28
Mai 11
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Mai 11

Ministério quer Escolas Superiores de Educação a formar docentes do secundário

A formação inicial dos professores do ensino secundário poderá vir a ser também atribuída às Escolas Superiores de Educação do ensino politécnico, que actualmente apenas têm competências para formar educadores de infância e docentes dos 1.º e 2.º ciclos.

 

Esta possibilidade é defendida pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos do Ministério da Educação (DGRHE), mas conta com a oposição declarada da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES). Para algumas associações de professores, constitui um novo ataque à qualidade da formação inicial dos docentes. 

Mais de metade dos 492 cursos de formação de professores e de ciências da educação existentes são ministrados em faculdades. O presidente da A3ES, Alberto Amaral, já pediu a intervenção dos respectivos ministros com vista ao esclarecimento da questão, o que ainda não aconteceu. 

Segundo a agência, a Lei de Bases do Sistema Educativo é clara a este respeito, ao estipular que "a formação de professores do ensino secundário realiza-se em estabelecimentos do ensino universitário". A subdirectora-geral dos Recursos Humanos da Educação, Helena Mascarenhas, não concorda e fez chegar ao presidente da A3ES uma comunicação onde defende que aquele artigo "não pode ser interpretado isoladamente" já que, na mesma lei, existem outras disposições que apenas colocam como condição que a formação seja feita através de licenciatura e que este grau passou também, desde 1997, a ser conferido pelo ensino politécnico. 

Mestrados obrigatórios

Desde há quatro anos passou a ser exigido o grau de mestre para a habilitação à docência. Mas, com a reforma de Bolonha, as escolas do ensino politécnico também passaram a ministrar mestrados, embora estes devam visar "uma especialização de natureza profissional". "Não existe qualquer impedimento legal para a criação de cursos superiores de formação inicial de professores do ensino secundário no ensino politécnico, nas suas escolas superiores de educação", conclui Maria Helena Mascarenhas. 

Trata-se de "um salto interpretativo excessivo" e "insustentável", sustenta-se num parecer de resposta assinado por Alberto Amaral e que foi enviado em Fevereiro à ministra da Educação. No documento, a que o PÚBLICO teve acesso, a A3ES apresenta como "inultrapassável" a condição de a formação dos professores do secundário nos domínios de conteúdo científico e humanístico ter de ser feita em estabelecimentos de ensino universitário, mas admite que "uma interpretação conjugada da lei" abra ao politécnico a possibilidade de formar professores para as disciplinas de natureza artística ou vocacional. Para a subdirectora-geral dos Recursos Humanos do ME, esta interpretação configura uma "aberração jurídica". 

Foi o que comunicou numa resposta, enviada no final de Abril, a um pedido de informação feito pela Associação de Reflexão e Intervenção na Política Educativa das Escolas Superiores de Educação, onde reitera a posição que transmitiu à A3ES e que foi contestada por esta, ou seja, a de que não existem impedimentos legais a que a formação dos professores do secundário seja feita por aquelas escolas. Os ministérios da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior e o da Educação não responderam aos pedidos de esclarecimento feitos pelo PÚBLICO.

fonte:http://www.publico.pt/

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26
Mai 11
26
Mai 11

Sindicato dos Professores do Norte interpõe acção judicial contra ultrapassagens de escalões

O Sindicato dos Professores do Norte avançou hoje com uma acção judicial no Tribunal Administrativo e Fiscal por considerar "inconstitucional" a existência de docentes com mais tempo de serviço retidos em escalões inferiores a outros com menos tempo.

 

Segundo o Sindicato dos Professores do Norte (SPN), há docentes no sexto escalão da carreira com mais de cinco anos de tempo de serviço, mas com menos de seis, que estão impedidos de progredir para o oitavo escalão por causa do actual “congelamento” do tempo contado.

Por outro lado, há professores que estavam no sexto escalão que, com menos de cinco anos, puderam progredir para o sétimo degrau antes do referido “congelamento”, o que significa que há, neste momento, professores com menos tempo de carreira em escalões superiores a outros com mais tempo prestado.

