30
Out 11
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Out 11

Como encontrar novas fontes de receita para as universidades

Protagonistas de universidades de todo o mundo reuniram-se em Madrid para discutir o futuro do ensino superior numa conferência organizada pela IE University.

Ocupam os primeiros lugares dos ‘rankings' das melhores universidades do mundo e cobram propinas anuais que rondam os 27 mil euros por ano. Mas como conseguem angariar somas brutais de verbas de doadores privados (‘endowment')? Só a Universidade de Harvard tem um fundo de 23 mil milhões de euros, o que é 25 vezes o orçamento anual de todo o ensino superior português.

Fala-se nos meios universitários que dentro de dois anos Yale e Harvard poderão tornar a sua frequência gratuita. A previsão foi feita por Matthew Gutmann, vice-presidente para as questões internacionais da Universidade de Brown, na 2ª Conferência Internacional "Reinventando o Ensino Superior", organizada pela IE University e The Chronicle of Higher Education, em Madrid. Só a Universidade de Brown já garante bolsas de estudo para 30% dos seus estudantes internacionais. Como será o ensino superior do futuro?

Como encontrar novas fontes de financiamento? Como lidar com os ‘rankings' ? Que papel poderão desempenhar as universidades na saída da crise? Estas foram algumas das questões que dominaram os dois dias do debate da conferência, que reuniu responsáveis de instituições de todo o mundo.

"Alianças estratégicas intercontinentais entre universidades, fusões e aquisições e novas formas de integração entre a pedagogia e a tecnologia" são alguns dos caminhos do futuro da formação, prevê Santiago Iniguez, presidente da IE University.

Na Europa, "há uma clara tendência de redução do financiamento público das universidades europeias", sublinha Thomas Estermann, responsável pelo sector de governo, autonomia e financiamento da Associação Europeia das Universidades (EUA). E na maioria destes países, o financiamento público ainda representa mais de 70% do orçamento total de cada instituição. Assim, cortes de 10, 15, 20% têm um grande impacto", alerta. As instituições têm que apostar em encontrar novas fontes de financiamento, o que poderá ser difícil numa altura em que muitas empresas estão em crise. O responsável da EUA sublinha que a tendência será o aumento de propinas, uma cada vez maior exigências dos estudantes em termos de empregabilidade e cada vez mais estudantes a tempo parcial.

Por toda a Europa, as instituições tentam encontrar fontes de financiamento. "Estamos a perguntar onde é que podemos arranjar mais dinheiro. Estamos a produzir novos negócios, por exemplo começámos a desenhar carros", revela Nigel Thrift, vice-presidente da Universidade de Warwick no Reino Unido. Mas há excepções. A Alemanha, por exemplo, está a apostar no reforço do investimento público na investigação. Mais 1,9 mil milhões de euros nas instituições de ensino superior.

Embora as preocupações sejam diferentes em cada continente, há um ponto comum: as instituições e os professores estão a perder terreno e por isso têm que adaptar-se às novas formas de comunicação.

Investir nas redes sociais

Imagine que entra no Facebook às seis da manhã e começa a conversar com a reitora da sua universidade. Foi o que aconteceu com Lina Anderson, presidente da Universidade Americana do Cairo, depois de ter aceite como amigo um dos seus melhores estudantes. "No futuro, o ensino superior vai ser cada vez mais assim e os professores terão que adaptar-se a estas novas formas de comunicação", sublinha. "As instituições e os professores que não se adaptarem a esta realidade correm o risco de desaparecer", avisa. As salas de aula tal como as conhecemos, com professores a falar para uma plateia de alunos, também estão em vias de extinção. Os inquéritos revelam que a grande preocupação dos estudantes hoje é que ter um diploma já não significa ter um emprego garantido.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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28
Out 11
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Out 11

Fenprof apela ao fecho de todas as escolas a 12 e 24 de Novembro

"É fundamental que todas as escolas, dos jardins de infância às universidades, estejam encerrados", afirmou o secretário-geral da estrutura sindical, Mário Nogueira.

A Fenprof apelou hoje para a mobilização de todos os educadores e professores na manifestação e na greve geral da administração pública, a 12 e 24 de novembro, contra o orçamento proposto pelo Governo, que classifica de aterrador.

