28
Mar 12
28
Mar 12

Universidade do Porto não aumenta propinas

O Conselho Geral da Universidade do Porto decidiu não aumentar as propinas para o valor máximo no próximo ano lectivo.

Fonte do Conselho Geral da Universidade do Porto disse à Lusa que a decisão não foi unânime, recolhendo "sete votos a favor e três contra".

O CRUP decidiu recomendar às instituições que apliquem a propina máxima, com vista à criação de um fundo social que permita assegurar os estudos de alunos com dificuldades financeiras.

De acordo com esta decisão, tomada há cerca de uma semana na reunião plenária do CRUP, o diferencial entre a propina de 2011/2012 e a de 2012/2013 destinar-se-á a um fundo de apoio social para "moderar as dificuldades dos estudantes oriundos de famílias com baixos rendimentos que frequentam a respectiva universidade".

Poderá também ser utilizado para responder a situações conjunturais de ruptura social que possam eventualmente atingir os estudantes.

O valor da actualização em causa rondará os 30 euros, mas a decisão compete a cada universidade, bem como a gestão do fundo de apoio aos estudantes.

A aplicação da propina máxima contou com o apoio do reitor da Universidade do Porto, Marques dos Santos, que é vice-presidente do CRUP.

Contactado pela Agência Lusa, Marques dos Santos escusou-se a comentar esta decisão do Conselho Geral da Universidade do Porto, que é presidido por Luís Portela.

A agência Lusa tentou também falar com Luís Portela, mas até ao momento não foi possível.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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27
Mar 12
27
Mar 12

Escolas passam a decidir quanto tempo tem cada aula

Os tempos de 45 ou 90 minutos de cada disciplina deixam de ser obrigatórios. O exame nacional de 4º ano vai ter um peso de 30% na nota final do aluno.

O Governo atendeu a um dos pedidos dos professores e, a partir de Setembro, cada escola vai ter a liberdade de organizar os horários de cada disciplina em todo o ensino obrigatório. "Não há razão para que os tempos das disciplinas sejam fixados em 45 ou 90 minutos", disse ontem o ministro da Educação e Ciência durante a apresentação do documento final da revisão da estrutura curricular.

Assim, cada escola vai ter maior autonomia pedagógica e organizativa e passará a completar o seu currículo "em função das suas necessidades reais", explica Nuno Crato, sublinhando que a distribuição dos tempos de cada disciplina "deverá adaptar-se às características dos alunos e das escolas." No entanto, cada horário é obrigado a cumprir com um limite mínimo de minutos por disciplina e um máximo de tempos de carga curricular - que ainda está por definir - "para que seja assegurado um ensino de qualidade". A medida que ser introduzida "de forma gradual e as escolas tanto podem avançar já no próximo ano lectivo, como no ano seguinte, ou até podem decidir manter" a mesma organização de horário, explica o ministro.

Os professores dizem ver com bons olhos esta medida e concordam com Nuno Crato ao considerar que esta é "essencial para que as escolas tenham autonomia", reforça ao Diário Económico Adalmiro da Fonseca, presidente da Associação Nacional dos Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP). Isto porque, explica ainda Adalmiro da Fonseca "cada escola deve saber o que deve fazer para melhorar os resultados dos alunos que não devem estar presos a espartilhos de programas". No entanto, o dirigente escolar alerta que esta é uma medida que "vai trazer muitas dificuldades e um trabalho muito grande de organização para as escolas" e prevê que "a maioria das escolas devem manter os seus horários".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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26
Mar 12
26
Mar 12

Alunos do 4.º ano já farão exames em 2013

A partir do próximo ano lectivo, os alunos do 4.º ano vão passar a ter provas finais de ciclo que contarão para a nota, anunciou hoje o ministro da Educação e Ciência durante uma conferência de imprensa para apresentação da proposta definitiva de revisão da estrutura curricular do ensino básico e secundário.

A introdução de exames no final do 1.º ciclo já estava prevista no programa do Governo, mas hoje Nuno Crato anunciou que a medida entrará em vigor já no final do próximo ano lectivo. Para os alunos do 6.º ano, conforme já fora anunciado, a novidade será concretizada já em Junho próximo.