“Entende o SPN que essa ultrapassagem é inconstitucional, pelo que não pode aceitar tal facto, pugnando, assim pela remuneração justa e equitativa destes docentes”, denuncia o sindicato na nota enviada à Lusa.

"Os docentes com mais de cinco anos e menos de seis, ou seja, com mais tempo de serviço, iriam progredir para [o oitavo escalão] quando completassem seis anos", o que não é possível devido à suspensão da contagem do tempo de carreira, disse à Lusa José Manuel Costa do SPN.

O sindicalista explicou à Lusa que o que se pretende é que, “no mínimo, seja garantido o pagamento pelo [sétimo escalão]”, embora considere que no final do ano deverá ser “facultado o acesso ao oitavo escalão quando for desbloqueada esta situação”.

Estas circunstâncias, disse José Manuel Costa, seriam "aceites" se não houvesse "nenhum tipo de congelamento".

A acção foi interposta junto do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto em nome de mais de 30 professores.

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22
Mai 11

Alunos de sete anos também vão ter provas de Língua Portuguesa e Matemática

No próximo mês, os alunos de sete anos vão realizar duas provas de âmbito nacional. É a primeira vez, nas últimas décadas, que este tipo de avaliação será aplicado a crianças tão novas, mas, à semelhança do que acontece noutros níveis de ensino, a realização dos chamados testes intermédios tem um carácter facultativo.

 

São as escolas que decidem se querem ou não que os seus alunos os realizem e a que disciplinas. Segundo o Ministério da Educação (ME), para a realização dos testes do 2.º ano inscreveram-se cerca de 650 escolas e agrupamentos. Ontem foi aberto um período de inscrição suplementar, que se prolongará até ao próximo dia 23. No 3.º ciclo e secundário, estes testes têm sido realizados em mais de 1700 escolas.

Ao contrário do que acontece nestes níveis, não serão atribuídas notas aos testes de Língua Portuguesa e Matemática que os alunos do 2.º ano do ensino básico irão realizar nos dias 3 e 8 de Junho. Estes testes irão proporcionar às escolas "uma informação exclusivamente de natureza qualitativa que será partilhada com os encarregados de educação", informou o ME em resposta a questões do PÚBLICO. 

Segundo o ministério, a sua realização "tem como principal finalidade um diagnóstico precoce das dificuldades dos alunos", e poderão, por isso, vir a ser "uma importante ferramenta na prevenção do insucesso no final do 1.º ciclo do ensino básico". Neste nível de ensino, é no 2.º ano que os alunos mais chumbam. Em 2009, último período com informação disponível, a taxa de retenção entre os estudantes de sete anos foi de 6,9 por cento. No 4.º ano, que é o final do 1.º ciclo, desceu para 3,7 por cento. 

Evitar colagem aos exames

Os resultados dos testes intermédios deverão "contribuir para uma intervenção pedagógica e didáctica mais eficaz nos 3.º e 4.º anos de escolaridade" e influenciar já a preparação do próximo ano lectivo, "dado que permitirão orientar e regular as aprendizagens dos alunos", acrescentou o ministério. Terão, no total, 90 minutos de duração, embora este período seja dividido em duas partes de 45 minutos, separadas por meia hora de intervalo.

Os chamados testes intermédios são elaborados pelo Gabinete de Avaliação Educacional, o organismo do ME que é responsável pelos exames, e começaram a ser aplicados há cinco anos no ensino secundário. A partir de 2007/2008, também começaram a ser realizados pelos alunos do 8.º e 9.º ano do 3.º ciclo do ensino básico. A construção dos testes é similar à dos exames nacionais a que os estudantes são sujeitos no final do 9.º, 11.º e 12.º ano. Um dos seus objectivos, segundo o Gave, é precisamente o de os alunos se "familiarizarem progressivamente" com aqueles instrumentos de avaliação.