"É fundamental que todas as escolas, dos jardins de infância às universidades, estejam encerrados", afirmou o secretário-geral da estrutura sindical, Mário Nogueira, durante uma conferência de imprensa, em Lisboa, em que estimou em 32.000 o número de postos de trabalho em causa se forem aprovadas as medidas previstas na 
proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012.

Nogueira refere que neste número estão incluídos professores contratados e docentes dos quadros que "serão enviados para a mobilidade especial".

Na moção aprovada na quinta-feira em vários plenários realizados nas capitais de distrito, os professores repudiam o documento proposto pelo Governo PSD-CDS e exigem outras políticas.

A perda de remunerações representa sete salários para os professores (em 2011 e 2012), nas contas da Fenprof.

Para Mário Nogueira, as propostas do Governo são de "destruição e empobrecimento generalizado dos portugueses", remetendo muitos cidadãos para "níveis de indigência".

A federação decidiu "denunciar a situação a nível internacional", estando a preparar um texto em várias línguas para enviar às diversas organizações com as quais trabalha noutros países.

O objectivo é pedir solidariedade e fazer com que cheguem aos responsáveis portugueses posições assumidas por essas estruturas.

"O primeiro-ministro comporta-se como um verdadeiro xerife de Nottingham, roubando aos pobres para que os ricos continuem a banquetear-se", declarou.

Mário Nogueira sublinhou que a Educação é o sector "mais violentamente atingido" pelos cortes orçamentais: "Em Portugal, as verbas para a Educação passaram de 4,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) para 3,8, um decréscimo na ordem de 1,5 mil milhões de euros no total, que coloca Portugal em último lugar na Europa" dos 27.

O secretário-geral frisou que o país vive um momento de alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos e que na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) o recomendado é que as verbas para a Educação signifiquem seis por cento do PIB.

"A discussão que se faz no Brasil, hoje em dia, é se é possível atingir os 10% do PIB", declarou.

A estrutura sindical assinalou ainda que em dois anos a Educação perde dois mil milhões de euros, "mais de um por cento do PIB", através de uma política de "devastação social".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

 

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24
Out 11

Portugal foi o país da UE que mais progrediu na conclusão do 12º

Portugal foi o país da União Europeia que mais progrediu na última década em termos de população que termina pelo menos o 12º ano, atingindo médias europeias no ensino superior, frequentado por um em cada três jovens de 20 anos.

As conclusões foram hoje avançadas pela presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Ana Maria Bettencourt, e fazem parte do mais recente relatório que este órgão consultivo do Ministério da Educação aprovou, em plenário, em Setembro.

O estudo sobre a qualificação dos portugueses serviu hoje de base à intervenção da presidente do CNE na abertura de uma conferência da Rede Europeia de Conselhos de Educação, em Lisboa, que contou com a presença da secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário, Isabel Leite.

Segundo Ana Maria Bettencourt, os avanços de Portugal poderão constituir um exemplo para outros países que têm vindo a baixar nos indicadores em causa, mas os bons resultados conseguidos estão ainda “aquém do exigido”.

A diversificação da oferta de formação profissional, bem como da educação de adultos “contribuíram, sem dúvida, para os progressos que pudemos verificar”, reconheceu Ana Bettencourt.

A responsável alertou que é preciso garantir “níveis ainda mais elevados de recuperação”, que permitam ao país recuperar de um atraso de décadas e alcançar as metas estabelecidas para 2020.

“O que só será possível com o recurso a medidas extraordinárias dirigidas à captação de pessoas pouco escolarizadas, com as quais o país tem uma dívida”, defendeu.

O CNE recomenda que é necessário avaliar e melhorar percursos e estratégias, prosseguindo na melhoria da educação e qualificação.

“Sabemos que as dificuldades exigem esforços redobrados das políticas, dos sistemas e das práticas, mas também das instituições, dos atores sociais e das estruturas do tecido empresarial”, sustentou a presidente deste órgão independente.

No mesmo sentido, considerou que o contributo das empresas pode ser decisivo, “quer pela valorização de melhores qualificações em novas admissões, quer pela maior especialização que darão ao sector produtivo, quer ainda pelo desenvolvimento profissional dos seus colaboradores”, permitindo adequar as suas competências às necessidades do mercado de trabalho.