Até agora os alunos do 4.º e 6.º ano realizavam no final do ciclo provas de aferição, que não contavam para a nota. Tanto para o 4.º, como para o 6.º, as novas provas começarão por ter um peso de 25% na nota final. No segundo ano de aplicação a ponderação será de 30%, a mesma que está em vigor para o 3.º ciclo e ensino secundário. Nuno Crato indicou que serão apresentadas também medidas concretas para reforçar o apoio ao estudo no 1.º ciclo.

Para o 2.º ciclo já está decidido que, a partir do próximo ano lectivo, as escolas terão obrigatoriamente de ter cinco horas semanais de apoio ao estudo. Os alunos que o irão frequentar serão escolhidos pelo Conselho de Turma. Esta é uma das alterações na estrutura curricular ainda em vigor. 

A proposta do ministério foi apresentada no princípio de Janeiro e esteve em consulta pública até ao final daquele mês. Foram recebidos mais de 1600 contributos, indicou Crato. O Ministério da Educação e Ciência manteve a sua intenção de não incluir Formação Cívica como disciplina autónoma, mas na nova estrutura curricular será oferecido mais um tempo que pode ser utilizado pela escola para manter aquela disciplina. Muitos directores e professores tinham defendido a sua existência, lembrando que esta disciplina, que actualmente ocupa 45 minutos, é utilizada pelos directores de turma para resolver os problemas e conflitos com alunos. 

Em relação à proposta de Janeiro, a definitiva, que foi hoje apresentada, tem ainda outras alterações. A disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), que actualmente integra o currículo do 9.º ano, não será antecipada, como anunciado antes, para o 2.º ciclo, passando antes a ser leccionada no 7.º e 8.º ano. No próximo ano, para garantir a transição, os alunos do 9.º ainda terão TIC. 

ET em oferta de escola 

Por outro lado, a disciplina de Educação Tecnológica (ET) desaparece do currículo nacional do 3.º ciclo, embora no 7.º e 8º ano possa ser mantida em oferta de escola. A decisão dependerá dos directores. 

Estão atribuídos dois tempos de 45 minutos que serão distribuídos por TIC e pela oferta de escola. Ao contrário do previsto na proposta inicial, no 2.º ciclo a disciplina de ET terá estes dois tempos em exclusivo. 

Também ao contrário do proposto inicialmente, irá manter-se a actividade experimental na disciplina de Ciências da Natureza. Já no que respeita ao ensino secundário, o ministério irá manter duas opções disciplinares no 12.º ano. Inicialmente pretendia reduzir as opções para uma. No 12.º ano será também reforçada a carga horária de Português, que passará a ter mais 45 minutos semanais. Esta medida não estava prevista na proposta inicial.

Confirma-se as principais medidas anunciadas em Janeiro: na escolha de línguas estrangeiras, o inglês passará a ser obrigatório; a carga horária das disciplinas de História, geografia, Ciências Naturais e Físico-Química será reforçada no 3º ciclo., Manter-se-á o reforço já em vigor das cargas horárias de Língua Portuguesa e de Matemática no 2.º e 3.º ciclo e de Física e Química e Biologia e Geologia no ensino secundário. 

No 2.º ciclo a actual disciplina de Educação Visual e Tecnológica será divida em duas áreas disciplinares, cada uma com o seu programa e com um só professor. Nuno Crato confirmou também que será dada liberdade às escolas para decidirem qual o tempo de duração das aulas. 

 

Actualmente é obrigatório terem uma duração de 45 ou de 90 minutos. As escolas poderão agora decidir se querem aulas de 45, 50 ou 60 minutos ou outra unidade, desde que garantam o tempo mínimo por disciplina e máximo por carga curricular, definido pelo ministério.No âmbito do reforço da autonomia das escolas, estas poderão também organizar as turmas de modo a “prover a homogeneidade das aprendizagens”, indicou Crato. O que poderá ser feito através da constituição de grupos diferentes de alunos, de modo a permitir um maior apoio aos que têm mais dificuldades e que os alunos com sucesso possam progredir, esclareceu o ministro. Esta organização em grupos será sempre “temporária” e não presidirá à formação de turmas, acrescentou.

fonte:http://www.publico.pt/

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25
Mar 12
25
Mar 12

Universidades correm o risco de parar

Depois de várias reuniões com a tutela, os reitores recorreram a Passos Coelho para pedir excepção à Lei de Compromissos.