Para a presidente da Associação de Professores de Matemática, Elsa Barbosa, esta é uma "colagem" que de todo deve ser evitada no 2.º ano do 1.º ciclo. "Os testes neste ano poderão ser uma mais-valia se forem encarados exclusivamente do ponto de vista formativo, tanto pelos professores como pelos alunos", defende. Nesta perspectiva, acrescenta, os docentes terão a possibilidade de contar com um ponto de situação sobre as estratégias desenvolvidas em sala de aula e, com base nos resultados, "poderão melhorar o que não está bem". No caso da Matemática poderão ser particularmente úteis, uma vez que os docentes do ensino básico começaram recentemente a implementar um novo programa, que só foi generalizado a todas as turmas este ano.

Segundo Elsa Barbosa, os testes poderão também ser um instrumento de preparação para as provas de aferição que os alunos realizam no 4.º ano. Estas provas, que começaram a ser implementadas em 1999, são obrigatórias, mas não contam para a nota final do aluno. 

fonte:http://www.publico.pt/

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Estudo conclui que Portugal é um país de gestores e engenheiros

Quase um quarto dos alunos que frequentam o ensino superior em Portugal está a tirar Gestão e cursos na área da Engenharia. Esta é uma das principais conclusões que se pode retirar daCaracterização do sistema de ensino superior 2009/2010, o primeiro grande estudo elaborado pela Agência de Avaliação do Ensino Superior (A3ES) sobre o ensino superior em Portugal, abrangendo os vários sectores e subsectores e tipo de ensino.

 

De acordo com o estudo, a que o PÚBLICO teve acesso, o número global de estudantes ascende a 402.727 e a oferta de cursos em funcionamento ultrapassa os quatro mil (4044). A Agência aponta para "uma distorção da oferta que resulta da lentidão de reacção do sistema às mudanças da procura e uma falta de estratégia a médio/longo prazo das instituições".

Do total de alunos, mais de três quartos (312.251) estão a frequentar o ensino público: 192.641 no universitário, 118.702 nos politécnicos e 908 no ensino militar e policial. Nas instituições privadas, encontram-se 78.060 alunos, sendo que a maioria (52.567) está em universidades e 25.493 nos politécnicos. Os restantes 12.416 frequentam o ensino concordatário. O estudo da A3ES concluiu que 2991 dos cursos (74 por cento) estão no ensino público, enquanto que o privado é responsável por 912 (23 por cento) e o concordatário tem 414 (três por cento). Analisando só o sector público, verifica-se que 70 por cento dos cursos estão concentrados no ensino universitário e 28 nos institutos politécnicos. No sector privado, a proporção é de 65 e 35 por cento, respectivamente.

Gestão é o que tem mais 

A área de educação/formação com mais alunos e a segunda com mais cursos é a das Ciências Empresariais, com mais de 59 mil estudantes (15 por cento do total) e 473 cursos (12 por cento). Só em Gestão e Administração estão 34.635 alunos, o que o torna o curso com mais estudantes em Portugal. No ano 2000, e de acordo com os dados da Direcção-Geral do Ensino Superior, o curso de Gestão ocupava só o sétimo lugar entre os cursos com mais vagas e nem aparecia no top ten dos cursos com mais preferências dos candidatos ao ensino superior.

A segunda área com mais estudantes é a da Engenharia, com um total de 57.778 estudantes (14 por cento). Neste segmento, o curso de metalurgia e metalomecânica é o que abrange mais alunos com quase 19 mil.

Mas, de acordo com o levantamento efectuado pela Agência, o segundo curso que mais pessoas abrange é o da formação de professores/formadores na área das Ciências da Educação, com um total de 25.436 (seis por cento do total). Apesar de ter vindo a perder vagas nos últimos anos, esta área continua a ser a que mais cursos tem em todo o ensino superior, com quase 500 em funcionamento (12 por cento do total).