Ana Bettencourt advertiu que a presente crise irá agravar as condições de vida na sociedade portuguesa e “comprometer as oportunidades de emprego”, desejando que as ofertas educativas possam gerar mudanças que reduzam as desigualdades e a exclusão.

A secretária de Estado frisou, por seu lado, que a maioria da população activa portuguesa continua a entrar no mercado de trabalho “muito impreparada”, apesar das medidas tomadas por anteriores governos.

Responsáveis de concelhos de educação de vários países da Europa estão reunidos até terça-feira na conferência dedicada a debater “Novas Competências para Novos Empregos”.

fonte:http://www.publico.pt/

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Docentes do Superior agendam concentração para sábado frente ao ministério

Os professores do Ensino Superior manifestam-se sábado frente às instalações do Ministério da Educação e Ciência contra os cortes orçamentais previstos para o sector, disse hoje à agência Lusa fonte sindical.

 

O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) marcou uma concentração para às 14:00, na Av. 5 de Outubro.

“O nosso objectivo é chamar a atenção para a situação que foi criada pela apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2012, de novo com uma grave incidência nas remunerações dos docentes e investigadores, no financiamento das instituições e, agora até na capacidade de decisão destas”, afirmou o presidente do SNESup, António Vicente.

Além desta concentração, o sindicato está a avaliar que outras medidas devem realizar os docentes, como por exemplo a colocação de acções contra os cortes anunciados, mas também greves, paralisações das actividades dos docentes e investigadores e encerramentos de instituições.

Na sede do sindicato, do outro lado da avenida, serão tomadas na mesma tarde as decisões sobre as acções seguintes, indicou António Vicente.

A proposta de orçamento do Governo suscitou também críticas do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), segundo o qual Portugal arrisca perda de competitividade no contexto europeu, onde há uma forte aposta no sector.

Os reitores estão também preocupados com a perda de autonomia das instituições, tendo reservado para esta semana uma abordagem mais profunda do tema.

fonte:http://www.publico.pt/



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Alunos que recebem livros vão devolve-los no final do ano lectivo

Os deputados da Assembleia da República recomendaram ao Governo a criação de uma bolsa de manuais escolares que permita emprestar os livros aos alunos mais necessitados.

Alunos que recebem livros vão devolve-los no final do ano lectivo Os deputados da Assembleia da República recomendaram ao Governo a criação de uma bolsa de manuais escolares que permita emprestar os livros aos alunos mais necessitados.

A iniciativa das bancadas do PSD e CDS, que apresentaram uma proposta com quatro sugestões no sentido de "reutilizar" os livros da escola, foi aprovada a 23 de Setembro com os votos contra do PS, PCP, BE e PEV e publicada esta segunda-feira em Diário da República.

Segundo a recomendação feita ao Governo, os alunos que recebam manuais escolares deverão ser obrigados a devolvê-los no final do ano lectivo.

Na recomendação é pedido ao Executivo que regule o empréstimo dos manuais escolares e que "promova e acautele a responsabilidade individual de alunos e encarregados de educação na utilização dos manuais escolares durante o período de empréstimo".

A Assembleia da República entende ainda que é preciso regulamentar de forma a permitir que as escolas possam ter "bolsas de empréstimo" de todos os manuais escolares que possam ser reutilizados.

A base do diploma é promover "a igualdade de oportunidades e a equidade no acesso aos manuais escolares".

fonte:http://www.jn.pt/

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24
Out 11

Universidade Lusíada condenada por praxe

O Tribunal de Famalicão condenou a Universidade Lusíada a pagar 91.350 euros de indemnização, por danos morais, à mãe de Diogo Macedo, estudante do 4.º ano de Arquitectura que morreu em Outubro de 2001 depois de ter sido submetido a uma praxe nas instalações da universidade, em Famalicão.

A Fundação Minerva - Cultura - Ensino e Investigação Científica (proprietária da Universidade) «deveria ter agido no sentido de proibir esse tipo de comportamentos de pseudo-praxe, mais próprios de instrução militar» – lê-se na sentença, proferida a 22 de Setembro pelo 5.º juízo cível daquele tribunal, que conclui: «Não o fazendo, (a Fundação) contribuiu para o resultado ocorrido».

