os programas que integram a APEX são,obviamente todos, cursos de formação pós-graduada(incluindo mestrados) e oferecem vagas já a partir do próximo ano lectivo 2012/2013 em programas como o mestrado em Marketing da Faculdade de Economia do Porto, na pós-graduação Curso Geral de Gestão ou Leadership in Healthcare da Nova School of Business and Economics, ou ainda o Curso Geral de Gestão, Gestão de Projectos e Gestão de compras da EGP-UPBS, entre muitos outros.

"A aliança terá um primeiro ano de funcionamento em 2012/2013, monitorizado por uma equipa de projecto dirigida por José Serrano Gordo, ex-presidente da BP e PADE da AESE, e poderá prolongar-se se assim for do interesse dos parceiros", garante o "pai" da APEX, Ramalho Fontes.

Sem margem para dúvidas é o facto de todas as instituições de Ensino Superior, que assinaram a APEX, destacarem "a colaboração entre as várias escolas que participam no projecto, trabalhando para um objectivo comun", conclui Daniel Traça, sub-director da Nova School of Business and Economics.

 

fonte:http://economico.sapo.pt

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23
Abr 12

Cerca de 20 mil estudantes com pedido de bolsa de estudo recusado

Dos 49 mil pedidos apresentados, cerca de 20 mil foram indeferidos. Novas regras diminuem número de alunos bolseiros.

Quatro em cada dez pedidos de bolsa de estudo apresentado pelos alunos das universidades públicas foram indeferidos, este ano lectivo. Cerca de 20 mil dos perto de 49 mil pedidos de bolsas de estudo apresentados foram recusados, de acordo com os indicadores a que o Diário Económico teve acesso.

O facto dos alunos terem apresentado processos incompletos é a justificação que aparece, em primeiro lugar, na lista das razões de indeferimento. Logo seguida de "excesso de capitação". O que significa que cerca de 6.398 alunos ultrapassaram os cerca de 6.898 euros de rendimento anual familiar definido como tecto máximo para atribuição da bolsa de estudo.

Mas há cerca de 19% dos pedidos que foram indeferidos por outras razões. Neste grupo de quatro mil pedidos de bolsa recusados estarão englobados os estudantes que têm elementos do agregado familiar com uma situação de incumprimento relativamente ao Fisco ou à Segurança Social. Segue-se a falta de aproveitamento escolar como a razão evocada para cerca de 2.600 pedidos recusados.

O facto de não estarem inscritos afastou cerca de 538 alunos (3%). Cerca de 314 estudantes com um património superior a 240 Indexantes ao Apoio Social (IAS) também foram excluídos.

Percentagem de bolseiros cai 30% na Universidade de Lisboa
Se fizermos uma radiografia do que se passa apenas numa universidade e se tomarmos como exemplo a Universidade de Lisboa, podemos ver que a percentagem de alunos abrangidos pelo regime de Acção Social Escolar tem vindo a descer nos últimos anos.

Entre 2007 a 2012, a percentagem de estudantes abrangidos caiu cerca de 30%.

Uma realidade que acontece "numa altura em que há um agravamento da situação social das famílias e que não pode ter como explicação o facto de todos os alunos enriquecerem de repente", afirma Luísa Cerdeira, pró-reitora da Universidade de Lisboa ( (UL). Na realidade enquanto o discurso político anuncia um aumento da cobertura das bolsas de estudo, verifica-se que o novo regulamento de bolsas "abrange um cada vez menor número de estudantes", acrescenta.

Um estudo realizado sobre os custos de frequência do ensino superior, que Luísa Cerdeira deverá apresentar em breve, revela que, em média, um estudante do ensino superior gasta cerca de seis mil euros, por ano, por frequentar a universidade. Deste total, cerca de 16,5% dizem respeito a custos com educação e 83,5% com alojamento, alimentação, transportes e outras despesas.