Em terceiro lugar em ambos os rankings surge o curso de Ciências Informáticas com, respectivamente, 22.623 alunos e 173 cursos. Direito, que no ano 2000 era o segundo curso com mais vagas em Portugal, tem vindo a perder terreno, mas ainda assim aparece no quinto lugar do ranking dos cursos com mais estudantes, com 18.495 (89 cursos).

A comparação entre os subsectores público e privado permite concluir que as áreas de estudo mais pretendidas são as Ciências Empresariais, o Direito e os Serviços Sociais. No ensino universitário, há três áreas que são dominadas claramente pela oferta do subsector público: Agricultura, Silvicultura e Pescas; Ciências Físicas; e Matemática e Estatística. Já no ensino politécnico, "a competição entre os subsectores público e privado é mais clara nas áreas do Direito; da Formação de Professores e Ciências da Educação; e da Saúde", refere a Agência, que concluiu ainda que "há áreas dominadas exlusivamente pela oferta do subsector público: Agricultura, Ciências Físicas, Ciências Veterinárias, Indústrias Transformadoras e Protecção do Ambiente.

Analisando a ofertas nas diversas áreas de estudo relativamente ao ensino politécnico e universitário, verifica-se que o segundo "domina a oferta em todas as áreas, excepto a dos Serviços de Transporte". A área da Saúde é aquela onde há uma distribuição mais equitativa entre estes dois tipos de ensino e as áreas das Ciências Físicas e da Matemática são áreas do ensino universitário. 

 

No politécnicos públicos, 29 por cento dos estudantes estão em cursos de Engenharia e, "ao contrário do ensino universitário, há uma predominância mais evidente de uma área relativamente a outras". Saúde domina no privado

No sector privado, a área da Saúde é claramente a área com mais estudantes, com 20 por cento do total. Os cursos de Enfermagem e de Terapia e Reabilitação são os principais responsáveis por esta situação, com quase 6 por cento cada. Os cursos de Gestão (12 por cento), Formação de Professores (10), Psicologia (9) e Direito (8) aparecem a seguir. 

O estudo concluiu ainda em relação ao politécnico privado, que se registou uma "reconversão" com um "enorme aumento" da influência da área da Saúde (Enfermagem, Terapia e Reabilitação, Diagnóstico e Terapêutica e Farmácia) que já ultrapassou claramente a Educação (41 por cento contra 17 por cento) e "a diminuição" de influência da Gestão, por saturação do mercado, ocupando agora apenas 9 por cento. A Agência prevê mesmo "uma crise a curto prazo na área da Saúde por excesso de oferta". Por outro lado, considera "interessante" a ausência da Engenharia e da Agricultura.

fonte:http://www.publico.pt/E


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22
Mai 11

O que diz a OCDE sobre o ensino superior em Portugal

Conheça o retrato em números da educação de um país a recuperar de décadas de atraso.

É a recomendação da OCDE: estudar mais. Além de aumentar as qualificações nacionais, permite o acesso a melhores salários. Portugal está a revelar-se um bom aluno nesta matéria, apesar de estar a recuperar de um atraso de décadas. Os dados de 2010 do "Education at a Glance" comprovam-no.

1 - Poucos adultos com ensino superior 
A proporção de adultos (25-64 anos) com qualificações superiores em Portugal, de 14%, é uma das mais baixas da OCDE, bem abaixo da média de 28%. Porém, está numa tendência ascendente, tendo subido desde 8% nos últimos dez anos.

2 - Taxas de entrada para a universidade altas 
A expansão do ensino superior é, contudo, bem evidente, salientam os peritos da OCDE. As taxas de entrada para programas ao nível universitário que, com 81% a acederem ao ensino superior em 2008, são das mais altas entre os países da OCDE e subiram drasticamente desde os 53% em 2006.

3 - Taxa de graduação superiores à média
Estas taxas de entrada, combinadas com uma média de cursos completados na universidade melhor do que a média, resultam numa taxa de graduação melhor também do que a média. Portugal tem uma taxa de graduação de 45% comparada com uma taxa de 38% de média do conjunto de países da OCDE.