Algumas das rotinas diárias dos universitários como substituir uma lâmpada, pagar aos fornecedores das cantinas ou até mesmo contratar um professor para dar aulas, estão em risco. Isto porque, com a aplicação da Lei dos Compromissos, que entrou em vigor no passado dia 22 de Fevereiro para a administração central, todos os compromissos plurianuais (de anos civis diferentes) que impliquem despesa, passam a ter que ter autorização do ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

Uma regra que os reitores consideram como "profundamente paralisante a curto prazo", porque as Finanças "não vão ter capacidade de resposta em tempo útil" para que as universidades consigam manter "o normal funcionamento e a continuação do trabalho do dia-a-dia com qualidade", alertou o reitor da Universidade Técnica de Lisboa, António Cruz Serra, após a reunião do Conselho de Reitores (CRUP), que decorreu na semana passada.

Depois de várias reuniões durante semanas com a tutela a pedir excepção à lei, os reitores decidiram pedir uma reunião com carácter de urgência ao primeiro-ministro. E lançaram o aviso: "Não vamos estar parados à espera de ver as nossas instituições a decomporem-se. Nenhum reitor o fará", disse o reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, sublinhando que esta é "uma decisão unânime" do CRUP.

A Lei dos Compromissos prevê que as instituições de Ensino Superior só podem assumir compromissos financeiros - como a contratação de serviços de água ou luz - se demonstrarem que têm fundos disponíveis para fazer face a essa despesa. Em causa, estão, por exemplo "a contratação de professores para semestres diferentes, as bolsas de estudo concedidas pelas universidades aos alunos, durante um ano lectivo, os contratos com os fonecedores para as cantinas", explicou o presidente do CRUP, António Rendas.

Os reitores dizem "não entender" porque estão incluídos nesta lei criada para resolver o problema dos pagamentos em atraso, porque, assegura António Rendas, as universidades "não têm dívidas" . "Esse é o erro base da lei, para controlar um problema que não existe nas universidades, e que cria graves problemas ao funcionamento das instituições de Ensino Superior", criticou ainda João Gabriel Silva.

Questionado pelos jornalistas, o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, recorda que a lei "ainda não está regulamentada e o ministério está a trabalhar em diálogo com as universidades para que o problema se resolva". Contactados pelo Diário Económico, nem o ministério das Finanças nem o gabinete do primeiro-ministro quiseram prestar declarações até à hora de fecho desta edição.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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22
Mar 12

Directores preocupados com propostas de “giga-agrupamentos” de escolas

Os presidentes das duas associações de dirigentes escolares manifestaram-se hoje muito preocupados com as propostas de agregação de escolas e de agrupamentos apresentadas pelo Governo, que “nalguns casos prevêem a criação de unidades com quatro mil alunos”, “sem critérios perceptíveis que não o da redução de custos”, acusa Manuel Pereira, da ANDE.

“Esperemos que apareça alguém com o bom senso suficiente para perceber que, em termos pedagógicos, este movimento é temerário e que o país o vai pagar muito caro”, apela Manuel Pereira, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

Contactado pelo PÚBLICO, o director confirma as informações dadas por Correia Pinto, vereador da Câmara Municipal de Matosinhos. Este diz que a preocupação atravessa também as autarquias do Norte, que, nesta fase, “estão a trabalhar as propostas da respectiva Direcção-Regional de Educação, procurando limitar os danos”. 

“Estamos numa fase de conversações, pelo que ainda podemos ter esperança de que o processo seja reavaliado com o cuidado que merece”, afirma o presidente da ANDE, que defende que só em casos excepcionais – como os de escolas divididas por um muro ou de agrupamentos que, por razões de proximidade, trabalham em articulação – "se pode entender um número superior aos 1500 alunos".

A opinião é partilhada pelo autarca de Matosinhos que, apesar de ser eleito pelo PS, garante que não tem uma perspectiva partidária sobre uma realidade que conhece “muito bem”. Com uma carreira de 26 anos como presidente de conselhos directivos ou executivos em escolas do concelho, Correia Pinto considera que a proposta da Direcção-Regional de Educação em relação ao seu concelho “não tinha qualquer fio condutor, a não ser o de 'reduzir, reduzir, reduzir'”. “Não descobrimos critérios, fossem de sequencialidade dos estudos, do ponto de vista dos alunos, fossem de proximidade. E, tanto quanto sei, está a ser assim em pelo menos todo o Norte do país”, acrescenta.

Consequências pedagógicas?