Há dois anos, o tribunal já tinha dado como provado que a morte de Diogo, na altura com 22 anos, se deveu a lesões provocadas durante uma praxe violenta nas instalações da tuna académica. Condenada a pagar, nessa altura, cerca de 90 mil euros à família da vítima (que avançou em 2007 com um pedido de indemnização), a Universidade recorreu para a Relação do Porto, que anulou o julgamento e determinou que fosse realizada uma segunda audiência.

Mas o veredicto do tribunal manteve-se: a Lusíada foi de novo responsabilizada por omissão do dever de cuidado: «Ficou provado que a ré omitiu qualquer controlo das actividades, alegadamente praxistas, daquela Tuna, em nome das quais ocorreu a morte de Diogo».

O juiz vai mais longe: «Estando nós perante uma academia (...) que ministra cursos de Direito há vários anos, tendo por isso a obrigação de estar mais ciente de todos os direitos, valores e normativos que foram postos em causa, mais se torna premente considerar que esse dever (...) deveria estar mais presente nas mentes dos responsáveis».

Novo recurso
Contactada pelo SOL, a instituição adiantou que mais uma vez voltou a recorrer desta decisão, argumentando que «tem sempre pautado a sua conduta no sentido de assegurar o bem-estar e segurança de todos os seus alunos, declinando toda e qualquer responsabilidade» por estes factos.

fonte:http://sol.sapo.pt/i

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23
Out 11
23
Out 11

Universidades portuguesas na lista das melhores do mundo

Aveiro, Porto, Coimbra e Nova de Lisboa são as quatro universidades portuguesas que figuram no ‘ranking’ do Times Higher Education.

Universidades de topo. Não se definem por aparecer em ‘rankings', mas a verdade é que os dominam. Em Portugal, a evolução das universidades nestas listas de reputação tem vindo a melhorar. Este ano, quatro universidades portuguesas figuram no ‘ranking' das 400 melhores do mundo, elaborado pela Times Higher Education. As universidades de Aveiro e do Porto aparecem entre o 301º e o 350º lugares, enquanto as universidades de Coimbra e a Nova de Lisboa estão entre a 351ª e a 400ª posições.

"Esta é uma consequência do nosso percurso, que traduz o mérito na investigação e da nossa missão integrada", explica o reitor da Universidade de Aveiro (UA), Manuel Assunção. "Alguns elementos essenciais são privilegiarmos a complementariedade, a investigação, termos uma universidade abrangente com um foco especial na ciência e nas tecnologias e na região e uma relação intensa com a indústria", afirma o reitor da UA.

As quatro universidades portuguesas competem não só entre si como com "gigantes" internacionais como Harvard ou Oxford. "O tamanho das instituições é decisivo, com indicadores como a publicação em revistas científicas", lembra João Gabriel Silva, reitor da Universidade de Coimbra (UC).

Apesar dos resultados positivos das instituições portuguesas, António Marques, vice-reitor da Universidade do Porto (UP) para as Relações Internacionais, afirma que elas estão "ainda em lugares intermédios". No entanto, lembra, "as universidades portuguesas galgaram posições nos ‘rankings', nos últimos cinco anos". Por exemplo, a UP "há cinco anos estava fora de todos os ‘rankings', hoje está entre as melhores 100 do mundo".

Porém, esta evolução pode estar ameaçada. Todos os responsáveis entrevistados pelo Diário Económico admitem que os cortes previstos para o ensino superior e ciência, num total de 9,6% de acordo com a proposta do Orçamento do Estado 2012, vão afectar a investigação. A capacidade de produzir pesquisa é, justamente, um dos principais pontos avaliados pelos ‘rankings'.

