01
Ago 15

Há mais 10 mil candidatos ao superior do que em 2014, em duas semanas de candidatura

A cerca de uma semana do fim do prazo de candidatura para a primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, o número de candidatos está já a cerca de sete mil candidaturas do total registado em 2014, quando 42.455 alunos concorreram ao ensino superior nesta fase.

Numa comparação com o período homólogo, o número de candidaturas este ano é superior em praticamente 10 mil registos: em 11 dias candidataram-se este ano 35.123 alunos, contra 25.426 em 2014.

A primeira fase de acesso ao ensino superior arrancou a 20 de julho, com 50.555 vagas disponíveis para 1.048 cursos em universidades e politécnicos públicos, iniciando-se a entrega de candidaturas através do portal da DGES.

O processo de candidaturas decorre até 07 de agosto, e os resultados do concurso vão ser divulgados um mês depois, a 07 de setembro, no portal da DGES.

De acordo com os dados disponibilizados pela DGES, há este ano menos 265 vagas no ensino superior público na primeira fase do concurso nacional de acesso, face às 50.820 de 2014, uma redução em termos percentuais inferior a 1%.

O número de vagas para aceder aos cursos superiores públicos está em queda desde 2012, depois de, em 2011, se ter atingido um pico de oferta com 53.500 vagas levadas a concurso.

A quebra no número de vagas tem sido acompanhada pela quebra no número de candidatos, uma tendência que apenas mostrou sinais de inversão no ano passado, o primeiro desde 2008 a registar um aumento nas candidaturas, com 42.455 estudantes a tentar aceder ao ensino superior na primeira fase.

IMA // MAG

fonte:Lusa/fim

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01
Dez 14

Quase 40% dos alunos abandonam o 12º ano

Quase 40% dos alunos matriculados no 12.º ano em 2012-2103 não o concluíram, o que demonstra que o secundário é o nível de ensino com a mais elevada taxa de insucesso. Assim, dos 51.602 alunos matriculados no 12.º ano, em Portugal Continental, 61,57% terminaram o ano.

Os números demonstram que o insucesso vai aumentando à medida que se progride no nível de escolaridade: a taxa de insucesso no 4º ano foi inferior a 5%, em 94.430 matrículas registadas, no 6º ano 15%, em 102.265 alunos inscritos, no 9º ano atinge os 20%, em 89.259 alunos matriculados, e do 9º ano para o 12.º duplica.

A taxa de conclusão por distritos é relativamente homogénea no 4º ano. A partir do 6.º ano, Lisboa tem taxas de conclusão inferiores a outros distritos.No 12.º ano, regista mesmo a mais baixa: 54,25%. Viana do Castelo é o distrito que apresenta sempre a taxa de conclusão mais elevada em todos os níveis de ensino básico e secundário.

Estas contas têm em conta os dados das escolas públicas.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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30
Nov 14

Escolas privadas lideram, mas público volta a ter média positiva

Apesar do ensino privado e cooperativo continuar a dominar os lugares cimeiros dos rankings de escolas secundárias com as melhores notas nos exames, a média das escolas públicas volta a ser positiva (10,34 valores) quando o ano passado era de 9,43%. Também a média das privadas subiu de 10,71 em 2013 para 11,64 este ano.

O Colégio Nossa Senhora do Rosário, no Porto, é a escola com a média mais alta nos exames nacionais do secundário, com 14,45 valores, de acordo o  ranking da Lusa. No segundo lugar do pódio vem a Escola Salesianos do Estoril (14,35) e em terceiro o Colégio Moderno (14,28).

O ensino privado e cooperativo ocupa as 23 primeiras posições deste ranking, enquanto a primeira pública, no 24º lugar, e é a Escola Secundária Raúl Proença, nas Caldas da Rainha.

Em termos de classificação interna final, que representa a nota atribuída aos alunos tendo em conta todo o trabalho realizado ao longo do ano lectivo, a média para as escolas privadas foi de 14,63 valores e de 13,36 para as públicas, valores muito semelhantes aos do ano anterior.

Nas provas finais do 9º ano, a melhor escola também é do Porto:  Colégio Nossa Senhora da Paz, com 4,25 valores, enquanto apenas um terço das escolas do país passa a Português e a Matemática.