Outra das conclusões a que Luísa Cerdeira chegou é que o valor médio da bolsa "é insuficiente" para custear todas estas despesas. Para o provar estão os estudos sobre o universo dos alunos que se candidatam a empréstimos com garantia mútua do Estado, que revelam que "um terço dos estudantes que pediram empréstimo são bolseiros". No seu entender, a única explicação para este fenómeno é o facto da bolsa recebida, em média "apenas assegurar o pagamento da propina e mais nenhum custo associado", conclui.

O PCP requereu a presença do ministro da Educação no Parlamento para eplicar o abandono escolar no Ensino Superior, que os comunistas estimam que esteja a ocorrer, por dificuldades económicas, a um ritmo de 100 estudantes por dia.

Bolseiros só recebem se não tiverem dívidas
As dívidas às Finanças ou à Segurança Social por parte dos estudantes, ou de algum membro do seu agregado familiar, são motivo de exclusão no acesso à bolsa de estudo. Esta era uma regra do novo regulamento de bolsas desenhado pela tutela de Nuno Crato e que os estudantes dizem ser "a principal causa de exclusão" deste apoio social, principalmente nas Universidades do Porto, Aveiro e Coimbra, sublinha o presidente da Associação de Estudantes da Universidade de Lisboa, João Marecos. Uma regra com a qual os dirigentes estudantis dizem não concordar, apesar de defenderem um maior rigor nas regras de acesso às bolsas de estudo. Isto porque, entendem os estudantes, que "não é justo que um filho seja prejudicado pelas dívidas do agregado familiar", defende Luís Rebelo. No entanto, o Governo deu a possibilidade aos estudantes de poderem vir a reabrir a sua candidatura caso as verbas em falta de pagamento ao Estado sejam regularizadas.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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21
Abr 12

Ministério admite que liberdade de escolha de escolas não será eficaz nos grandes centros

Alterações no regime de matrículas são "um primeiro passo num caminho que será aprofundado nos próximos anos", indica Ministério da Educação e Ciência. São uma "não-notícia", contrapõe director.

A possibilidade de os pais escolherem uma escola pública para os seus filhos, independentemente do lugar onde vivam ou trabalhem, "pode acabar por não ser tão eficaz quanto se desejaria em zonas de maior concentração populacional", admitiu o Ministério da Educação e Ciência (MEC) em resposta a questões do PÚBLICO. Professores e pais já o tinham dito na semana passada, quando foi conhecido o despacho que, segundo o MEC, abre o caminho a que os pais possam escolher a escola dos seus filhos.

Até agora, quando inscreviam os filhos no ensino básico público, os pais tinham de indicar cinco escolas da sua área de residência, segundo a sua ordem de preferência. Nas inscrições para o próximo ano lectivo vão poder pela primeira vez esquecer este critério e indicar "livremente cinco escolas da sua preferência", frisa o MEC. Só que as vagas existentes continuarão a ser distribuídas segundo os mesmos critérios, privilegiando-se, entre outro factores, os alunos com necessidades educativas especiais, que tenham irmãos no mesmo agrupamento ou que residam na sua área geográfica. Ou seja, concluem directores, não se esperam alterações, nomeadamente no acesso às escolas mais procuradas.

As escolas secundária Rainha D. Amélia, em Lisboa, e Infanta D. Maria, em Coimbra, estão neste grupo. "Muitas vezes não conseguimos sequer ter lugar para os alunos que cumprem os requisitos das vagas", constata Isabel le Guê, directora da escola de Lisboa. Na escola de Coimbra, diz o seu director, Ernesto Paiva, todas as turmas funcionam com o número máximo de alunos permitido por lei. Com a "grande procura" que a Infanta D. Maria tem, apesar de poderem agora subir as turmas para 30 alunos, as vagas continuarão a não ser suficientes para os alunos que estão na "área de influência" da escola, não se perspectivando assim alterações, acrescenta.