"Uma quebra súbita no financiamento pode influenciar a investigação e portanto ditar uma queda nos rankings", alerta António Marques, que vê esta questão com "alguma preocupação". João Gabriel Silva concorda: "se houver cortes na capacidade da Fundação para a Ciência e Tecnologia de atribuir bolsas de doutoramento, vai haver recuos". Manuel Assunção recorda que "a descontinuidade no investimento na universidade seria mau para o país, já que, quer a universidade quer as pessoas que qualifica, são um valor para o país". Já Maria Arménia Carrondo, vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa (Nova), assume que "os investigadores, para se manterem competitivos, terão que aumentar as suas receitas de fontes que não tenham origem no Orçamento de Estado".

O ranking baseia-se em critérios como ambiente de ensino; número, resultado e reputação de pesquisas feitas na instituição; número de citações em jornais e artigos científicos; inovação e articulação com a indústria; e presença internacional de estudantes, professores e investigadores.

Apenas instituições que publiquem mais de 200 artigos em publicações científicas, por ano, são consideradas. Este é o primeiro ano em que a lista contém 400 universidades. Em 2010 eram apenas 200 as instituições avaliadas.

Os primeiros lugares do ‘ranking' do Times Higher Education são dominados pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido. Das dez melhores universidades do mundo, segundo o Times Higher Education, sete são americanas: Stanford University, em 3º lugar; Princeton University, em 5º lugar; MIT, em 7º; University of Chicago, em 9º; e University of California, em Berkeley, em 10º lugar. A lista das dez instituições de topo fica completa com três universidades britânicas: University of Oxford, em 4º lugar; University of Cambridge, em 6º; e o Imperial College London, em 8º lugar.

A Universidade de Coimbra está também em 394º lugar no ‘ranking' de 2011-2012 da QS, outra publicação sobre o ensino superior. A Universidade Nova de Lisboa e a do Porto conseguem um lugar entre o 401º e o 450º, enquanto a Universidade Católica fica entre a 501ª e a 550ª posição.


Radiografia

1 - Investigação na UP
A Universidade do Porto está presente em ‘rankings' mundiais que vão desde o Times Higher Education ao da Universidade de Xangai Jiao Tong. A melhor posição é conseguida no 4ICU, onde alcança o 149º lugar na lista geral e o 46º na Europa. No ‘ranking' do Webometrics, fica em 178º lugar e em 50º entre as universidades europeias. No ranking de Jiao Tong, posiciona-se entre a 301ª e a 400ª posições. "Estamos numa posição que corresponde ao perfil que a universidade manifesta", opina António Marques. A investigação realizada na UP é um factor determinante, acredita o vice-reitor.

2 - Reputação na UC
A Universidade de Coimbra está presente em vários rankings e "isso é positivo", considera o reitor da instituição, João Gabriel Silva. Além de figurar na lista do Times Higher Education, a universidade está também em 394º lugar no ‘ranking' de 2011-2012 da QS, outra publicação sobre o ensino superior. No ‘ranking' do Webometrics, fica no 320º lugar. Na lista do Times Higher Education, a pontuação de Coimbra desdobra-se em reputação internacional (onde a universidade tem 56 pontos), citações em revistas científicas (27 pontos) e ensino (20) e investigação (11).

3 - "Foco na ciência" na UA
A Universidade de Aveiro consegue o seu melhor resultado (48 pontos) na reputação internacional. A citação em artigos científicos vem logo a seguir, com 40 pontos. "Alguns elementos essenciais são privilegiarmos a complementariedade, a investigação, termos uma universidade abrangente com um foco especial na ciência, nas tecnologias e na região e uma relação intensa com a indústria", sublinha Manuel Assunção, reitor da Universidade de Aveiro. A universidade foi fundada em 1973 e conta com mais de 15 mil alunos.

4 - Indústria na Nova
O ‘ranking' do Times Higher Education destaca a relação da Universidade Nova de Lisboa com a indústria, dando 38 pontos à instituição no item "receitas da indústria". A reputação internacional da universidade conta com 48 pontos. A vice-reitora da UNL, Maria Arménia Carrondo, frisa que "no indicador "receita proveniente da indústria" a Nova é a Universidade que tem o valor mais alto quando comparada com as outras universidades portuguesas.". A UNL tem 28 pontos nas "citações" e 18 pontos no "ensino". O Times Higher Education dá ainda 11 pontos à universidade na "investigação".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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22
Out 11

Sindicato diz que medidas do governo constituem "maior ataque" contra ensino do português no Estrangeiro

O Governo está a realizar o "maior ataque" contra o Ensino do Português no Estrangeiro (EPE) com a proposta de implementação de medidas que irão promover o encerramento de cursos e despedimento de professores, disse hoje o secretário-geral do Sindicato dos Professores no Estrangeiro (SPE).