Nos exames do 6º ano, sete em cada dez escolas teve negativa na média das provas nacionais. A melhor escola é o Externato Mundo da Criança, em Lisboa, com 4,21 valores (escala de 1 a 5).

No 4º ano, a média do Externato Menino Jesus, em Coimbra, foi a melhor a nível nacional nas provas finais (4,6). No entanto, se em 2.222 escolas a média das notas dos alunos do 4º ano foi positiva, nas restantes 1.757 não atingiu o nível três (numa escala de um a cinco).

fonte:http://economico.sapo.pt/

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07
Set 14

Há 12 universidades e politécnicos que vão dar bolsas de 1.500 euros

O Ministério da Educação vai atribuir bolsas de 1.500 euros anuais, a um máximo de mil alunos, para 12 instituições do ensino superior fora das grandes áreas urbanas.

Em comunicado divulgado este sábado, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) anunciou que já foi assinado o despacho que regulamenta o programa +Superior, uma iniciativa que visa atrair candidatos a instituições de ensino superior de "regiões do país com menor pressão demográfica".

Esta "bolsa de mobilidade" de 1.500 euros anuais, a atribuir a um máximo de mil alunos, pretende contribuir para "a coesão territorial e para a fixação de jovens qualificados no interior do país".

As universidades da Beira Interior, de Évora, de Trás-os-Montes e Alto Douro, e os Politécnicos de Beja, Bragança Castelo Branco, Guarda, Portalegre, Santarém, Tomar, Viana do Castelo e Viseu são as instituições seleccionadas para o programa.

Podem ser candidatos ao programa +Superior todos os estudantes inscritos no ensino superior, na sequência de uma colocação na 1.º, 2.º ou 3.º fases do concurso nacional de acesso, num ciclo de estudos de uma das 12 instituições seleccionadas.

Podem ser portugueses ou de outro estado membro da União Europeia e com residência habitual em Portugal, mas não podem ser provenientes de nenhum concelho do interior do país.

Ficam assim excluídos os oriundos dos concelhos das seguintes NUTS (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos): Cova da Beira, Alentejo Central, Douro, Baixo Alentejo, Alto Trás-os-Montes, Beira Interior Sul, Beira Interior Norte, Serra da Estrela, Alto Alentejo, Lezíria do Tejo, Médio Tejo, Minho-Lima e Dão Lafões.

Os candidatos têm um mês para formalizar a candidatura, 10 de Setembro e 10 de Outubro, que deve ser realizada pela Internet através da página da Direcção-geral do Ensino Superior.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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Quase metade dos cursos já não têm vagas e 73 não tiveram nenhum candidato

Quase metade dos cursos superiores ficou com as suas vagas completamente preenchidas na 1ª fase, mas há 73 cursos sem qualquer estudante colocado e 429 com menos de 20 alunos.

De acordo com os dados divulgados pela Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES), 46,2% dos cursos, ou seja, 495 cursos, já não têm vagas disponíveis para as próximas fases de colocação no ensino superior.

No entanto, há 73 que não tiveram qualquer colocado, mais sete do que os 66 registados em 2013. Destes 73 cursos, a maioria (46) são na área da engenharia, à semelhança do que aconteceu no ano passado.

Também como aconteceu em 2013, os politécnicos voltam a estar em maioria nesta lista, mas há também cursos das universidades de Lisboa, Trás-os-Montes, Aveiro, Évora, Minho e Açores.

Para além de diferentes engenharias, entre os cursos sem colocados há formações em gerontologia, auditoria e fiscalidade, contabilidade, paisagismo e ainda uma licenciatura em redes sociais.

Os dados indicam ainda 1.071 ofertas formativas disponíveis na 1ª fase do concurso de acesso, menos 26 do que as 1.097 de 2013, mas isto não significa necessariamente que tenham encerrado cursos.

De acordo com explicações prestadas pelo Ministério da Educação e Ciência, a diminuição das ofertas pode explicar-se por encerramentos por iniciativa das instituições, encerramentos por força das orientações legais fixadas para casos de falta continuada de procura, ou, em casos de cursos com vagas para ensino diurno e ensino nocturno, por terem deixado de existir vagas para um dos casos.