Na contraproposta que vai ser apresentada por Matosinhos (com o acordo de “quase todas as escolas”) o número de alunos dos agrupamentos cai dos quatro mil, nalguns casos, para três mil, no máximo. “Uma enormidade, ainda”, considera o vereador, que diz temer “as consequências pedagógicas” e convida “os responsáveis pelas decisões a passarem pelo menos uma semana numa escola, antes de as tomarem”.

Adalmiro Fonseca, da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) diz também que “o problema é geral”. “Vamos ver como nos organizamos em termos de contrapropostas e como é que elas são recebidas pela direcção regional. Mas temo bem que, ao contrário do que nos disse o secretário de Estado, a rede escolar tenha pouco de razoável”, lamentou, dizendo que em vez dos “mega-agrupamentos, passará a haver giga-agrupamentos”. 

Tanto o director da ANDAEP como o da ANDE consideram que este processo pode representar “uma regressão em termos pedagógicos”, que não será percebida de imediato, mas terá “reflexos futuros muito graves”. Esta opinião é partilhada por Manuel Esperança, presidente do Conselho de Escolas, que diz acompanhar a situação “com poucas informações, ainda, mas com muita apreensão”. Isto porque, na sua perspectiva, o Ministério da Educação e Ciência nunca deveria ter avançado “sem antes definir critérios claros”.

Na sexta-feira passada, quando a tutela deu por encerrada a negociação sobre o modelo de gestão das escolas, representantes dos directores e das federações sindicais de professores criticaram, precisamente, o facto de não terem ficado especificados critérios que garantam que a agregação de escolas não obedeceria apenas a critérios economicistas. Em comunicado, o MEC frisou, no mesmo dia, que o processo, que se propõe concluir até ao final do ano lectivo, seria conduzido com o acordo das respectivas direcções de escolas e autarquias.

Já ontem, o Sindicato dos Professores do Norte (SPN) transmitiu aos responsáveis dos conselhos gerais das escolas e agrupamentos do Grande Porto a sua “total oposição” à reestruturação da rede escolar e chamou a atenção para “a necessidade de tomar uma posição demonstrando o desagrado com esta decisão”, noticia a Lusa.

fonte:http://www.publico.pt/

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22
Mar 12

Maior parte das escolas obteve classificação de “Bom” na avaliação externa

Mais de metade das 1107 escolas públicas sujeitas a avaliação externa entre 2007 e 2011 obtiveram a classificação de “Bom” em quatro dos cinco domínios em análise.

Genericamente, o parâmetro da “Liderança” foi o que congregou a melhor avaliação, com 53,6% das escolas a merecerem a classificação de “Bom” e 33,8% , “Muito bom”. 

O domínio com pior avaliação média - mais de metade dos estabelecimentos foram classificados com “Suficiente” (48,8%) ou “Insuficiente” (4,5%) - foi o da “Capacidade de auto-regulação e melhoria da escola”.

Estes são alguns dos dados que constam do relatório sobre a “Avaliação Externa das Escolas 2006-2011” nesta quinta-feira divulgado pela Inspecção-Geral da Educação (IGE). 

Também os “pontos fortes” suplantaram sempre os “pontos fracos (6511 contra 5347), apesar de serem em maior número os “constrangimentos” do que as “oportunidades” (1699 contra 1352), revela o documento.

Entre os pontos avaliados figuram, por exemplo, o sucesso académico (824 pontos fracos e 748 pontos fortes), o comportamento e disciplina (509 pontos fortes e 130 fracos) e a participação dos pais e outros elementos da comunidade educativa (346 pontos fortes e 267 fracos).

Nas oportunidades destacam-se os projectos, programas e parcerias, enquanto os constrangimentos mais frequentes têm a ver com a rede escolar e acessibilidade e os recursos físicos.

A IGE levou a cabo este programa de avaliação das escolas públicas entre Fevereiro de 2007 e Maio de 2011, abrangendo 1107 escolas e agrupamentos, depois de em 2006 o Ministério da Educação ter avançado com um modelo experimental em 24 estabelecimentos de ensino.

O documento agora divulgado sintetiza a informação dispersa nos cinco relatórios anuais já apresentados, dando conta dos resultados dos cinco domínios avaliados: além da” liderança” e da “capacidade de auto-regulação e melhoria”, foram classificados os “resultados”, a “prestação do serviço educativo” e a “organização e gestão escolar” . 