4 - Vantagem salarial de tirar um curso é maior do que noutros países
As pessoas com um curso superior em Portugal beneficiam de melhores resultados no mercado de trabalho do que aqueles com uma educação ao nível do secundário tanto a nível de menores taxas de desemprego como de melhores salários. Na verdade, sublinha a OCDE, a vantagem salarial em Portugal é maior do que noutros países, se compararmos os graduados do ensino superior e os do ensino secundário. Os que tiraram um curso universitário ou um grau avançado de investigação ganham até 80% mais do que aqueles com o secundário completo ou mesmo com cursos pós-secundário, mas que não se qualificam como ensino superior.

5 - Taxas de retorno do ensino superior entre os mais altos 
O retorno da educação superior está entre os mais altos da OCDE. O ganho bruto para um graduado do ensino superior do género masculino é de 366 mil dólares (246 mil euros) e para uma graduada do género feminino é de 206 mil dólares (cerca de 139 mil euros). Os ganhos públicos são igualmente impressionantes. Ao longo de uma vida de trabalho, os ganhos públicos brutos são de 95 mil dólares (quase 64 mil euros) para um homem e de 117 mil dólares (cerca de 78 mil euros) para uma mulher, com o diploma do ensino superior, o que é cerca de cinco vezes o investimento público inicial. No entanto, alguma cautela é necessária, avisam os peridos da OCDE, já que Portugal aumentou a adesão ao ensino superior, mas há poucas provas de que haja um excesso de oferta de licenciados. As taxas de desemprego para os jovens de 15-29 anos diminuíram para os que têm formação superior, mas aumentaram para os que têm um diploma do secundário, em 2009.

6 - Bolsas e apoios são metade da média da OCDE
Os gastos por estudante do ensino superior em Portugal, apesar de bem abaixo da média dos países da OCDE (sete mil euros comparados com 8,7 mil euros), aumentou consideravelmente nos últimos anos. A OCDE frisa que houve uma subida de 58% na despesa por estudante, o segundo maior aumento dos países da OCDE. Enquanto aumentos no financiamento público contribuíram fortemente para esta subida, também houve um grande aumento do financiamento privado, que hoje compõe 30% do financiamento do ensino superior, comparado com 8% em 2000. Ao mesmo tempo, os subsídios e apoios aao estudo representam apenas 11% do total do financiamento público do ensino superior, bem abaixo da média da OCDE de 20%.

fontE:http://economico.sapo.pt/

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18
Mai 11

Avaliação das Novas Oportunidades não incide sobre a qualidade da formação

A avaliação externa do programa Novas Oportunidades não contemplou, até hoje, uma aferição directa da qualidade da formação ministrada no âmbito desta iniciativa, que, em seis anos, permitiu a certificação de 520 mil pessoas com diplomas do 4.º, 9.º e 12.º anos, confirmou ao PÚBLICO o investigador Joaquim Azevedo, um dos peritos que têm acompanhado o trabalho de avaliação iniciado em 2008.

 

Ontem, reagindo ao anúncio do líder do PSD, Pedro Passos Coelho, de que irá pedir uma auditoria externa ao programa, tanto o primeiro-ministro, José Sócrates, como os ministros da Economia e da Educação, Vieira da Silva e Isabel Alçada, frisaram que aquela iniciativa já é alvo de uma avaliação externa a cargo de uma equipa da Universidade Católica, dirigida pelo ex-ministro da Educação (1987-1991) do Governo PSD da altura, Roberto Carneiro. 

Contratada pela Agência Nacional para a Qualificação, responsável pelas Novas Oportunidades, esta avaliação externa tem-se centrado na aferição das percepções dos envolvidos na iniciativa e no apoio à auto-avaliação dos Centros Novas Oportunidades, precisou Joaquim Azevedo. Em 2009, quando apresentou o primeiro relatório de avaliação, Roberto Carneiro já tinha esclarecido que o objectivo do trabalho da sua equipa não era a qualidade e o rigor do processo de certificação em si, mas sim o de "avaliar a qualidade do ponto de vista da percepção das pessoas que estão envolvidas".