Numa comparação com a lista de ofertas de 2013, os candidatos em 2014 perderam 11 ofertas em regime pós-laboral, uma vez que este ano estão apenas disponíveis 96, contra as 107 de 2013. Este ano há também menos uma oferta face às sete que existiam em 2013 para o ensino à distância.

Em 2014 houve 301 cursos que tiveram menos de 10 colocados, mas, ainda assim, são menos de metade daqueles que se encontravam na mesma situação em 2013, quando 612 dos 1.097 cursos disponíveis não chegavam à dezena de alunos depois das colocações na 1ª fase.

Os cursos com menos de 20 colocados nesta fase representam 40% do total, com 429 ofertas de formação nesta situação.

Quase 90% dos 42.408 candidatos a um lugar no ensino superior público conseguiram colocação nas universidades e politécnicos na 1ª fase do concurso de acesso, mas houve menos colocados na 1ª opção do que em 2013.

No ano em que o número de candidatos em relação ao ano anterior aumentou pela primeira vez desde 2008 (houve mais 1.989 candidatos em 2014 do que em 2013 (40.419), aumentou também o número de colocados na 1ª fase em relação ao ano anterior, ainda que de forma ligeira.

De acordo com a informação divulgada pela Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES), este ano conseguiram lugar nas universidades e politécnicos 37.778 candidatos, apenas mais 363 do que os candidatos colocados na 1ª fase do concurso de acesso em 2013. Por ocupar ficaram 13.168 lugares, menos 1.008 vagas do que em 2013.

Em termos percentuais, em 2014 conseguiram colocação apenas 89% dos candidatos, face aos 93% que entraram no ensino superior em 2013.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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02
Ago 14

Mais de 31 mil candidatos ao ensino superior

A Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) recebeu, até ao final de quinta-feira, e ao fim de 15 dias após a abertura do concurso de acesso ao ensino superior, mais de 31 mil candidaturas às vagas nas universidades e politécnicos.

Os números estão disponíveis na página na Internet da DGES, e a contabilização da evolução diária de candidaturas ao ensino superior totaliza já 31.481 candidatos, a uma semana do fecho do concurso.

Comparando com os primeiros 15 dias do concurso nacional de acesso de 2013, este ano registaram-se cerca de três mil candidaturas a mais.

A primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior arrancou a 17 de Julho e decorre até 8 de Agosto, com 50.820 vagas a concurso, um número que não era tão baixo desde 2008.

Universidades e politécnicos públicos vão disponibilizar, para os candidatos ao ensino superior, na primeira fase do concurso nacional, 50.820 vagas, nos 1.067 cursos que abrem em 2014-2015, menos 641 lugares do que os 51.461 colocados a concurso no ano lectivo de 2013-2014.

De acordo com a informação disponibilizada pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), o número total de vagas disponíveis para a primeira fase do concurso nacional de acesso está a cair desde 2011, ano em que foram a concurso 53.500 lugares.

Também o número de alunos candidatos ao ensino superior tem vindo a diminuir desde 2010, havendo em 2012 menos 6.739 concorrentes do que naquele ano, de acordo com dados apurados no final da terceira fase.

fonte:Lusa/SOL

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21
Jul 14

Mais de 2000 professores autorizados a exercer perto de casa por motivo de doença

O Ministério da Educação e Ciência autorizou hoje 2.104 professores, que solicitaram a mobilidade interna por doença ou de familiares, a exercer a profissão na proximidade das suas residências ou das instituições onde acompanham tratamentos.

O Destacamento por Condições Específicas é atribuído a todos os que reuniam os requisitos necessários para o efeito, de acordo com o Despacho 6969/2014.

Em comunicado, o ministério refere hoje que os docentes que solicitaram a mobilidade interna por motivo de doença sua ou de familiares ficarão assim afectos às escolas da sua preferência, de modo a poderem exercer a sua profissão na proximidade das suas residências ou das instituições onde realizam ou acompanham tratamentos.

Dos 2.104 requerimentos válidos, 1.291 foram apresentados por doença incapacitante do próprio docente, 473 por doença incapacitante de ascendente que com o docente coabita e que dele depende exclusivamente, 212 por doença incapacitante de descendentes e 128 por doença incapacitante de cônjuge ou de pessoa com quem vivem em união de facto.