Segundo o MEC, as limitações à liberdade de escolha não derivam da manutenção dos critérios para a distribuição e desempate de vagas, mas sim da "limitação das ofertas de espaços escolares" nas zonas de maior concentração populacional. O ministério acredita, contudo, que as alterações agora feitas farão com que seja "mais fácil matricular os alunos na escola preferida em algumas zonas do país". "Para o meio rural, é uma não-notícia", contrapõe Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, lembrando que as escolas nestas zonas podem distar várias dezenas de quilómetros umas das outras, pelo que a escolha, na prática, não existe. 

Ir mais longe

A possibilidade de os pais escolherem as escolas dos seus filhos está prevista no programa do Governo. O objectivo, segundo já confirmou o MEC, é tornar possível que os pais escolham a escola da sua preferência, independentemente de esta ser pública ou privada. As mudanças para o próximo ano lectivo são "um primeiro passo num caminho que será aprofundado nos próximos anos". Em Portugal, no ensino secundário, os alunos podem escolher a escola em função da sua oferta educativa.

"Os princípios teóricos não servem para nada se, na prática, não os podemos implementar", constata Isabel le Guê. Esta responsável chama a atenção para o facto de a liberdade de escolha, quando possível de concretizar, implicar mudanças profundas que deveriam ser precedidas de "um estudo muito aprofundado" de modo a prevenir que a sua implementação "não venha atropelar outros direitos mais importante e criar ainda mais arbitrariedades" no acesso à educação.

 

Um relatório recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) alerta para os mesmos perigos. Segundo este estudo, nos últimos 25 anos registou-se um aumento dos mecanismos de liberdade de escolha em mais de dois terços dos 33 países da OCDE, embora em 27 deles o principal critério para o acesso às escolas públicas continue a ser o local de residência. Em média, na OCDE, 85% dos alunos que frequentam a escolaridade obrigatória estão no ensino público, embora em 28 países existam escolas privadas financiadas pelo Estado e que não cobram propinas.Ficam os primeiros a chegar, mas também pode haver selecção

Suécia: Desde o início da década de 90, os pais podem escolher entre escolas públicas e privadas situadas no mesmo distrito, sendo que a frequência das privadas é também paga pelo Estado, segundo o princípio "o financiamento segue o aluno". As escolas não podem seleccionar os estudantes, sendo a admissão garantida pela ordem de inscrição: os "primeiros a chegar são os primeiros a ter lugar". Cerca de 10% dos alunos do ensino básico frequentam escolas privadas, no secundário sobe para 40%. 

Holanda: Cerca de 70% dos alunos do ensino primário e secundário frequentam escolas privadas. Os pais escolhem a escola, o Estado financia. Este princípio vigora há décadas. A admissão não é feita com base em critérios de proximidade de residência, mas a partir do final da primária as escolas são livres de fixar critérios de selecção. O orçamento das escolas depende do número de alunos e varia segundo a procura registada. As escolas com alunos de meios mais desfavorecidos recebem um financiamento suplementar.

Nova Zelândia: O critério de residência para admissão nas escolas foi eliminado no início da década de 90. Mas as escolas onde a procura excede a oferta estão autorizadas a estabelecer critérios de selecção - o local de residência e o facto de o aluno ter irmãos a frequentar a mesma escola são os mais generalizados. Os directores também podem seleccionar alunos com base nas suas competências. Existe uma forte competição entre as escolas para captarem alunos, sobretudo nas zonas urbanas.

fonte:http://www.publico.pt/Ed

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Politécnico de Coimbra quer Governo envolvido na captação de estudantes estrangeiros

O presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), Rui Antunes, defendeu hoje que o Governo deve envolver-se na captação de estudantes estrangeiros para as instituições de ensino superior, em vez de pensar em encerrar algumas delas.

Ao intervir hoje na sessão solene das comemorações dos 125 anos da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), que integra o IPC, o responsável advertiu que “não se pode desmantelar esta rede que custou tanto ao país e aos portugueses”. 