Analisando a evolução da avaliação ao longo deste quinquénio, percebe-se que no domínio “Resultados” o número de escolas que obtiveram a classificação de “Bom” aumentou de 2006-2007 para 2010-2011, à semelhança do que aconteceu com o parâmetro “Prestação do serviço educativo” (70% das escolas com “Bom).

Uma tendência inversa verificou-se no domínio da “Capacidade de auto-regulação e melhoria da escola”, em que os melhores resultados foram alcançados no primeiro ano de avaliação. 

fonte:http://www.publico.pt/E

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21
Mar 12

Ministério da Educação suspende acordo com professores sobre concursos

Os acordos com sete sindicatos de professores sobre o novo regulamento dos concursos de docentes "estão suspensos" enquanto decorrer a negociação suplementar que se iniciará na segunda-feira, confirmou ontem Ministério da Educação e Ciência (MEC) em resposta a questões do PÚBLICO.

A negociação suplementar foi requerida pela Federação Nacional de Professores (Fenprof), que não subscreveu os acordos alcançados com os outros sindicatos no passado dia 6. Numa nota à comunicação social enviada ontem, a Fenprof exortou o MEC a declarar nulos estes acordos. 

Esta estrutura sindical lembrou, a propósito, que, nos termos da lei que estabelece o regime de negociação colectiva dos trabalhadores da administração pública, a negociação suplementar "tem como consequência que não pode ser encerrado qualquer procedimento negocial em curso sobre as mesmas matérias com qualquer outra entidade". Para a Fenprof, esta disposição só pode ter uma leitura: a anulação dos acordos de dia 6 de Março. 

O MEC considera que a lei obriga a que estes sejam suspensos, mas defende que "mantém-se" o que foi estabelecido com as sete organizações que assinaram os acordos. Em declarações ao PÚBLICO, o líder sindical da Fenprof, Mário Nogueira, rejeitou esta interpretação. "Se na segunda-feira o ministério nos vier dizer que não haverá alterações porque já existe um acordo e que só estão nas negociações porque são obrigados, recorreremos de imediato ao Presidente e à Assembleia da República para que o decreto-lei que resultar deste processo seja declarado ilegal", ameaçou.

Na nota ontem divulgada, a Fenprof frisa também que a negociação suplementar "deixa de fora os que, precipitadamente, deram por encerrada a negociação sem esgotarem todas as possibilidades de obterem um regime de concursos mais favorável". O líder da Federação Nacional de Educação, João Dias da Silva, que subscreveu o acordo, não quis comentar. 

Para Mário Nogueira, o novo regulamento dos concursos de docentes vai pôr "em causa o emprego de milhares de professores contratados" e terá aspectos "mais negativos" do que o modelo actual, nomeadamente no que respeita às condições para se ter primeira prioridade nas colocações.

fonte_http://www.publico.pt/Ed

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21
Mar 12

Ministério garante "condições adequadas" a alunos com necessidades especiais

O Ministério da Educação garante que os alunos com necessidades educativas especiais "podem ter condições especiais adequadas nas provas de âmbito nacional".

O Ministério da Educação garante que os alunos com necessidades educativas especiais "podem ter condições especiais adequadas nas provas de âmbito nacional" para efectuar as provas finais dos 2.º e 3.º ciclos de Língua Portuguesa e de Matemática e os exames finais nacionais do ensino secundário.

Caso estes alunos necessitem de alterações das provas, podem ser realizadas provas e exames a nível de escola sendo necessária autorização do Júri Nacional de Exames. Responsabilidade que cabia aos directores de escola, no passado ano lectivo. Em 2011, acrescenta o ministério, houve 212 pedidos de provas a nível de escola para os alunos do secundário e 1100 para os alunos do básico.

Relativamente aos alunos com necessidades educativas especiais do 6.º ano de escolaridade pretende-se que, "à semelhança do que já acontecia na realização das provas de aferição, todos os alunos sejam preparados, com a aplicação das diferentes medidas educativas" para que os alunos realizem as provas finais de ciclo de Língua Portuguesa e Matemática, "disciplinas fundamentais para o prosseguimento de estudos no 3.º ciclo do ensino básico", acrescenta a tutela de Nuno Crato.