"Assim, a quase dois meses do arranque do próximo ano lectivo, estes professores têm já a sua situação definida, respondendo-se deste modo a situações pessoais que mereciam especial atenção social e humana. Este foi um compromisso assumido pelo Ministério da Educação e Ciência e que tem sido cumprido nos últimos anos", refere o MEC em comunicado. 

O despacho foi hoje assinado pelo secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar.

fonte:Lusa/SOL

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959 docentes com aumento salarial e retroactivos desde 2011

Ministério da Educação vai reposicionar professores na tabela salarial já em Agosto. Tratam-se de docentes que em Junho de 2010 estavam no índice 245 havia mais de cinco anos e menos de seis.

Quase 1.000 professores vão ter uma folha salarial com mais dígitos no final de Agosto. O devido reposicionamento destes docentes na tabela salarial dará mais 245 euros a cada um por mês. Além deste aumento, os 959 docentes vão ainda receber os retroactivos desde 2011.

 

"A Direcção-geral de Planeamento e Gestão Financeira iniciou hoje [dia 21 de Julho] o procedimento de reposicionamento no índice remuneratório 272 de cerca de 959 professores. (...) O reajuste será reflectido no recibo de vencimento de Agosto e o reposicionamento tem efeitos desde 2011, sendo pago retroactivamente desde essa altura. O Ministério da Educação e Ciência corrige assim uma irregularidade herdada, repondo a equidade". O comunicado chegou às redacções ao final do dia de segunda-feira, mas o ministério não esclareceu o Negócios sobre o montante que será gasto com esta reposição.

 

Desde 2010 que o Estatuto da Carreira Docente previa a progressão dos docentes com quatro, cinco e seis anos de serviço. Os dois primeiros foram reposicionados logo na altura, mas estes últimos permaneceram no índice 245 até porque com o Orçamento de Estado para 2011 impedia valorizações remuneratórias. Agora, e depois de decisões judiciais favoráveis aos docentes, o Ministério de Crato vai regularizar a situação e o salário destes docentes passará de 2.227 para 2.473 euros. Em Agosto receberão ainda retroactivos desde 2011.

 

A partir de Setembro, será a vez dos professores contratados com horários anuais e completos receberem um aumento salarial. Esta é uma das medidas adoptadas pelo Governo português para responder às exigências da Comissão Europeia.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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09
Jun 14

Governo quer fechar pelo menos 44 turmas

O Governo vai fechar, no próximo ano lectivo, pelo menos 44 turmas com contrato de associação com o Estado, mas pretende que encerrem 64, tendo ainda decidido reduzir progressivamente o financiamento por turma.

"Tendo em conta as projecções demográficas relativas ao número de alunos matriculados no sistema de ensino, e a consequente redução global do número de turmas, os serviços do Ministério da Educação e Ciência desenvolveram um trabalho de harmonização entre a rede de escolas públicas e a rede de escolas com contrato de associação, apontando para uma diminuição de 64 turmas a financiar ao abrigo destes contratos no próximo ano lectivo", refere o comunicado do Ministério da Educação e Ciência (MEC), hoje divulgado.

Nas negociações com a associação que representa as escolas e colégios privados -- Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) -- o MEC acordou o encerramento de um mínimo de 44 turmas com contrato de associação com o Estado.

"Caso o total de turmas não atinja a redução de 64, o financiamento anual por turma será progressivamente reduzido, do valor actual de 81.023 [euros] até aos 80.105 euros, valor que se atingirá se se verificar que foram constituídas apenas menos 44 turmas", explica o comunicado.

Significa isto que, se a redução de turmas ficar entre as 44 e as 64, as escolas recebem um financiamento por turma, por parte do MEC, que pode chegar a uma diferença de pouco menos de mil euros, se a decisão for a de encerrar apenas 44, ou não sofrer qualquer corte, se as escolas privadas optarem por fechar as 64 turmas que o ministério pretende ver encerradas.

Entre as 44 e as 64 turmas encerradas, o valor a pagar será calculado de forma progressiva, entre os 81.023 euros e os 80.105 euros, e definido consoante se aproxime mais do mínimo de encerramentos acordados ou do objectivo do Governo.