Realçou que, devido a esse esforço na formação superior, Portugal já se encontra acima da média dos países da OCDE entre os cidadãos até aos 35 anos.

No entanto, advertiu que encerrar alguns estabelecimentos do ensino superior pode levar a um resultado similar ao que sucedeu com a tuberculose, pois desmantelou-se a rede de assistência quando se pensava estar erradicada, e depois ressurgiu. 

“Há conhecimento que se perde de forma definitiva, a experiência de décadas. Os custos a médio e longo prazo são incomensuráveis”, porque “o que for abandonado e destruído não será recuperado”, acentuou. 

No entendimento de Rui Antunes, para superar a diminuição no número de alunos Portugal deve adoptar a estratégia alternativa ao encerramento de estabelecimentos, de captar estudantes estrangeiros, passando o Governo a incluir essa área nas suas acções diplomáticas.

O responsável recordou que já há instituições que procuram essa via, mas entende que o seu sucesso será limitado “se não há uma estratégia concertada e apoiada pelo Governo”, e envolvendo vários ministérios. 

A finalizar a sua intervenção, o presidente do IPC deixou “recados” para o presidente da Câmara e a representante do Governo na sessão, neste caso para um melhor aproveitamento por parte do ministério da Agricultura do saber existente em instituições como a ESAC. 

Dirigido ao autarca, Rui Antunes disse que Coimbra pode afirmar-se como cidade da saúde, ou industrial, mas “não pode deixar de ser cidade de estudantes”, pois foi o que lhe deu nome internacionalmente. 

Adelina Martins, directora regional da Agricultura e Pescas do Centro, que representou o Governo na sessão, também expressou o seu entendimento sobre o reforço da cooperação entre o Estado e as escolas agrárias. 

“É fundamental que a parte da experimentação e produção caminhem cada vez mais em paralelo, naquilo que são as necessidades dos produtores”, dando assim “um contributo para a consolidação da economia”, acentuou. 

Barbosa de Melo, presidente da Câmara, defendeu que o sector agrícola terá de assumir “um papel novo no novo paradigma da economia” portuguesa, na mesma linha do que preconizara o presidente da ESAC, José Jesus Gaspar, no sentido de diminuir as exportações.

fonte:http://desporto.publico.pt/

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21
Abr 12

Professores de teatro contra a proposta de revisão

A Associação de Professores de Teatro e Expressão Dramática (Aproted) critica a proposta de revisão curricular apresentada pelo Governo, afirmando que “despreza” aquelas disciplinas, provoca precariedade e prejudica a qualidade do ensino.

No parecer hoje divulgado, a Aproted pronuncia-se sobre a proposta apresentada há cerca de um mês para indicar que “não há diferenças significativas em relação ao primeiro texto, isto apesar de o Governo se congratular com “mais de 1600 contributos” recebidos na fase de discussão pública.

A Aproted discorda do agrupamento de Educação Visual, Educação Musical, Educação Física e Educação Tecnológica sob a designação “Expressões”, lamentando que o Governo “ignore militantemente” a expressão dramática, que consideram desenvolver confiança, compreensão, trabalho de equipa, expressividade e leitura, entre outras capacidades.

“Este desprezo pelo teatro é igualmente incompatível com a ideia do reforço da Educação para a Cidadania, já que a melhor forma de a consolidar é recorrer à Educação Artística, nomeadamente ao teatro”, considera a Aproted, que apela à tutela para que “reveja as suas posições”.

A associação lamenta que os professores de Expressão Dramática não tenham um grupo de recrutamento, limitando-se a ser o “parente pobre das expressões” no 1.º ciclo, depois de ter “acabado no ensino secundário, ter sido limitada no 3.º ciclo e nunca ter existido no 2.º”.

Por isso, apelam também a partidos, sindicatos, movimentos e cidadãos para que suscitem um “debate alargado” sobre a maneira como o Governo tratou a Expressão Dramática na revisão curricular.

fonte:http://www.publico.pt/

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