No primeiro relatório, apresentado em 2009, a percepção das competências adquiridas foi aferida através de 35 questionários. No segundo, divulgado o ano passado, foram inquiridas 450 pessoas que já tinham concluído a sua certificação. Todos os entrevistados afirmaram ter adquirido novas competências, nomeadamente no que diz respeito ao uso do computador e da Internet; à capacidade para aprender a aprender (a maioria manifestou a vontade de prosseguir novas formações); e em literacia (leitura, escrita e comunicação oral). 

"Sede de aprender"

A vice-presidente da Agência Nacional para a Qualificação, Maria do Carmo Gomes, lembra que a avaliação desenvolvida pela Universidade Católica foi elogiada por antigos governantes do PSD, como David Justino e José Canavarro. Segundo esta responsável, a formação ministrada naquele programa também acabará por ser avaliada através de testes, no âmbito do programa da OCDE que visa medir as competências dos adultos entre os 16 e os 65 anos em literacia, numeracia e resolução de problemas em ambientes tecnológicos. Os resultados serão conhecidos em 2013. 

Em 1998, no último estudo sobre literacia de adultos em que Portugal participou, 80 por cento dos avaliados não chegaram ao nível dois. Existem cinco. Considera-se que o limiar mínimo para a participação na sociedade e o desenvolvimento económico é o nível 3. 

"Existem mais de 900 mil pessoas que se inscreveram nos Centros Novas Oportunidades. Isto mostra uma sede de aprender que é notável", sublinha Joaquim Azevedo, que foi secretário de Estado do PSD, mas que repudia as afirmações feitas, na segunda-feira, pelo líder social-democrata - Passos Coelho classificou as Novas Oportunidades como uma "credenciação à ignorância" -, que estiveram na origem da nova polémica em torno daquele programa. 

"Não se pode dizer isto. É de quem não sabe. Conheço imensos Centros Novas Oportunidades que fazem um trabalho notável e conheço alguns que já deviam ter encerrado", afirmou, acrescentando que neste caso "não está com uns, nem com outros, já que o Governo, as autoridades públicas, tiveram muitos anos para actuar sobre os centros que não estão a funcionar bem e não o fizeram", apesar de saberem quais são. 

Amanhã, a pedido do PS, a comissão permanente da Assembleia da República vai debater as Novas Oportunidades. Os socialistas justificaram a iniciativa com a "enorme ignorância" manifestada pelo PSD. Pedro Duarte garantiu que, se for Governo, o PSD prosseguirá com aquele programa, embora noutros moldes. "O nosso objectivo final é darmos credibilidade às Novas Oportunidades", acrescentou, acusando o PS de ter transformado a iniciativa em "mero instrumento de propaganda eleitoral": "O engenheiro Sócrates está convencido de que pode trocar diplomas por votos".

fonte:http://www.publico.pt/

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18
Mai 11

Ministério prolonga validação do concurso de professores

As escolas têm mais 24 horas para validarem as candidaturas do concurso de professores para suprir as necessidades transitórias. Cerca de 96 por cento das inscrições já estão validadas.

O prazo para as escolas validarem as candidaturas de professores ao concurso foi prolongado por 24 horas, terminando terça-feira, pelas 18h00.

A informação foi dada à TSF pelo presidente da Associação de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Adalmiro Fonseca, que citou uma nota enviada às escolas pelo Ministério da Educação.

As escolas tinnam pedido o prolongamento do prazo na sexta-feira, devido a problemas de acesso à plataforma electrónica utilizada para formalizar as candidaturas destinadas à colocação de quase 55 mil professores contratados nas escolas para o próximo ano lectivo.

Adalmiro Fonseca disse que o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Ventura, respondeu à comunicação, mas «para dizer que não havia necessidade de prolongar o prazo que terminava esta segunda-feira às 18h00».