"Este acordo, tendo por base a indicação dos serviços para a racionalização dos recursos existentes, permite ao Ministério da Educação e Ciência cumprir o objectivo de redução da despesa com contratos de associação, uma das componentes da redução de despesa inscrita no Documento de Estratégia Orçamental", refere o MEC, no comunicado.

Os contratos de associação visam garantir aos alunos de zonas geográficas sem cobertura de escola pública a oportunidade de frequentar uma escola privada, de forma gratuita.

Existem actualmente 1809 turmas, espalhadas por 80 escolas particulares, com contrato de associação com o Estado.

Em Julho do ano passado, o Governo tinha acordado com a AEEP uma redução do financiamento por turma para 2014 dos 85.288 euros para os 81.023 euros, que vigoram desde Janeiro, um corte que a associação que representa as escolas privadas considerou, na altura, "a solução mais adequada" no actual contexto económico.

O corte global de 7,8 milhões de euros, acordado em 2013 nas transferências para os privados, representou uma redução de 5% no financiamento por turma.

fonte:Lusa/SOL

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Governo reduz financiamento a turmas dos colégios privados

Colégios vão ter de reduzir 64 turmas com contrato de associação. Se não conseguirem cortar tantas, terão um financiamento mais baixo por turma.

Com o número de alunos em queda e a necessidade de cortar na despesa, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) decidiu que vai deixar de financiar 64 turmas ao abrigo dos contratos de associação no próximo ano lectivo. A associação que representa o sector vê a medida com "desagrado" e diz que objectivo é poupar cerca de "cinco milhões de euros" por ano.

 

Segundo informou o Ministério de Nuno Crato "caso o total de turmas não atinja a redução de 64, o financiamento anual por turma será progressivamente reduzido, do valor actual de 81.023 até aos 80.105 euros, valor que se atingirá se se verificar que foram constituídas apenas menos 44 turmas". Este é de resto o número mínimo de turmas a encerrar obrigatoriamente a partir de Setembro.

 

O director executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, Rodrigo Queiroz e Melo, vê com "desagrado" a medida e embora tenha admitido ao Negócios que "há ajustamentos a fazer", frisa que esse "não parece ser o caminho certo para o aprofundamento da liberdade de escolha da escola" que o próprio Governo defende.

 

Não parece ser o caminho certo para o aprofundamento da liberdade de escolha da escola.
 
Rodrigo Queiroz e Melo, director executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo

 

Rodrigo Queiroz e Melo avançou ainda que no ano anterior, fruto da demografia, já houve uma redução natural de 29 turmas e lembrou os sucessivos cortes nas transferências nos últimos anos, "muitíssimo superiores ao ajustamento do orçamento do Ministério da Educação". "É como se nos estivéssemos a afogar e o nadador-salvador nos fizesse amonas e afundasse mais", ilustrou.

 

O representante dos colégios privados explicou que com as metas agora traçadas pelo Ministério "mesmo havendo alunos para abrir as turmas, os colégios não as vão poder abrir" e as famílias que "já estavam mentalizadas em colocar lá os seus filhos vão ter de mudar", para não falar das "extinções de postos de trabalho". O objectivo com esta medida, concluiu, é poupar cerca de cinco milhões no próximo ano lectivo. Neste ano que agora está a terminar o Ministério cortou o financiamento a estes colégios em oito milhões de euros.

 

Os contratos de associação são acordos estabelecidos entre o Estado e colégios particulares em certas zonas do País onde supostamente não há resposta nas escolas públicas. Assim os alunos frequentam estes colégios sem qualquer encargo adicional face ao que gastariam numa escola pública.

 

O financiamento a estes contratos, que em 2009/2010 estava nos 239 milhões por ano, tem vindo a cair e neste ano lectivo 2013/2014 já se fixou nos 149 milhões de euros. "Este acordo, tendo por base a indicação dos serviços para a racionalização dos recursos existentes, permite ao Ministério da Educação e Ciência cumprir o objectivo de redução da despesa com contratos de associação, uma das componentes da redução de despesa inscrita no Documento de Estratégia Orçamental", explica o Ministério em comunicado esta segunda-feira, 9 de Junho.

 fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/ec

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