Carlos Pato falou à Agência Lusa após a reunião que manteve hoje com o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, em Lisboa.

“Sinceramente, estamos na presença do maior ataque alguma vez feito contra o Ensino do Português no Estrangeiro (EPE), isto em termos de despedimento de professores, do encerramento de cursos e da privação dos alunos dos cursos de língua e cultura portuguesas”, referiu Pato.

Segundo o líder sindical, “as manobras (do Governo) são muito variadas, desde o apelo ao mecenato até pedir que os pais co-participem o sistema de ensino, através do pagamento de uma jóia, o que faz lembrar a caixa escolar de há 50 anos atrás.”

“Eu estou completamente desiludido, adivinho dias muito difíceis, o desemprego vai ser enorme. Há medidas que serão tomadas a curto prazo, como a cessação de comissões de serviço”, sublinhou o secretário-geral do sindicato.

Carlos Pato referiu que o secretário de Estado não adiantou quantos professores serão atingidos pelas medidas do Governo e nem quais os países abrangidos.

De acordo com o líder sindical, com estas medidas do Governo, nega-se “um direito previsto na Constituição, que é o direito do ensino público e gratuito para todos” os portugueses.

“Parece que a partir do momento em que passamos a fronteira, deixamos de sê-lo (português)”, indicou ainda Carlos Pato.

“Vejo com muito pessimismo o futuro do Ensino Português no Estrangeiro”, declarou, acrescentando que não sabe se, já no próximo ano, haverá o EPE à disposição dos emigrantes portugueses.

O Ensino do Português no Estrangeiro está sob a tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Carlos Pato disse que o secretário de Estado referiu que está a acompanhar a situação do EPE, mas como a tutela é do MNE, “o ministro (Paulo Portas) não lhe delegou quaisquer competências” sobre o assunto.

Na reunião, participou também um representante da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), organização a que o SPE está ligado.

A Agência Lusa tentou entrar em contacto com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas até ao momento não foi possível obter declarações. 

fonte:http://www.publico.pt/

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22
Out 11

Universidades dizem estar 'de joelhos'

O reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, reagiu ao OE afirmando que a instituição que dirige ficará «de joelhos», mostrando-se preocupado com a perda de qualidade em que se podem traduzir os cortes.

Já Arlindo Oliveira, vice-presidente do Instituto Superior Técnico (IST), sublinha as consequências de em 2012 ter de gerir um orçamento 33% inferior ao de 2010: «Vamos ter de cortar nos serviços contratados de limpeza e segurança, mesmo que implique um maior risco de assaltos».

E se até agora o IST estava aberto sábados, domingos e feriados, «o período de funcionamento pode ser reduzido». Para Arlindo de Oliveira, mais preocupante é o sentido de injustiça.

«O IST é financiado em cerca de 60% por receitas próprias. Ou seja, o Estado vai cortar subsídios que não paga».

Além disso, o corte nos subsídios de férias e Natal terá consequências no financiamento dos projectos. «Já há investigadores à procura de trabalho no estrangeiro», lamenta.

fonte:http://sol.sapo.pt/i

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21
Out 11
21
Out 11

Viana: Parque Escolar de Monserrate duplicou área da escola mas faltam funcionários

A Escola Secundária de Monserrate, que recebeu obras de 18,7 milhões de euros da Parque Escolar, funciona com menos auxiliares que em 2009, quando tinha metade da área escolar coberta e poderá ter de fechar alguns espaços.

A situação foi admitida hoje pelo diretor da escola acrescentando que "não será fácil" manter todos os espaços a funcionar já este ano letivo, e que no horário da noite já são encerrados três quartos da escola.

"Há espaços que não sei se vou conseguir pôr a trabalhar", admitiu José Carvalhido da Ponte, que alertava para este cenário precisamente no dia em que a escola assinala os 123 anos de atividade.

fonte:Lusa

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