Segundo o ministério da Educação, até às 16h30, desta segunda-feira, foram validadas 52.758 candidaturas de docentes, correspondentes a 96 por cento do total.

fonte:http://www.tsf.pt/

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15
Mai 11
15
Mai 11

Sócrates aponta Educação como "principal batalha do Governo"

O secretário-geral do PS, José Sócrates, acusou também o PSD de "pôr em causa o modelo de gestão do ensino público".

No discurso de encerramento do Fórum da Juventude em Braga, o líder do Partido Socialista (PS), José Sócrates, elegeu a "educação pública" como garante de "igualdade na oportunidade de acesso ao conhecimento", justificando assim a importância de "lutar por uma rede de escolas públicas que dê as mesmas condições a todos".

O primeiro-ministro apontou a Educação como a "principal batalha" e a "área na qual o Governo fez a maior intervenção nestes seis anos" - recordando o "investimento na tecnologia e na requalificação" das escolas - e afirmou que exemplo disso é o facto de "pela primeira vez Portugal ter na escola 81 por cento de jovens a estudar".

José Sócrates, a propósito do programa eleitoral do PSD, criticou o "radicalismo ideológico também presente na Educação".

"O PSD quer que se ponha em causa o modelo de gestão do ensino, atribuindo aos privados a gestão da escola pública", acusou Sócrates.

O primeiro-ministro respondeu às críticas da oposição "de desperdício e luxo" na requalificação das escolas, explicando que "quando se vê o novo mobiliário das escolas, as novas tecnologias, percebe-se que este país está a apostar onde deve: na Educação".

Sobre as eleições de 05 de junho, o líder socialista afirmou que a escolha a ser feita é "simples" e será entre um "partido com um discurso no interesse geral", o PS, e um partido "que apresenta um programa eleitoral num domingo e na quinta-feira diz que o vai alterar no capítulo da Educação".

Perante uma plateia de jovens, José Sócrates referiu-se às dificuldades do mercado do trabalho para exemplificar uma vez mais o "radicalismo" do PSD.

"O radicalismo chegou aqui: o líder do PSD tem a ideia que é preciso um contrato único. Hoje há contratos a prazo e sem prazo. Ele propõe que acabem estes contratos sem prazo e que todos os contratos passem a ter prazo. E com isto é contribuir para combater a precariedade e dar mais emprego aos jovens?", questionou Sócrates.

José Sócrates acusou mais uma vez o PSD de ter "provocado uma crise política" com o intuito de "regressar ao poder", mas, reiterou Sócrates, "uma coisa é provocar eleições, outra é ganhá-las".

O líder socialista apelou ainda à participação dos jovens na campanha eleitoral, argumentando que "nesta campanha está em jogo a defesa dos grande valores do PS" e garantiu que vai "lutar para defender a igualdade de oportunidades e o Estado Social moderno".

Segundo Sócrates, "esta é o momento de afirmar os valores do PS e lutar pelo Estado democrático, moderno e social que a Europa construiu e este Governo".

fonte:http://www.dn.pt/

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12
Mai 11

Provas de ingresso ao ensino superior vão voltar a incluir Filosofia

A disciplina de Filosofia vai voltar a poder ser escolhida como prova de ingresso no ensino superior. Mas tal só acontecerá a partir de 2014, que é a altura em os primeiros alunos do secundário que irão realizar um exame nacional de Filosofia chegarão ao 12º ano.

 

A possibilidade de as Universidades passarem a incluir aquela disciplina como prova de ingresso consta de uma deliberação da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior, publicada na semana passada em Diário da República, estabelece-se que as instituições do ensino superior podem juntar Filosofia ao conjunto de provas que já têm fixado ou alterar este elenco de modo a substituir algumas disciplinas por aquela. O prazo de entrega das propostas de alteração terminou no passado dia 6. 

