Notas do básico e secundário afixadas ainda esta semana

As notas dos alunos do básico e secundário começam a ser afixadas no final desta semana e os exames de equivalência podem arrancar já na próxima, revelou o vice-presidente da associação de diretores escolares.


Depois de 19 dias de greve às avaliações, a "normalidade regressou às escolas com o acordo entre o Ministério da Educação e os sindicatos de professores" anunciado ao início da tarde de terça-feira, disse o vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima.

"Acredito que as notas serão conhecidas ainda no final desta semana ou início da próxima, dependendo do tamanho das escolas, número de turmas e alunos. Ontem à tarde, os professores começaram logo as avaliações. As escolas começaram a respirar um clima de tranquilidade", disse Filinto Lima.

Os alunos dos 6.º, 9.º e 12.º anos, que este ano terminaram as aulas a 7 de junho, saberiam as suas notas a 14 de junho. As pautas dos restantes estudantes seriam afixadas na semana seguinte, entre 17 e 21 de junho, lembrou o vice-presidente da associação.

No entanto, a decisão de aplicar a mobilidade especial aos professores levou a que estes avançassem com um período de luta, que começou a 7 de junho e terminou esta terça-feira, levando ao adiamento da grande maioria das reuniões de conselhos de turmas.

"Para recuperar o tempo perdido, algumas reuniões estão a ser marcadas para o final do dia e início da noite. Está a haver um esforço por parte dos professores e das escolas", garantiu Filinto Lima.

O facto de não haver notas atribuídas levou à suspensão do calendário dos exames internos de frequência, que permitem aos alunos do 6.º e 9.º anos que tiveram negativa a uma disciplina realizar uma prova de recuperação para que possam passar.

"Está definido que depois de afixadas as pautas, os alunos têm dois dias para se inscrever aos exames. As escolas já estão a elaborar novos calendários, havendo algumas que já os poderão ter afixado. Os alunos têm de estar atentos, porque as provas podem começar já em meados da próxima semana", alertou.

Depois das pautas afixadas, exames realizados e todas as notas atribuídas, os professores terão ainda de formar as turmas para o próximo ano letivo que deverá começar entre 12 e 16 de setembro.

Filinto Lima reconhece que "há um trabalho enorme por fazer" mas acredita que o arranque do ano não está comprometido.

Além da greve às avaliações, os docentes fizeram também greve ao exame nacional de Português, impedindo que cerca de 18 mil alunos do 12º ano o realizassem. Para os sindicatos, a luta permitiu conseguir garantias de que não haverá professores na mobilidade especial, enquanto para o ministério, as greves acabaram por prejudicar alunos e famílias e eram escusadas.

Depois de dois dias de negociações, o ministro Nuno Crato defendeu que os "efeitos prejudiciais" da greve poderiam ter sido evitados, por entender que "as greves foram marcadas invocando motivos infundados que não correspondiam ao que o Ministério declarava nem ao que foi posto em prática".

Na ata assinada entre sindicatos e ministério ficou acordado que a requalificação profissional só começará a ser aplicada aos docentes em fevereiro de 2015 e que haverá uma contagem especial do tempo de permanência neste regime. Além disso, as cinco horas a mais no horário de trabalho poderão ser feitas fora das escolas e todos os docentes com horário zero poderão criar um horário, equiparado a letivo, com base em atividades como o apoio aos alunos, coadjuvação de colegas e aulas de substituição, escapando assim à mobilidade especial.

fonte:http://www.jn.pt/Pa


publicado por adm às 23:14 | comentar | favorito