As provas finais do 6.º ano de escolaridade vão ser realizadas este ano, pela primeira vez, em substituição das provas de aferição, com um peso de 25 por cento na classificação final da disciplina.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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20
Mar 12
20
Mar 12

Desemprego entre professores disparou 120% no último ano

Apenas 451 docentes foram colocados na mesma área, de um total de 7.945 inscritos no IEFP. No ensino, um em cada sete desempregados são mulheres.

O número de professores desempregados mais do que duplicou no ano passado e o ensino foi o sector que mais cresceu no número de inscritos nos centros de emprego. No final de 2011, eram 7.945 os docentes do secundário e superior e profissões similares que estavam inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Mais 120% em relação ao ano de 2010, que terminou com 3.608 professores inscritos nos centros de emprego. Uma percentagem que sobe para 225% quando se compara o número de 2011 com o 2009, que se ficava nos 2.442.

Os dados constam do último relatório anual do IEFP, que retrata a "Situação do Mercado de Emprego", e a conclusão é a de que o ensino foi a profissão que destacadamente sofreu maior crescimento percentual do número de desempregados, entre 2010 e 2011. Um panorama que se agrava, se for tido em conta que dos 7.945 professores inscritos nos centros de emprego apenas 451 foram colocados na profissão - embora aí se revele uma melhoria de 57% relativamente a 2010, ano em que só 287 foram colocados pelo IEFP.

O cenário no ensino é, de resto, desolador. A ocupar a segunda posição na tabela das profissões com o maior crescimento do número de desempregados estão os profissionais de nível de intermédio de ensino - docentes do ensino básico, primário, pré-primário e educadores de infância. Nesta categoria, a subida do número de inscritos no IEFP atingiu 40%, e no final de Dezembro de 2011 havia 5.368 docentes do ensino básico e educadores de infância nos centros de emprego. Mais 1.538 em relação a 2010, quando foram registados 3.830 inscritos.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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19
Mar 12
19
Mar 12

Quase metade dos alunos atravessa dificuldades económicas

Quase metade dos alunos do ensino superior atravessa dificuldades económicas, revela um estudo hoje divulgado.

Quase metade dos alunos do ensino superior atravessa dificuldades económicas, muitos temem abandonar o curso ainda neste ano lectivo e 58% não se sente preparado para entrar no mercado de trabalho, revela um estudo hoje divulgado.

Estes são os dados nacionais dos inquéritos feitos aos universitários e tratados pela Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (AAUTAD), para saber qual a situação económica e as dificuldades dos estudantes do ensino superior.

O estudo foi divulgado hoje num encontro com jornalistas, após o Encontro Nacional de Direcções Associativas (ENDA), que decorreu em Évora durante o fim-de-semana e que reuniu dirigentes das associações académicas e de estudantes das universidades e institutos politécnicos nacionais.

De acordo com os promotores do estudo, aos inquéritos, que foram feitos já este ano nas universidades e politécnicos de Portugal Continental e Açores, responderam 4.000 alunos num universo de cerca de 130 mil estudantes.

Dos 4.000 inquiridos, 1.855 (48%) afirmou passar dificuldades económicas, destes, 1.224 (65%) disseram temer abandonar o ensino superior por esse motivo e 1.275 (69%) revelaram que não recebem bolsa de acção social.

Nos inquéritos foi perguntado aos alunos se se sentem preparados para entrar no mercado de trabalho, tendo 2.214 (58%) respondido que não e 1.620 (42%) que sim.

Os estudantes foram também questionados sobre se a sua formação se ajusta às oportunidades de emprego em Portugal, com mais de metade (62%) a considerar que não e 38% que sim.

Quanto às intenções de emigrar depois de terminar o curso, 2.110 (55%) responderam que sim e 1.743 (45%) disseram que não.

O presidente da AAUTAD, Sérgio Martinho, disse que o associativismo nacional está "muito preocupado" com os dados revelados pelo estudo, cujo resultado vai ser enviado para a tutela e para outros órgãos do sector para "terem a noção da realidade do ensino superior".

"Quase metade dos alunos que respondeu a estes inquéritos demonstra dificuldades económicas e isto preocupa-nos muito", porque "daí advêm muitos outros problemas, nomeadamente a continuação da frequência no ensino superior", afirmou o responsável.

O dirigente estudantil defendeu que "tem de haver um maior apoio" para os alunos com dificuldades económicas e "mais informação" sobre as ajudas para que esses estudantes possam continuar a estudar.

fonte:http://economico.sapo.pt

 

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