Na deliberação justifica-se esta mudança com o facto de, partir do próximo ano lectivo, a avaliação externa dos alunos do secundário voltar a incluir Filosofia. O exame nacional, com carácter opcional, será realizado no final do 11º ano, segundo determina o decreto-lei de Abril passado que fixou várias alterações curriculares para o ensino secundário. 

Com o final do exame nacional de Filosofia em 2007, a maioria das escolas deixaram de ter turmas desta disciplina no 12º ano. Esta situação passará a ser a norma, uma vez que nova matriz para os cursos científicos – humanístico só prevê o ensino da disciplina no 10º e 11º ano. A diferença é que a disciplina poderá ser escolhida para completar o conjunto de exames e como prova de ingresso. Estas eram duas condições indispensáveis, segundo professores de filosofia e instituições do ensino superior, para o renascimento da procura. Segundo dados da Direcção-geral do Ensino Superior, O número e colocados nos cursos superiores de filosofia passou de 342 em 2000 para 184 no ano passado. Os candidatos ao superior podem escolher seis opções. Em 2010, Filosofia foi primeira opção para 78. Em 2000 tinha sido escolhida em primeiro lugar por 256 candidatos.

fonte:http://www.publico.pt/

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12
Mai 11

Provas de aferição de Matemática com questões que exigiam "grande capacidade de interpretação"

Várias questões das provas de aferição de Matemática do 4.º e 6.º anos, realizadas ontem por cerca de 237 mil alunos, exigiam dos alunos mais "capacidade de interpretação" do que conhecimentos da disciplina.

 

Esta é uma das conclusões da Associação de Professores de Matemática (APM), que elaborará um parecer mais pormenorizado no fim-de-semana. Segundo a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), as provas tiveram "um nível de exigência mais adequado do que as de anos anteriores".

Nem a SPM, nem a APM se pronunciaram sobre uma das queixas repetidas por alguns alunos e professores, dando conta que, na prova do 6.º ano, a repartição de tempos entre as duas partes do teste não teve correspondência com a dificuldade dos exercícios propostos. As provas deste ano foram constituídas por dois cadernos. Aos alunos do 4.º ano foram dados 45 minutos para cada um. Os do 6.º tiveram 60 minutos para realizar o primeiro e 40 para fazer o segundo. 

No blogue A Educação do Meu Umbigo, um professor que esteve de vigilância às provas resumiu o que se passou com estes alunos: "Primeira parte: muito fácil, sobrou muito tempo. Segunda parte: mais difícil e pouco tempo". Miguel Abreu, presidente da SPM, indicou que vão reanalisar a prova, tendo em conta os tempos atribuídos para a sua realização. 

Helena Amaral é professora no 4.º ano e analisou para a APM as provas que os seus alunos também realizaram ontem. "Há muitos enunciados em que se apela a uma grande capacidade de interpretação. Numa prova que se destina a testar conhecimentos de Matemática, isso significa que estamos a desviar-nos desse objectivo. Nessas questões, testou-se mais as capacidades de leitura e interpretação dos alunos do que os seus conhecimentos na disciplina", afirmou ao PÚBLICO. Quanto à prova do 2.º ciclo, a presidente da APM, Elsa Barbosa, considerou-a "relativamente acessível". "Está dentro do que é esperado que os alunos sejam capazes de resolver", precisou. Esta docente não critica o facto de algumas questões fazerem apelo a "grande capacidade de interpretação", adiantando que corresponde ao que se pede no programa. "É um bom sinal que tal seja exigido", acrescentou.

Para a SPM, as provas de ontem representam "uma evolução positiva" em termos de exigência: "Notamos em particular a ausência de perguntas completamente desadequadas ao nível etário dos alunos, havendo um maior número de questões mais interessantes, algumas com maior grau de complexidade". Este progresso é "particularmente notório" na prova do 6.º ano, não tanto pelo conteúdo, mas por comparação à realizada o ano passado. Em 2010, esta sociedade científica denunciou a existência de "um número muito exagerado de questões demasiado elementares". Mas a percentagem de negativas aumentou em ambos os anos.

fonte:http://www.publico.pt/

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